Conectando com as Dez Sefirot
05 de Junho de 2023 25:39min
Transcrição:
Texto para Legenda
Entrevistador: Olá queridos telespectadores! Olá Dr. Laitman! Olá Shay! Estamos de volta ao nosso programa acerca das Dez Sefirot. Nos programas anteriores dissemos que na Natureza, na realidade, existem dois sistemas. Um sistema da realidade superior, que funciona em doação, que é o sistema espiritual, e a realidade que percebemos, que é a realidade física mais baixa, que funciona em recepção. E dissemos que o sistema superior é descrito pela linguagem das Sefirot de que falamos aqui entre nós. Hoje, gostaríamos de descobrir qual a conexão entre estes dois sistemas. Talvez, você possa ler um fragmento para nós. Sim, Baal HaSulam escreve que não há nenhum elemento na realidade, ou ocorrência no mundo inferior que não tenha um semelhante no Mundo Superior, tão idêntico como duas gotas de água, e são chamados de Raiz e Ramo. Sabemos que a lei da Raiz e Ramos é muito central na Sabedoria da Cabalá. Pode explicar em poucas palavras o que precisamos entender relativamente a esta lei?
Rav: Suponhamos que temos o Mundo Superior. É um estado em que todos seres criados, não importando quem são e o que são, existem na forma de uma força, como os níveis inanimado, vegetativo, animal e falante da Natureza. No Mundo Superior, eles existem na forma de diferentes forças, cada um deles numa força diferente, especialmente única e própria e é assim que existem. E depois, existem os mundos, ou seja, estados que decorrem do nível superior, dessa força e, então, a força começa a receber formas diferentes e mais relacionadas com o nosso mundo, com a matéria. E isto é como os diferentes seres criados descem para este mundo, e se apresentam, e como se entendem entre si e sentem e sobrevivem. Eles descem para os níveis mais inferiores de matéria, até que os vemos neste mundo.
Entrevistador: Então, a raiz é como um potencial?
Rav: Sim.
Entrevistador: E quanto mais desce próximo à nossa percepção, passando pelas Dez Sefirot, se é que podemos chamar-lhe isso, torna-se mais claro para nós?
Rav: Não é que se torne mais claro para nós. Isto ainda são estados de forças que descendem e mais tarde tornam-se matéria. A matéria que se encontra entre nós e vemos no nosso mundo.
Entrevistador: O que significa descer?
Rav: Significa que se torna realidade.
Entrevistador: Então, o potencial, que está revestido em alguma forma física. Suponhamos que este copo, que tem um determinado potencial, que está escrito num tipo de código, se concretiza aqui. Portanto eu Shay e você ou esta conversa. Tudo está escrito numa linguagem de código, escrito nas Dez Sefirot, que de repente acontecem aqui. E esta é a razão, e nós somos o resultado dessa razão?
Rav: Sim.
Entrevistador: E por que é que precisamos nos conectar com o potencial, com a raiz? O que acontece a um Cabalista que deixa a percepção deste mundo e alcança a percepção da raiz? O que acontece?
Rav: Porque precisa realizar ações opostas à Força Superior que se desencadeia lentamente, até que se torna realidade neste mundo. Na verdade, esta oposição é necessária. Tudo o que existe neste mundo precisa começar a ascender na forma da sua existência até que obtém a forma de uma existência espiritual, e desaparece no Mundo Espiritual, no Mundo Superior.
Entrevistador: O que diferencia quando olho para mim agora, este pedaço de proteína, entre isso e ascender até à minha raiz ao meu potencial superior, o que acontece então, o que é preciso fazer para chegar lá?
Rav: Você pode revelar nossas raízes, digamos, nossos códigos. Suponhamos a forma como está registrado e num nível mais elevado. E assim é até a Raiz.
Entrevistador: O que vou sentir diferente na raiz do que sinto agora?
Rav: Precisa mudar a você mesmo, por forma a sentir estes níveis mais elevados. Caso contrário, não os consegue perceber.
Entrevistador: Suponhamos que sigo este método, quero alcançá-lo em forma de curiosidade. O que obtenho, se alcançar este nível mais elevado?
Rav: Através disso, você alcança a sua raiz.
Entrevistador: E o que significa isso?
Rav: A sua raiz espiritual! As forças a partir das quais, ou que através do desencadeamento dessas forças você se encontra neste mundo.
Entrevistador: É como se descobrimos o código que nos opera?
Rav: Sim, o código que o opera em você e o torna realidade.
Entrevistador: Então, de repente o código se revela a mim. E depois? Podemos começar a mudar as coisas?
Rav: Não. Não tem o intelecto, nem a emoção, nem a capacidade de ativar este código, nem para operá-lo.
Entrevistador: Então, qual é o resultado da revelação deste código?
Rav: Nada! Não há resultado material. Apenas a condição de que nos esforçamos para ativar a força espiritual. O que determinou e formou o código que desce e passa em diferentes estados que está a chegar até abaixo através dos Mundos, Partzufim,Sefirot, Olamot e recebe esse estado, essa imagem que percebemos aqui neste mundo.
Entrevistador: O potencial, esse potencial é a alma, podemos dizer?
Rav: A alma é a força interna que existe em todo ser criado, que podemos discernir em cada nível, desde o nível mais elevado, até ao mais inferior.
Entrevistador: Vamos dizer que a combinação das Dez Sefirot escreve o código que temos aqui. Nós somos o resultado. Onde está o livre arbítrio se este é um mundo de resultados?
Rav: Você não possui livre arbítrio.
Entrevistador: Mas ainda assim, falou que se fazemos a ação oposta….
Rav: O livre arbítrio é dado a uma pessoa depois que ele sabe onde se encontra e ativa a pessoa, opera nele e pode mudar a força operadora no ser operado. E, dessa forma, alcança um estado em que participa de todo esse processo na realização de seu poder.
Entrevistador: Então, há dentro desse código todo um pequeno espaço que foi deixado vago…
Rav: Sim, suponhamos que sim.
Entrevistador: Como uma zona de incerteza onde…
Rav: Que você precisa completar.
Entrevistador: E para além disso tudo é ativado pelas forças pré-determinadas.
Rav: Nós vemos isso até na ciência, biologia, zoologia, as diferentes pesquisas que fazemos. Vemos, que em suma, não podemos mudar as leis, as regras. As regras funcionam e nós vivemos num nível, ou numa ilusão de que somos livres e que estamos a criar a vida à nossa forma.
Entrevistador: E é tudo uma interação entre códigos como se estivessem escritos?
Rav: Sim
Entrevistador: Isso dá muito que pensar… Outra coisa que eu e Danny descobrimos que realmente nos intriga, é a diferença entre espiritualidade e ciência. Muitas vezes, quando estudamos o TES, este código espiritual, você nos dá exemplos acerca de mecânica quântica, acerca de físicos que olham para o nível de realidade quântica. E disse que se eles o fossem suplementar com o que diz a Sabedoria da Cabalá, obteriam uma imagem completa. E que até que eles olhem para a realidade através da Sabedoria da Cabalá, no que quer que façam, vai sempre faltar alguma coisa. Qual a diferença entre ciência, no seu nível mais elevado, e a Sabedoria da Cabalá? Qual é o valor adicional aqui?
Rav: A ciência está envolvida na matéria. E em parte da ciência não há nada através do qual a pessoa pode mudar a realidade. Ao passo, que a Sabedoria da Cabalá explica a pessoa de que forma está a ser operada e como pode participar com o Criador, com a Força Superior que inclui tudo. E como ao participar, ao compreender e sentir a Força Superior, ser como um parceiro da Força Superior. E através disso, uma pessoa muda realmente. Começa a compreender qual a razão pela qual existe, de que forma, como pode mudar e porque é melhor para ele mudar. E assim é como avançar a alcançar toda a criação.
Entrevistador: Eu lembro-me que quando começamos a estudar, penso que a parte quatro do TES, estudamos pelos menos vinte tipos diferentes de Luz Refletida, e o Dr. brincou dizendo que, se todos os prémios Nobel soubessem do que estamos a falar aqui. Portanto, é realmente fascinente, ou seja, quando falamos de Aba ve Ima do Mundo de Atzilut, que são Chochmá e Biná, e as quatro condições entre eles, e o Dr. disse que nestas quatro condições estão representados todos os problemas que tiveram nos seus relacionamentos pessoais. Ou relativamente ao embrião, ao feto. Tudo isso, são forças superiores chamadas Ibur e vem de cima até abaixo, que desencadeiam e chegam a esse mundo. Mas esta lei aplica-se ao que acontece dentro do ventre de qualquer mãe, as mesmas leis para este mundo. Portanto, a minha pergunta é, se existe tanta informação, perfeita, não podemos pegar nessa informação e usá-la para compreender este mundo, para evoluir tecnologicamente?
Rav: Não, não podemos.
Entrevistador: E por quê?Todas as informações aqui existem Não podemos melhorar a nossa vida com esta informação?
Rav: Há um limite, até o quanto podemos penetrar na Natureza. Não podemos influenciar as forças da Natureza num nível mais elevado, do que o nível material.
Entrevistador: Mesmo hoje, estudamos acerca de Ibur, acerca da concepção. Há coisas que os peritos não sabem ainda. Isso não podia ajudar a salvar vidas, ou melhorar a medicina contemporânea?
Rav: Não. Por hora passamos o que temos que passar e essa é a correção.
Entrevistador: Então, se o sistema ainda não o abriu para toda a gente e, apenas os Cabalistas sabem acerca disso, então, é assim que tem que permanecer?
Rav: Eles também sabem acerca disso de uma forma limitada. Compreendem que tudo está nas mãos da Força Superior.
Entrevistador: E, eventualmente, tudo se resume à pergunta que se repete: como é que a Sabedoria da Cabalá pode tornar a vida melhor para nós?
Rav: A nossa vida? Pode sim.
Entrevistador: Como?
Rav: Primeiro, porque a pessoa sabe a razão e o porquê da sua existência. Quem o governa e como é que é suposto compreender as leis que o operam e dessa forma, aproxima-se do segredo da vida, de compreender o sentido da vida e, em consequência, começa a viver a sua vida como um processo interminável e eterno do qual a pessoa faz parte.
Entrevistador: O que você descreve é algo difícil de descrever em palavras, não tem preço. Mas, ainda assim o público tem interesse, procura aconselhamento. Por exemplo, o estudo do TES, as Dez Sefirot, é sempre confuso. Contou-nos que trouxe até Rabash uma imagem das Dez Sefirot, revestidas numa imagem do corpo humano e que ele rejeitou o papel e não o quis ver. Como podemos relacionar a Sabedoria da Cabalá com o que acontece no nosso corpo?
Rav: Não, não. Deus nos livre, não associamos a força espiritual com o que podemos perceber do mundo físico.
Entrevistador: Apesar de ser raiz e ramo? Isso supõe que nosso corpo fisiológico também está escrito em código, foi criado e isso é um resultado. É como um ramo?
Rav: Como resultado, sim.
Entrevistador: Então, não podemos de alguma forma… as pessoas são muito… é difícil largar essa conexão entre sistemas. E é por isso que falamos da conexão dos sistemas. Porque há uma forte tendência para ver quanto conhecimento há aqui, que organiza as nossas vidas. Então, de alguma maneira, é difícil para nós captarmos essa conexão entre sistemas. Porque quanto conhecimento há aqui.
Rav: Não. Não há uma transição suave que conecta a força física e a força espiritual juntas de uma forma direta..
Entrevistador: Isso é especial. Quero voltar novamente no que falamos sobre livre arbítrio. Então, como se houvesse uma espécie de equipamento que permite que a informação passe apenas numa direção?
Rav: Sim
Entrevistador: E não permite que a informação retorne, como uma espécie de um buraco do tamanho de uma agulha.
Rav: Sim
Entrevistador: Vemos, pelas perguntas, que tentamos penetrar através de diferentes lutas. Como se houvesse um ponto através do qual pudessem ter um impacto…
Rav: Sim, ter uma Influência, talvez seja possível. Mas, para poder ter essa influência, esse efeito, necessito de ter a mesma igualdade de forma que existe no nível superior. De outro modo, como vai conectar ou influir?
Entrevistador: Obviamente! Mas, como é que nos revestimos nessa mesma lei?
Rav: Se estudar a Sabedoria da Cabalá e, através dela, aprender como pode receber a forma da Força Superior, então, não há problema. Você obtém essa forma e assume a forma dessa Força Superior e se encontra no alcance Superior.
Entrevistador: E as dez Sefirot são na verdade a tradução do código e, ao mesmo tempo, garantem que não os vamos usar de uma maneira errada?
Rav: Não o pode usar de uma maneira errada.
Entrevistador: Sim, protege-nos e garante que se quisermos alcançar o nível do código, precisamos ser como o sistema da Natureza Superior. Precisamos mudar a nós mesmos.
Rav: Certo. Caso contrário não poderíamos entrar nesse sistema e causar algum impacto.
Entrevistador: Então, todos os nossos pedidos à Força Superior para mudar a nossa vida estão destinados a falhar?
Rav: Sim.
Entrevistador: Apenas resulta o pedido para mudarmos, para mudarmos a percepção. Suponhamos que 100 estudantes chegam até o nosso Campus e as pessoas dizem que não se inscreveram para mudar a si mesmo, mas para melhorarem a sua vida, as suas relações, para ganharem mais dinheiro. E, de repente, vemos que quando entendem sobre o que se trata, as pessoas começam a abandonar. Podemos fazer algo relativamente a isso?
Rav: Não. Mas, ainda assim, precisa explicar-lhes que para mudar a vida da forma como tinham pensado, é apenas possível, através de uma participação verdadeira no Mundo Superior a partir do qual, somos operados.
Entrevistador: Posso dizer por experiência, que quando chegamos à Sabedoria da Cabalá e começamos a ouvir acerca disto, é como se recebêssemos uma varinha mágica com a ajuda da qual podemos organizar tudo. E claro que há coisas que são mais ou menos, mas assim que escutei esta afirmação, então, entendi verdadeiramente, que há um propósito e que nos é dado uma espécie de mapa de como alcançar esse propósito. E, de repente, verificamos que nos encontramos num sistema perfeito que nos governa. E não há maior prazer que este. Há problemas e dificuldades aqui e ali. Mas, ainda assim, estamos livres de toda incerteza e isso nos eleva para uma vida diferente. Mesmo que estejamos presos no trabalho e que o patrão lhe tenha gritado, avançamos pela vida de uma maneira diferente. Pelo menos para mim, realmente ajudou a entender do que se ocupa a Sabedoria da Cabalá e o que pode ser para mim e deixar tudo o mais, como o seu carro avariou, então leve-o à oficina! E descobrimos isso. Eu penso que terminamos aqui, mas já temos o tópico para o próximo programa, sobre como realmente influenciar o Mundo Superior e começar a falar a sua linguagem.
Rav: Ainda assim, eu penso que uma pessoa que começa a compreender qual é a sua relação com esse mundo e qual é sua relação com o Mundo Superior, é uma grande conquista para uma pessoa que existe neste mundo. Apesar de pensar que é como uma criança que entrou na floresta mágica, ainda assim alcança algo verdadeiramente grandioso.
Entrevistador: Então, uma última coisa. Quando eu cheguei e estudei, houve realmente aqueles que abandonaram a Sabedoria. Eu comecei a estudar com o meu melhor amigo e, a determinada altura, ele decidiu que este estudo não era para ele. Eu vejo muitas pessoas, com o mesmo nível de inteligência e, para mim, é muito claro que não há nada mais para estarmos envolvidos do que esta entrada para o sentido da vida e não compreendo como é que as pessoas chegam até aqui, são tocadas pela Sabedoria e dizem: “Ha, talvez!”. Até este dia não entendo!
Rav: Eles são mais inteligentes que você! Eles pesam muito rapidamente o que precisam pagar para obter o que querem e percebem que não vale a pena fazê-lo. Eu compreendo muito bem a decisão deles, apesar de eu próprio ter continuado. Eu compreendo a decisão deles. Porque a pessoa não tem força para continuar a sua vida espiritual. Não tem força para continuar. A pessoa precisa receber essa força desde o alto e sente-se fraco, não sabe o que pode fazer. Preciso saltar alguns metros? É o que é exigido de mim?”. Sim! Portanto a pessoa vê que está perante condições que não estão na sua capacidade. E, portanto, precisamos ainda assim, continuar a explicar o que a Sabedoria da Cabalá dá a uma pessoa e qual a razão pela qual, no nosso tempo, já está revelada a todos.
Entrevistador: Então, isto é o que gostaríamos de aprofundar nos próximos programas. Muito obrigado por este programa!
Rav: Até a próxima, tudo do melhor!