In this episode of The World, Kabbalist Dr. Michael Laitman and Norma Livne will hold a general Q & A session based upon comments and questions from viewers.

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Episódio 211|27 ott 2022

O MUNDO - PERGUNTAS DOS SEGUIDORES DAS REDES SOCIAIS

O Mundo - 27 de Outubro de 2022 26:39min

TRANSCRIÇÃO:

Norma: Olá, obrigada por se juntar a nós mais uma vez no programa O Mundo. Conosco o Dr. Michael Laitman e hoje responderemos as perguntas que recebemos de todos vocês os nossos telespectadores. São todas perguntas que nos enviam por meio dos diversos fóruns, sites de multimédia etc. Dr. Laitman, obrigada por estar conosco.

Rav: Estou pronto, disponível e grato por estar com vocês.

Norma: Dr. Laitman, temos perguntas que recebemos de todas as partes do mundo que falam espanhol, especialmente da América Latina, Argentina, Estados Unidos - México, Paraguai, Uruguai e até Espanha e muitos outros lugares. Vamos começar. Uma telespectadora que nos vê frequentemente, pergunta: o Criador coloca-nos à prova por forma a que o procuremos? Dá-nos testes difíceis, ou é algo que criamos para nós mesmos de acordo com a lei da causa e efeito?

Rav: Sim, por forma a encontrarmos o Criador, nós precisamos realmente de fazer bastante esforço, porque tudo na nossa vida, tudo o que sentimos, sentimos de acordo com o que chamamos na Sabedoria da Cabalá, de “A Lei da equivalência de forma”, que não podemos sentir algo que não existe nos nossos sentidos. Boré O Criador está no exterior dos nossos sentidos, portanto, como organizamos os nossos sentidos por forma a sentir o Criador? E aqui já temos um esforço muito sério a realizar. Como devemos percepcionar e organizar-nos de tal forma que vamos ter sentidos iguais aos do Criador. O Criador se encontra no sentido da doação e amor, e nós não. Nós estamos no sentido oposto, da recepção, e portanto, não O Sentimos. Não O Sentimos. Porque no final das contas, não temos a preparação necessária para O sentir como Ele É, da forma como o deveria sentir. Vamos supor que é como um tipo de veja, exemplo, animal que existem em tais ondas que não os conseguimos ver nem sentir. Então o que nós fazemos? Normalmente o que fazemos é criar diferentes aparelhos, dispositivos que encaixem nas ondas da nossa visão, audição, do que precisamos ouvir, sentir, e é assim que nos aproximamos desses animais. O que fazemos entre nós e o Criador? Que é a qualidade do amor, doação, conexão, proximidade, e vemos que somos o completo oposto dEle. O oposto, realmente. E não sabemos o que fazer. O que se segue é que estamos completamente opostos um ao outro, e portanto o que fazer? E aqui alcançamos um estado onde realmente, podemos fazer algo. Como podemos sentir o Criador, como podemos nos aproximar dEle, como podemos alcançá-Lo? Eu não sei, nós não sabemos. Não sabemos como o fazer. E então, chegamos aqui à Sabedoria da Cabalá e está nos explica, que sim, sim, podemos, mesmo sendo o oposto do Criador podemos alcançar um estado em que O podemos sentir, podemos ser como Ele. E não é um conto de fadas, milagre, mas se mudarmos da qualidade de recepção para a doação, da qualidade de ódio para o amor, de más qualidades para boas, então, nessas qualidades que vamos criar em nós, vamos sentir assim o Criador. E então, isto é como vamos Senti-Lo. E vamos começar a compreendê-Lo. Sem nenhum problema. Vamos tentar. Isto é o que faz a Sabedoria da Cabalá. Essa Sabedoria explica-nos como podemos mudar, e como na nossa mudança podemos sentir o Criador. Sim, sim implementamos isso.

Norma: Dr. Laitman, a Internauta acrescenta à pergunta se o Criador controla e governa tudo?

Rav: O Criador controla tudo. Tudo, incluindo tudo. Mesmo que aparentemente apareça que estar contra Ele, Ele também controla.

Norma: Dr. Laitman, o que significa “contra Ele”?

Rav: Significa que há tais qualidades que são realmente contra Ele, e que apesar de tudo Ele também as inclui e as governa.

Norma: Dr. Laitman, há outra pergunta que recebemos que diz: “O meu neto de quatro anos perguntou-me, ‘vovô, o Criador Criou-nos, mas quem criou o Criador?’ E ele disse ao pequenino “É uma pergunta maravilhosa”! Mas o que posso dizer ao meu neto?”

Rav: Sim é verdade, diz o Rav. Não há nada a dizer aqui, nada a responder. Ninguém criou o Criador. Como pode haver algo que é primeiro, ou o zero, ou não tem número? Como é que existe? Como O fizeram, como Lhe deram origem a Ele? Como pode ter existido algo antes dEle? Antes dele não havia nada, “hum..”! E se o meu neto me perguntasse isso, eu não saberia o que lhe dizer.

Norma: Dr. Laitman, mas, as crianças não se conformam quando lhes dizemos que não temos respostas…

Rav: É verdade, as crianças não se conformam quando não há resposta, continuam a perguntar, ou então, permanece sem resposta, e isto é como eles continuam pela vida, sem uma resposta. Mesmo que seja lamentável, porque é preciso responder a essa pergunta, de quem criou o Criador. Porém, quando as crianças perguntam, normalmente não podem ainda compreender a nossa resposta, portanto é melhor até que sejam capazes de compreender e depois voltar a essa mesma pergunta e obter a resposta.

Norma: Dr. Laitman, é possivelmente que já compreendem a resposta, que compreenderão?

Rav: Sim.

Norma: Dr. Laitman, então, quem criou o Criador não seria que não tem princípio ou fim porque Ele é toda a realidade? Ele é tudo o que existe?

Rav: O Criador é uma qualidade de amor, doação, conexão, e portanto, não podemos falar acerca dEle da mesma forma que falamos de nós mesmos, que isto veio primeiro e isto veio depois, que isto é como uma Mamãe, e aquilo como uma criança que nasceu dela. Não podemos falar desta forma. Mas ainda assim, gradualmente, quando crescemos, começamos a acrescentar em nós este sistema, e já é mais fácil responder a essa pergunta.

Norma: Dr. Laitman, outra pergunta que recebemos diz: “como é que é suposto interpretarmos o que nos acontece objetivamente e não do ponto de vista da nossa mente individual?”

Rav: Podemos, objetivamente. Objetivamente é como revelamos o Criador, a qualidade do Criador, que é a qualidade do amor, da doação, da conexão, e para revelar essas qualidades é algo que podemos fazer através de começarmos a construir tal qualidade entre nós, por meio de existirmos numa dezena, eu estou numa dezena fazendo esse trabalho, eu tenho um grupo, e isto é como tentamos construir tais relações entre nós que toda a conexão entre nós, neste pequeno grupo, seja baseada em amor, doação, conexão, ajuda, apoio. E a partir daí, gradualmente, chegamos a entender as qualidades do Criador, que são todas opostas ao nosso ego.

Norma: Dr. Laitman, a Patrícia pergunta: “Vaso, Kli é um conceito que usamos muito, o que significa?”

Rav: Kli significa desejo. Desejo. O que queremos e isso é chamado de Kli, porque o que queremos é algo que somos capazes de perceber, de captar, de receber, de compreender, e por isso é que se chama “vaso” ou “kli”.

Norma: Dr. Laitman, sobre o tema da conexão, se toda a humanidade está conectada entre si, porque não conseguimos conectar desde o nosso coração à nossa alma?

Rav: Não somos capazes de nos conectar entre nós, porque teríamos que nos amar, e como faríamos isso? Como? Suponhamos que uma pessoa ama a outra? E porque ela o ama? É apenas porque ele recebe benefício disso, e ela toma assim o partido disso. E é assim que as ligações, as conexões acontecem entre todos.

Norma: Dr. Laitman, uma pergunta de Cil. Se a Alma de Adam HaRishon consiste de 600000 almas, e nós somos centelhas, o que acontece com o restante de milhões de pessoas? Fazemos parte dessas almas, compartilhamos?

Rav: Sim. Somos todos… Bom, como vou dizer a você…, estamos todos incluídos neste número. Veja, Não é um número que possamos contar, mas é isso. É um tipo de massa, um tipo de conceito que assim é chamado, 600.000 almas. Mas na realidade é quantas quisermos, quantos milhões quisermos que sejam.

Norma: Dr. Laitman, acerca do sofrimento da humanidade, a pergunta é: “a humanidade vai continuar a sofrer por muito tempo, ou podemos já ver mudanças no horizonte?”

Rav: Vejo grandes mudanças para o melhor no horizonte, e espero que sejamos capazes de as alcançar rapidamente.

Norma: Dr. Laitman, Alícia Gordon pergunta: o programa que o senhor realizou sobre as Mulheres e a Cabalá foi muito interessante. Hoje existem Mulheres Profetas?

Rav: Não. Não há nem homens profetas. Estamos numa deterioração muito séria um descenso muito grande no desenvolvimento da humanidade, e parece-me que até à correção final nós vamos nos encontrar sempre em declínio. E precisamente desse estado, como se fosse um estado crítico, chegaremos até a este grande salto.

Norma: Dr. Laitman, Márcia diz-nos, abençoamos as coisas que apreciamos. Como podemos apreciar o que temos se é tudo sofrimento? Apenas saltamos de dor em dor?

Rav: É verdade que nos movemos de uma dor para outra, mas temos o método da Sabedoria da Cabalá que nos pode trazer para estados melhores. Tudo depende da nossa atitude, da nossa decisão, da nossa relação.

Norma: Dr. Laitman, o Luís diz, no programa sobre o Livro da Árvore da Vida, do ARI, diz que é um livro muito importante espiritualmente. Há livros na Sabedoria da Cabalá mais importante que o Tanach, a Bíblia?

Rav: Não, não vemos assim, cada um destes livros que falam de alcançar o Criador, da realização espiritual, cada um deles é importante em si mesmo. Não podemos dizer que este é mais importante, e aquele menos importante. Mas cada um fala no seu estilo único, na sua própria linguagem, etc. A Sabedoria da Cabalá inclui toda a realidade, e portanto, os vários livros escritos nos diferentes estilos, que falam de forma diferente acerca do mundo, acerca da estrutura da realidade, acerca da realização espiritual e alcance.

Norma: Dr. Laitman, acerca do tópico do Ego, como podemos saber que fomos bem sucedidos em anular o ego?

Rav: Como podemos saber que fomos bem sucedidos em anular o ego? Antes de chegarmos a anular o ego, nós o odiamos tanto, que este ódio distancia-nos do ego, e então ficamos felizes de estar cada vez menos no nosso ego, e assim ficamos felizes e gratos ao Criador, por nos empurrar para longe do ego. E isto é como aproximamos da correção.

Norma: Dr. Laitman, uma pergunta sobre o que é ser Judeu. Uma pessoa converteu-se ao Judaísmo, através de reforma de conversão nos Estados Unidos, e diz que não é reconhecido nem pelos conservadores, nem pelos ortodoxos como sendo judeu. Então a pergunta é o que o Livro do Zohar e a Sabedoria da Cabalá dizem sobre o que é ser Judeu?

Rav: Um Judeu é uma pessoa que alcança unidade com o criador. Essa pessoa é chamada de Judeu. Ou então podemos dizer, que é aquele que toma essa linha de aproximação ao Criador, por forma a se incluir nEle, também é chamado de Judeu. Judeu, ihudi, hebreu, advém da palavra ihud, “conexão”, “união. E as palavras reforma, conservadores, ortodoxo, ou quaisquer outras, hoje temos muitos tipos de outras formas, talvez… Não penso que existam várias válidas em termos de um ser mais do que outra, mas depende da pessoa. Depende da medida em que a pessoa aceita o compromisso de tomar sobre si “Ihudi”, que em hebraico advém da palavra “união”, “conexão”, direto ao Criador, ou seja, uma pessoa que deseja estar junto do Criador essa pessoa é chamado de Yudi que significa Judeu. E não importa se é preto, branco, vermelho, amarelo, conservador, ortodoxo, etc, etc… não importa de onde é, pode ser Askenazi, Yemenita, Marroquino, não importa de onde é, não tem qualquer significado. Pode mesmo ser Bérbere, uma tribo da Austrália, não importa se é um bárbaro, não importa advém da África! Não importa que lugar, não importa quem, ou de onde. Não tem nada a ver com as pessoas neste mundo, sobre como se parecem, ou de onde são. Tem a ver apenas com a medida na qual uma pessoa quer ser semelhante ao Criador, ser um Adam, que em hebraico também significa ser “semelhante” ao Criador. E isto é o que a pessoa quer, então signfifica que precisa se unir, conectar-se ao Criador, e na medida em que é capaz de o fazer, é chamado de Ihudi, Judeu.

Norma: Dr. Laitman, sobre o tópico da guerra na Europa, foi um tema que gerou preocupação e medo no mundo, por isso temos perguntas como: “Qual é o significado espiritual da guerra?”

Rav: As pessoas não podem continuar sem guerra. Sempre em algum lugar na terra haverá guerra. E isso é incrível, porque se falássemos com as pessoas… elas… gostava de lhes perguntar: -“Vocês acham que com poder, força, consegue resolver os conflitos?” -“Não! Por que quem é que está certo, e quem é que não está?” - “Quem é o mais forte está certo? É isso que vocês pensam? Isto está certo? Então, por que lutam?” Queremos mostrar a todos, e a cada um, quem está certo. Todos eles. É a nossa forma de ser. E quem está certo é quem ganha, é assim que pensam. E isso é tão desprezível, tão baixo? Como pode ser que nós, seres humanos, possamos pensar que a justiça possa chegar pela força? E isso é um tipo de bullying e bullying nem nos apercebemos da medida em que somos como animais. Pior do que animais, mas isto é o que temos. Não podemos esperar que acabe algum dia. Apenas mediante a disseminação da Sabedoria da Cabalá, da qual falamos, e da disseminação em todo o mundo, podemos explicar às pessoas que o bem apenas pode existir no mundo, se todos compreendermos que o bem significa “integralidade mútua, paz mútua, complementaridade mútua”, e alcançamos um estado em que uns apoiarão os outros. Podemos trazer a força superior, que trás paz ao mundo, e que faz paz nas alturas e traz paz sobre nós também, e então teremos realmente paz, da palavra Shelemut, completude, completude. Shalom, paz em hebraico, advém da palavra Shalom, Shelemut, integralidade, completude é isso.

Norma: Dr. Laitman, sobre isto, sobre o tema da paz, e com isto vamos terminar o programa, há várias perguntas, mas temos que as desenvolver num próximo programa. A pergunta é acerca da paz e equilíbrio. Como será a humanidade quando alcançarmos o equilíbrio. O que sentirá o cidadão comum?

Rav: O cidadão comum a pessoa individual comum, vai viver num sistema equilibrado, onde não vai haver tensões, e todos nós vamos existir de uma forma boa e pacífica. Porque cada um vai garantir que todos os outros vão estar bem. Vejo estas coisas ao longe, e tenho a certeza que nós estamos próximas de alcançá-la

Norma: Dr. Latiman, e com esta mensagem otimista terminamos o programa de hoje. Muito obrigada por todas as suas respostas a todos os seus seguidores nas redes sociais. Tudo do melhor.

Rav: A ti também, e a todos os nossos seguidores, Telespectadores e Internautas. Muito obrigado e Shalom, paz, integralidade, completude, tranquilidade e para além de Shalom, que deriva da palavra “Shalem”, “completo”, não há nada a acrescentar. Perfeição, completude. Obrigado.