Holiness

Conceitos Básicos na Sabedoria da Cabalá

Kedushá (Santidade)

27 de Agosto de 2023

29:12min

Transcrição:

Oren: Olá e obrigado por se juntarem a nós no nosso programa, “Conceitos Básicos da Sabedoria da Cabalá”, com o Dr. Michael Laitman. Olá, Rav Laitman.

Dr. Laitman: Olá a todos.

Oren: Olá , olá! Neste programa, a cada episódio selecionamos um conceito da grandiosa “Sabedoria da Cabalá” e tentamos explicá-lo da melhor forma mais simples possível para uma pessoa que iniciou a se interessar pela “Sabedoria da Cabalá”. E o nosso conceito para hoje é :- “Santidade”,( “Kedushá” em hebraico). Rav Laitman, queria lhe perguntar, sobre a sensação de “Santidade”, isso soa a algo muito exaltado, puro, não a algo que podemos experimentar no dia-a-dia. E não tenho a certeza se todas as pessoas já sentiram algo que tenha a ver com “Santidade”. Algumas pessoas dizem que sentem “Santidade”( “Kedushá” em hebraico) em lugares específicos, em certos momentos. Então,gostaria de lhe perguntar: onde o senhor sente a “Santidade”? Quando “A” sente?

Dr. Laitman: Bem, não é simples sentir a “Santidade”, a “Sabedoria da Cabalá” nos explica como chegar a isso. O que é “Santidade” (“Kedushá” em hebraico)? É algo que não existe no nosso mundo. É algo que uma pessoa não pode sentir, alcançar, a menos que execute ações e exercícios especiais por si mesmo e esteja disposto a mudar a si mesmo, e se corrija ao ponto de sentir “Santidade”.O que significa que a pessoa sente a “Santidade”? A nossa natureza é inteiramente o “Desejo de Receber”, e todos nós desejamos apenas receber e desfrutar aquilo que recebemos. E esta é, na verdade, toda a nossa vida. E a “Sabedoria da Cabalá” fala sobre a nossa existência, que é o oposto da “Santidade”, o oposto da “Misericórdia”. E se queremos alcançar a “Santidade”, precisamos mudar a nós próprios. Precisamos alcançar um estado em que ao invés de recebermos, ao invés de querermos o tempo todo perceber o mundo, em vez da forma como nos relacionamos com o mundo e com todos para nosso próprio benefício, em vez de querermos receber, querermos doar e dar, querer sermos os doadores, aqueles que doam, aqueles que fazem circular tudo o que temos para todas as pessoas, para o mundo inteiro. E só assim poderemos alcançar a “Santidade”. E a “Sabedoria da Cabalá” explica que o nosso mundo consiste, na verdade, em duas partes. Existe uma parte chamada “casca” ( “klipá” em hebraico), que significa “concha/casca”, que é o “Desejo de Receber”, na qual todos pensamos sobre nós próprios. E desde o nascimento e em geral, não temos qualquer tendência para a “Doação”, para nos conectarmos aos outros, para compartilhar com os outros. Este é o “Desejo de Receber”, a natureza do nosso mundo. E é esta a natureza em que vivemos e nos desenvolvemos. Mas, suponhamos que conseguimos não estar no “Desejo de Receber”, mas no “Desejo de Doar”, de amar, em vez de somente amarmos a nós próprios, amar o próximo, em vez de todo o tempo atrair algo para nós, de forma inata, porque é assim que somos naturalmente, se em vez disso, queremos alcançar os outros para lhes causar o “Bem”, então, através disso, através de tais ações, poderemos realmente nos aproximar da “Doação”, da concessão, entrega , daquilo que se chama “Kedushá” ,“Santidade”. Isto significa que o mundo pode ser aquele onde as pessoas vivem na impureza, na recepção; e pode ser que as pessoas vivam nele existindo nele na doação, para doar aos outros, na “Santidade”. Então há a questão da ‘impureza’ e da “Santidade”, o “Desejo de receber” e o “Desejo de doar”. E estas duas formas de existência é o que precisamos compreender. Pela nossa natureza, de acordo com a forma como nascemos, nós existimos apenas no “Desejo de Receber”.

Oren: O que é o “Desejo de Receber”?

Dr. Laitman: É que queremos receber tudo o que seja para nosso benefício, de acordo com aquilo que eu imagino para nós, mas que vai fazer sentir bem a mim. E estamos o tempo todo pensando em como podemos usufruir, o que posso desfrutar. E é isso que queremos atrair para nós.

Oren : É assim que o homem é feito por natureza?

Dr. Laitman : Sim. Mas se a pessoa faz cálculos diferentes, no sentido de não querer ficar na natureza da recepção e viver nela…

Oren: E porque?

Dr. Laitman: Porque ela constata que através disso apenas arruina a sua vida. Que com isto não consegue alcançar nenhuma conquista, porque está trancada dentro do seu “Ego”.

Oren: O que quer dizer com: ‘trancado dentro do seu “Ego” ‘?

Dr. Laitman: Significa que ele pensa o tempo todo apenas em si mesmo, e depois alcança, chega à “Sabedoria da Cabalá” e através desta sabedoria, gradualmente, através de exercícios especiais, alcança o ‘amor aos outros’, alcança “Amar ao próximo como a si mesmo”. Um ponto onde deseja viver segundo uma regra diferente, que é doar a todos e não receber de todos. Estar em “Doação”, em ‘devoção’ de si mesmo para fora. Estas pessoas que realizam tais exercícios, começam a sentir o nosso mundo de forma oposta. Nem sempre o quanto recebem e sentem o mundo de acordo com a forma como recebem, mas de acordo com o quanto doam, dão e omitem de si próprios, para eles. Isto é chamado de “Desejo de Doar”. E depois são chamados de “Cabalistas”.

Oren: Já não estão trancados como o senhor nos disse antes?

Dr. Laitman: Não, já não estão trancados. Pelo contrário, eles estão abertos. E é isso que eles querem.

Oren: Sentem a “Santidade”?

Dr. Laitman: Passam a sentir o mundo, a reconhecê-lo pelo seu lado oposto, não absorvendo tudo do mundo, mas satisfazendo tudo e todos na medida do possível.

Oren: O que isso lhes dá?

Dr. Laitman: Sentem um mundo oposto.

Oren: Oposto a o que?

Dr. Laitman: Oposto ao que todas as outras pessoas sentem. Sim? E é muito interessante. É uma percepção oposta de reconhecimento da realidade. É isso que sentem.

Oren: Eles veem coisas que outras pessoas não veem?

Dr. Laitman: Veem a vida de uma forma diferente.Não na recepção para benefício próprio, mas na doação.

Oren: Tudo o que o senhor explicou é incrível! Aos poucos eu quero dividi-lo em partes. Entendo que existem dois estados. O primeiro é que o senhor chamou “Santidade”. E ao outro, lhe deu dois nomes:“klipá” ,”Casca”, ou “Tumaa” , “Impureza” (em hebraico). Na minha percepção enquanto pessoa, quando nascemos, começamos a crescer como criança, etc, a nossa percepção se desenvolve. Onde estamos? Em “Kedushá” ou “Klipá” “Santidade” ou “casca”?

Dr. Laitman: Nem aqui nem ali.

Oren: Então, onde estamos?Onde estamos?

Dr. Laitman: É chamado de estado ‘animal’, como um ‘animal’. Um estado ‘animal’ não é algo mau . É simplesmente o nome que chamamos uma pessoa que é operada pela sua natureza, sim?Pode lhe chamar de: ‘homem deste mundo’.

Oren: Ok,então ele nem sequer está no grupo onde existe a divisão entre “Kedushá” ou “Klipá” ?

Dr. Laitman: Certo. Como se diz, todos são considerados ‘animais’.

Oren: Certo. Diz isso na Bíblia. O que significa?

Dr. Laitman: Que toda a gente nasce como um ‘animal’.

Oren: É como se o ponto de partida de uma pessoa pertencesse ao mundo ‘animal’ e por aí começamos?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Ok. À medida que começamos a desenvolver, onde chegamos, ao estado de “Santidade” ou “casca”?

Dr. Laitman: Essa é a questão:- O porque começa a se desenvolver . Ou começa a desenvolver-se porque deseja receber cada vez mais, ou de repente sente que tem a necessidade de conhecer a natureza oposta, que é a “Doação” ou doar. E assim,começa a conhecer o mundo a partir de uma perspetiva oposta , como está escrito:- “vi um mundo oposto”.

Oren: Uma pessoa que alcança este ‘mundo oposto’, a sensação de “Santidade”, ela sente o “Criador” ?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Também diz na Torá que o “Criador” é “Aquele” que tem maior santidade. “Ele” é chamado: “Sagrado”, Bendito seja “Ele”. O que significa isso?

Dr. Laitman: Que “Ele” está inteiramente na qualidade de doação, de amor, de doar ao próximo, fora de Si mesmo.

Oren: É essa a qualidade “d’Ele”?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Essas palavras, “O Sagrado”, “Bendito seja Ele”, ( “Kadosh Baruch-Hu” em hebraico)o que é isto?

Dr. Laitman: “Sagrado”(“Kadosh”) significa que “Ele” é diferente, separado de todos. E “Bendito seja Ele” (“Baruch-Hu”) em hebraico quer dizer que abençoamos essa qualidade.

Oren: O que significa : “Separado de todos” ou de tudo?

Dr. Laitman: “Separado” significa que “Ele” não pertence às pessoas. “Ele” é a força de doação que preenche toda a realidade.

Oren: Onde“Ele” está ?

Dr. Laitman: Em todos os lugares e em lugar nenhum.

Oren: O que significa: “Em todos os lugares e em lugar nenhum”?

Dr. Laitman: Na verdade, é uma força que existe na “Natureza”, mas só podemos conhecê-la com a condição de nos aproximarmos das “Suas Qualidades”.

Oren: ‘Aproximar-se das Suas qualidades’ é o que torna uma pessoa santa por si mesmo?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Ok. Suponhamos então ‘uma pessoa santa’, também diz na Torá: “deve ser ‘Santo’, porque ‘Eu’ Sou Santo”. O que significa que uma pessoa se torna santa?

Dr. Laitman: Se uma pessoa gradualmente, através de diferentes exercícios, estudos, ações, atrai esta força de santidade, de doação sobre si mesma, o “Criador” brilha sobre ela, e lhe dá a capacidade de avançar nisso, e então, gradualmente, a pessoa recebe a força de doação, e assim torna-se ‘Sagrado’.

Oren: Quando a pessoa se torna ‘santa’, o que muda nela? O que ela pensa? O que ela sente?

Dr. Laitman: Começa a sentir o “Criador”. Começa a sentir o “Criador”.Começa a sentir essa força que existe na realidade e inclusive que pode até se aproximar dessa força.

Oren: Uma pessoa ‘santa’, como ela é? Como se comporta? Como se veste?

Dr. Laitman: Não há diferença entre ela, na sua forma exterior e as pessoas comuns.

Oren: Conseguimos identificar uma pessoa ‘santa’?

Dr. Laitman: Não.

Oren: Suponha que ao meu lado na rua passa uma pessoa ‘Sagrada’, eu não sei que ela é ‘Sagrada’?

Dr. Laitman: isso mesmo …

Oren: Ela tem algum tipo de forças especiais que as outras pessoas não terão depois de se tornar ‘Sagrado’?

Dr. Laitman: De acordo com o seu nível e a medida em que quer ser como o “Criador”, consequentemente tem uma tendência para doar aos outros, fazer o bem aos outros.

Oren: Pode ele, suponhamos, realizar milagres?

Dr. Laitman: Não, não necessariamente. Pode ser que o que ele faz possa parecer estranho para os outros.

Oren: Porquê?

Dr. Laitman: Porque age de acordo com pensamentos e princípios, que derivam do seu desejo de se tornar como a força de doação que é o “Criador” e não como a força de recepção.

Oren: Essa pessoa se comunica com o “Criador”?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Do que falam?

Dr. Laitman: Bem, não é que falem. Não é uma questão de discurso(ou diálogo). É uma questão de que pelo seu desenvolvimento, o homem, de acordo com o seu desenvolvimento espiritual, sente o que significa estar na “Natureza” do “Criador”.

Oren: Também ouvi dizer que há coisas diferentes no mundo às quais é atribuída “Santidade”: por exemplo: nomes sagrados, livros sagrados. O que torna algo específico ‘sagrado’?

Dr. Laitman: Bem, não pode ser uma coisa ou objeto, porque só um ‘ser humano’ pode ser, só um ser humano pode ser ‘Sagrado’. Um “Ser Humano”, uma pessoa que adquiriu qualidade de doação.

Oren: Porque o senhor nos diz que: só o homem pode ser ‘Sagrado’ e não um objeto?

Dr. Laitman: Como poderia a qualidade de “Santidade”ou “Doação” se aderir a um objeto ou algo que não seja o homem?

Oren: A expressão “Qualidade de Doação”, o que é?

Dr. Laitman: É quando uma pessoa obtém a qualidade de doar acima da qualidade de receber com a qual nasceu.

Oren: E a palavra “Doação”, o que significa?

Dr. Laitman: Entrega, “Amor”.

Oren: Então uma pessoa nasce com uma qualidade oposta, como explicou no início do raciocínio, como receber , desfrutar… e em cima disso constrói a qualidade de doar, é isso que a torna uma pessoa ‘santa”?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Então porque a “Torá” é considerada sagrada? Ela não é um “Ser Humano”.

Dr. Laitman: A “Torá” é sagrada porque é um método de como alcançar a “Qualidade de Doação”.

Oren: Porque o livro d’O Zohar’ se chama “Zohar Sagrado”?

Dr. Laitman: Porque nos ensina como ser ‘Sagrados’.

Oren: Ouvi dizer que existe o nome ‘Sagrado’, HaVaYah. Também ouvi a “Sabedoria da Cabalá” falar sobre os “72 nomes”. O que é isso? O que transforma um determinado nome, o que o torna ‘sagrado’?

Dr. Laitman: Bem, isso é um pouco mais complicado de explicar. É porque o “Desejo de Receber” do homem precisa se inverter no desejo de doar, passando do ódio aos outros para o “Amor” aos outros. E, por isso, precisamos trabalhar nisso e tentar… e tentar nos inverter da “Qualidade de Recepção”, para “Doação”, do ‘ódio’ ao “Amor”. E assim podemos nos aproximar e nos tornar semelhantes ao “Criador”.

Oren: Então, o que é “O Nome Sagrado”?

Dr. Laitman: “O Nome Sagrado” significa uma forma, um estilo de “Doação” que a pessoa recebe.

Oren: Portanto é uma certa forma de pensar, de se relacionar, de atitude própria da própria pessoa?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Então, a “Torá” , “O Zohar” e “Os Nomes Sagrados”, na verdade falam sobre uma pessoa que passa por um certo processo e se transforma de um ser não ‘sagrado’ para um ser ‘sagrado’?

Dr. Laitman: Certo.

Oren: Além disso, falamos sobre a “Santidade” e o ‘profano’. O que é isso?

Dr. Laitman: A “Santidade” é o “Desejo de Doar”, de amar os outros, em oposição ao ‘profano’, que é o “Desejo de Receber” e odiar os outros.

Oren: Ódio é uma palavra dura quando se fala de uma pessoa que odeia os outros.

Dr. Laitman: Não, ódio, me refiro ao ódio em diferentes medidas, desde a mais leve à mais pesada, onde simplesmente vejo uma pessoa, e vejo que não a conheço, não a quero conhecer, não tenho nada a ver com ela, ela não está comigo, eu não estou com ela, e isso também se chama o inicio da qualidade do ódio.

Oren: Vejo que a “Sabedoria da Cabalá” se relaciona com uma pessoa como zero ou um, preto e branco. Quer dizer que Se está virado para dentro, se está pensando em “si” ,como organizar a vida de tal forma que ela seja boa, se é o objeto em que está pensando, este é o primeiro estado chamado “recepção para benefício próprio” e de repente , por isso o senhor me disse que a isso chama se “estar trancado”, onde a pessoa está fechada dentro de si mesma. Aberto é exatamente o oposto, onde começa a sair de si mesmo com um ponto de vista de como doar e fazer o bem aos outros, sim?

Dr. Laitman: Sim

Oren: É como “para dentro” ou “para fora”, como na física?

Dr. Laitman: (em silêncio -diz : “não” com a cabeça)

Oren: OK, compreendi. Quero perguntar um pouco sobre a ‘impureza’. O senhor disse que a ‘impureza’ é o oposto da “Santidade”. Pode nos dar um exemplo de algo impuro? Também sei que os feiticeiros e coisas do gênero trabalham com diferentes forças impuras.

Dr. Laitman: Bem, tal como não podemos imaginar o que é a “Santidade”, não podemos imaginar o que é a ‘impureza’.

Oren: Bem, há pessoas que , o senhor sabe…

Dr. Laitman: não, isso é o que nós pensamos. Isso o que você diz é sobre aquelas forças pelas quais é possível fazer mal aos outros.

Oren: E como evitar e nos cuidarmos disso?

Dr. Laitman: O melhor é desejar pela“Santidade”.

Oren: Mas se, “Deus nos livre”, alguém exercer sobre mim ‘forças de impureza’?

Dr. Laitman: Então esta força não vai se aderir a você.

Oren: Porquê?

Dr. Laitman: Porque, estamos desejando pela “Santidade”, “Amor”, doar aos outros, fazer o bem ao próximo.

Oren: Portanto, se nós, independentemente de qualquer outra pessoa, quisermos seguir a direção de desenvolver forças de “Santidade” de mim mesmo para os outros, isso vai nos proteger?

Dr. Laitman: Sim

Oren: Entendo. Compreendo que uma pessoa precisa passar por algum tipo de mudança interior e ter uma atitude para com os outros para se aproximar da “Santidade”. Qual a essência desta mudança?

Dr. Laitman: A essência da mudança é que nós amamos todas as pessoas. Se nos aproximamos da “Doação”, e se nos aproximarmos mais de amar os outros, pensarmos bem sobre todos, tanto quanto possível,e que não queremos fazer mal a ninguém…

Oren: Qualquer pessoa pode chegar a isso?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: O que ganhará uma pessoa ao se aproximar um pouco mais da “Santidade”?

Dr. Laitman: Bem, se aproximar da “Santidade” significa que a pessoa faz com que todas aquelas pessoas com quem está, ou mesmo aquelas que não estão nem sequer por perto, ela fará o “Bem” a todas elas.

Oren: O que a pessoa ganhará com isso?

Dr. Laitman: Vai ganhar com isso que a “Santidade” será emitida dele para fora e ele será uma fonte de “Doação” para toda a realidade.

Oren: E mudará a vida desta pessoa?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: O que ela sentirá? Será que vai sentir algo que as outras pessoas não sentem?

Dr. Laitman: Sentirá que tem uma atitude boa e agradável em relação a toda a realidade.

Oren: Qual é o ganho?

Dr. Laitman: Esse é o ganho. Isso não é um ganho? Que sente que tem uma boa atitude para com todos, que ama a todos, que pode doar a todos, que a pessoa não trata mal a ninguém?

Oren: Ele tem problemas, confusões?

Dr. Laitman: Tem problemas e dificuldades de um tipo diferente. Quando se deseja fazer o “Bem” a todos, talvez nem sempre o consiga fazer.

Oren: E ele tem ansiedade, depressão?

Dr. Laitman: Não, nada assim tão mau.

Oren: O que o faz feliz?

Dr. Laitman: A felicidade vem pois ele pode realmente doar o bem a todos e que, devido a isso, as pessoas continuam a ter uma boa atitude umas com as outras.

Oren: É como se ele se tornasse a origem de algo bom?

Dr. Laitman: Certo.

Oren: Existe uma oração chamada “Kadish”. Diz, “engrandecido e santificado seja o seu grande nome.” O que significa?

Dr. Laitman: Abençoamos o “Criador”, a “Força Superior” que está inteiramente em “Doação” e numa boa atitude para com todos. Então nós “O” abençoamos.

Oren: E o que isso nos dá?

Dr. Laitman: Quando “O” abençoamos, estamos incluídos naquelas qualidades às quais “Ele” forma no mundo.

Oren: Portanto, isso volta para nós? O que significa que é tudo uma questão das nossas qualidades e de como nos abrimos e saímos de nós mesmos?

Dr. Laitman: Certo.

Oren: Temos o “Cabalista”, o “Ari” do século XVI.Porque ele foi chamado “Santo Ari” ?

Dr. Laitman: “Ari” é o seu nome, e é “Sagrado” porque ele estava realmente no nível da “Santidade”. Significa que ele atingiu um estado onde adquiriu a “Força de Doação”, a força de doar aos outros, a força do “Amor” no nível mais elevado e, portanto, recebeu este nome.

Oren: Sobre ‘o mundo oposto’, uma expressão que o senhor sempre diz:- o que é invertido exatamente?

Dr. Laitman: Uma pessoa que tem tais sentidos, tais tendências, tais qualidades, tais conexões com o nosso mundo, passa a ver o mundo como um lugar de “Santidade” e por isso é chamado de “Kadósh” ,“Sagrado”.

Oren: O que significa ver o mundo como um “lugar Sagrado”?

Dr. Laitman: Significa que o mundo inteiro lhe parece estar sob o controle.. que o mundo inteiro parece estar sob controle da “Força do Bem”, “o Bom que faz o Bem” a todos, e de acordo com esta sensação, de acordo com este tipo de “Doação”, então é chamado de “Sagrado”.

Oren: Isso é maravilhoso! Rav Laitman ainda tenho muitas outras perguntas que não consegui fazer.

Dr. Laitman: A hora vai chegar.

Oren: A última pergunta. Qual a coisa mais importante para lembrar sobre o conceito de “Santidade”?

Dr. Laitman: A “Santidade” significa uma força que eleva a pessoa através dos níveis de “Doação”, de “Amor”, de uma conexão boa e agradável com todos.

Oren: O que o senhor deseja para mim, enquanto pessoa que começou a se interessar pela “Sabedoria da Cabalá” em relação ao conceito de “Santidade”, (“Kedushá” em hebraico)?

Dr. Laitman: Que alcance a “Santidade”. Alcance a “Santidade “ e se torne “Santo”

Oren: Muito obrigado, Rav Laitman. Obrigado a vocês por estarem conosco, em “Conceitos Básicos da Sabedoria da Cabalá”, episódio “Santidade”. Tudo de melhor á todos!