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O MUNDO - QUEM É D’US? PARTE 2

O Mundo - 16 de Fevereiro de 2022 23:16 min

TRANSCRIÇÃO:

Norma: Shalom, bem vindos ao seu Programa, O mundo! Hoje mais uma vez conosco o Dr. Michael Laitman com quem conversaremos sobre o Turismo. Dr. Laitman bem vindo!

Rav: Obrigado, estou feliz por estar com vocês novamente!

Norma: Para sermos mais exatos, queremos falar sobre o Turismo a Israel. Israel é considerado como um grande ponto de destino turístico religioso de todo o mundo e que fechou como resultado das constantes interrupções dos portos de desembarques devido à pandemia de Coronavírus. Hoje, queremos falar sobre o magnetismo de Israel no mundo que atrai milhões de turistas por ano em tempos normais, obviamente. Assim, vamos iniciar com estatísticas; em 2019 Israel reportou um ano com um recorde de 4.5 milhões de turistas de acordo com as cifras oficiais. A maioria dos visitantes vem da Europa, EUA e América Latina, eles vêm por motivos religiosos, ou simplesmente para fazer turismo. Qual é desde seu ponto de vista os principais atrativos de Israel?

Rav: Antes de tudo é o centro de religiões internacionais para todas as religiões e povos. E portanto é muito atrativo. Isso por um lado, segundo é que há aqui fora os centros religiosos, arqueologia interessantes que se encontram há mais de 2.000 anos e mais e portanto vêem aqui. E fora religião e arqueologia, há Mares bonitos, e não só um mar, mas existem três: o Mar Mediterraneo, o Mar Vermelho e o Mar Morto. O Mar Morto é um Mar que as pessoas visitam para ficar umas semanas a fim de se curarem de vários tipos de doenças de pele e etc… e portanto há vários motivos de vinda. E fora isso interessa há várias pessoas com quem conversei de vários lugares do mundo que os interessa em geral, porque Israel é algo estranho e desconhecido. Porque olham, falam, escrevem e o que tem de interessante nisso e, portanto,vêm aqui para ver, conferir. Eu nasci na Rússia há 75 anos atrás. E há 60 anos atrás saí do País. E há uns 15 ou 20 anos anteriores comecei a receber muitos emails de meus amigos antigos na Rússia, russos não Judeus, que estiveram em visita a Israel e uma pena que não puderam se encontrar comigo…enfim com isso, percebi que até para Russos que não existem nenhuma afinidade com a religião e também com a arqueologia e, não precisam se curar no Mar Morto e digamos eles podem viajar a Turquia, ou Grécia e a vários outros lugares, Egito, mas eles preferem vir mesmo assim a Israel. Interessa a eles saber o que significa um País Judeu, que como os Judeus que eram conhecidos por todos e viveram entre os povos e de repente construiram para si um País, para que eles precisam de um País, sim? O que havia de mal lá? Então eles vêm para ver o que construíram. Assim ouvi deles. E portanto o turismo a Israel eu penso, se não houver guerras e uma porção de coisas desse tipo, fechamento especial…O Turismo não vai parar. Esse lugar sobre o planeta é muito atrativo e há nele energia espiritual e portanto não há em nenhum lugar do mundo uma energia que atraia que não pertença a Israel. Portanto, sempre nos encontraremos no alvo ou do lado bom ou do mal. Também do lado das críticas e por todo o tipo de coisas.

Norma: O que há na raiz espiritual do ser humano que gera um desejo interior de vir a Israel?

Rav: Ele sente e se encontra aqui um segredo especial, nas pedras que aqui se encontram, nos muros que se encontram em Jerusalém, em Sfat, Safed, nas montanhas, no Mar Morto, em todos esses lugares há sinais que as pessoas que viveram aqui há mais de 2000 anos e deixaram sinais e isso atrai. No final das contas é uma atração saber de onde nós, todos os seres humanos viemos, aonde se encontra nossa ligação com o Poder Superior, pois este é o centro das três religiões e, portanto, vem. Vem e se interessam bastante.

Norma: É algo que há em todos nós? Ou, somente em determinadas pessoas em particular?

Rav: Nao, eu acho que se encontra em todos, que na verdade há ligação interior muito especial a cada pessoa que deseja saber sua raiz, de onde vim e para onde vou, o que se passa comigo, o que se passou comigo, o que se passou comigo anterior ao meu nascimento e o que passará posterior á morte. E querer investigar todas as coisas ligadas ao desconhecido. Que se encontra acima da vida, anterior e posterior a ela. E portanto é isso que os atrai a vir. Fora isso, há o interesse de visitar a Terra Santa, que mesmo assim é Santa para as três religiões.(Judaísmo, Cristianismo e Islamismo). E portanto vem para visitar lugares Cristaos, Islâmicos e óbvio lugares Judeus e Católicos e assim avançamos e existimos. E espero que não acabe nunca.

Norma: Quando se desperta essa sensação interior da necessidade de querer visitar Israel? E como nasceu essa necessidade no ser humano para visitar Israel?

Rav: A necessidade de visitar a Israel, como mencionei antes, me parece ser porque o ser humano deseja conhecer sua raiz, de onde vim, como que nós escavamos na arqueologia uma porção de lugares, digamos queremos saber de onde vim, de onde vieram meu pai e minha mãe, assim pesquisamos e nos interessamos na arqueologia, de um lado. E por outro lado queremos saber sobre o nosso futuro, todos que viviam aqui na terra de Israel antes de 3.000, 2000 anos e todos falavam sobre o futuro, a vinda do Messias, o Armagedom, vários lugares especiais, onde sucederam acontecimentos e sucederá no fim do mundo, a vinda de Mashiach (Messias) e assim em diante e, portanto, interessa às pessoas elas vêm para visitar, saber, fora isso há fenômenos especiais, as pessoas que peregrinam a Jerusalém, de repente sentem algo especial, uma inspiração especial, e há os curiosos que querem sentir o mesmo. Há muitas coisas.

Norma:  De acordo com o Ministério de Turismo Israelense 53.9% dos turistas são cristaõs, 25.6% Judeus, e o resto pertencem a outras religiões. É certo que a população Cristã no mundo é muito maior que a população Judia, mas de modo relativo em relação a esses dados menos Judeus vem visitar Israel em comparação com os Cristaõs. Como é possível explicar esses dados? Falamos antes que se trata do País de Israel, ser um estado Judeu?

Rav: Eu comentei em muitas de minhas visitas a USA, com muitos Judeus americanos, e fiquei admirado de escutar que eles não visitaram Israel e perguntei a eles como é que vocês não foram a Israel? E me responderam…Não deu, não é interessante, o que vou fazer lá, não tenho parentes lá, eu não o sinto…o que me parece é que eles tem a sensação muito clara de que este país, este lugar, esta terra não lhes pertence e, portanto, eles não chegam. Eu conversei com pessoas que vivem 50, 60, 70 anos neste mundo e na América, não que tenham falta de dinheiro, problemas econômicos para vir aqui por alguns meses ou algumas semanas, porém eles não sentem nenhuma necessidade…Viajar digamos para a República Dominicana de férias isso é algo diferente, mas a Israel… Eles podem viajar a Europa chegar até o Egito e vários outros lugares em volta, mas a Israel…há neles um tipo de rejeição.

Norma: Não é uma contradição? Porque está escrito em todas as escrituras, nas rezas que: “No próximo ano em Jerusalém”! Assim dizem, e isso sempre me parece algo da pátria dos judeus, dos nossos ancestrais, do nosso passado, do Povo Judeu?

Rav: Sim, isso na condição da pessoa ser religiosa, mas na condição de secular, ele não sente nenhuma atração à Terra de Israel ao País, e não sente que tenha alguma obrigação de vir aqui. Lembro de quando era pequeno meu avô conversou comigo e, não entendia nada sobre o que falava comigo e dizia…”tenho certeza de que quando você crescer poderá visitar a Palestina.” Ainda não era o País de Israel assim conhecido por ele. Você saberá esse lugar e poderá chegar a ele. Eu lembro que quando cheguei a Israel e subi a Jerusalém, na viagem subindo a Jerusalém, me recordei de suas palavras com muita emoção. E realizei o que meu avô não pode fazer. Mas era porque ele era religioso, e desejava muito a isso e não era possível de fazê-lo e portanto essa é a diferenca entre o Judeu que até então viveram na Russia e os Judeus que viveram antes e até o dia de hoje na América. Esse é o problema… Um grande problema com os Judeus.

Norma: É algo que talvez seja óbvio não?

Rav: Sim é óbvio, tudo depende da educação, até que os olhos se abrem e a pessoa vê no livro, então ele adquire atração pela origem, a terra de Israel, e então enquanto ele vê com os olhos só os dólares ele não olhará para essa direção.

Norma: Voltando ao ponto de vista geral de cada um que venha visitar a Israel sem ligação à religião ou crença, até mesmo pessoas que não acreditam em D-us, que influencia ou impressão deixa Israel nas pessoas que vêm visitá-las, tem algo espiritual ou, o que se chama de (rechimoh) reminiscência, memória?

Rav: Eu não sei, não conversei com eles, veja, conversei com Russos e não com judeus que visitaram Israel. E eles disseram como havia um lindo Mar, em especial todos falaram da boa cerveja, e como aprenderam a pedir cerveja em hebraico quando chegavam num bar e dizia: Dar-me por favor um copo de cerveja! ( ten li bevacashá cos bira ). Diziam isso em hebraico. Eu não sei… Não há educação para isso. Não há impressão.

Norma: Tem na psicologia mundial registrado um fenômeno chamado de Síndrome de Jerusalém, em que pessoas que não são religiosas chegam a Israel e acreditam serem personagens da Bíblia, como por exemplo o Rei Davi e outros. Há alguma energia espiritual por detrás desse fenômeno ou é algo sugestivo psicológico que se sente?

Rav: Não, não é sugestivo. Na verdade existe essa energia, não grande, que não atua em todos, mas há pessoas com essa tendência. Então eles sentem haver em Jerusalém uma situação especial, energia especial. Há os que sentem para o bem e os que sentem para o mal, a maioria sente. É uma energia que se encontra nesse local há muitos anos, é uma energia que tem raiz espiritual e, portanto, vêm aqui para Jerusalém e sentem esse fenômeno, assim foi, assim é, e assim será.

Norma: E uma energia que não se encontra em nenhum outro lugar do Mundo, é algo tão especial, como é possível defini-lo?

Rav: Eu senti isso, uma força oposta, e também do lado da arqueologia do Egito, e não é obrigatório viajar ao Egito. Quando estive no Museu em NY, no primeiro andar se encontrava um departamento grande com arqueologia do Egito e também lá senti algo. Existe algo assim. Em geral isso depende do ser humano, há pessoas que entram numa galeria de fotos e se impressionam porque os influencia. Posso dizer que não é a influência de quadros ou arqueologia ou pedras em Jerusalém, senão que vem da impressão da pessoa que vem de uma raiz mais interior.

Norma: Qual preparação precisa uma pessoa que vem do exterior, que pretende fazer uma visita a Israel? De que modo ele deve se preparar a fim de tirar o melhor proveito espiritual dessa experiência?

Rav: Ele precisa pensar que realmente ele possui origem e contato com sua origem espiritual, porque Jerusalém pertence a todos os seres humanos, é o centro espiritual para toda a Humanidade, até para eles que não sabem e não fazem ideia de sua existência, nem eles e nem seus pais, e mesmo assim é para todos um lugar físico, onde a origem espiritual encontra o mundo material. Se é possível assim dizer. Não posso explicar mas talvez seja o bastante.

Norma: Existem muitos lugares no Mundo usados como peregrinação religiosa, qual o especial e único que tem Israel?

Rav: Vi pessoas que vieram a pé, e não de carro ou ônibus e nada mais, vi pessoas em burro na perigrinação, não a cavalo, moto, ou de bicicleta, como antigamente, e assim chegavam a Jerusalem. O que dizer? Há nisso emoção do lado da pessoa, apesar de que a origem espiritual não é obrigado a isso realmente.

Norma: Devido à Pandemia existe crise no setor de turismo, e há profissões como agentes de viagens e guias turísticos que se encontram em perigo de desaparecer, e pelo fato de Israel não ser como os outros de acordo que temos conversado, de que modo pode um guia turístico pode transferir o interior de Israel aos turistas a fim de dar a eles uma experiência de um outro mundo até mesmo espiritual, do Superior?

Rav: Bom, os guias turísticos contam e entendem é claro, apesar de eu pensar que eles precisam mais se incluir nisso espiritualmente, que durante o tempo que vem turistas é possível fazer um bom trabalho e conduzi-lo a uma grande admiração, das energias que se encontram num local como Jerusalém, Hebron, Tiberias são lugares que podem transmitir algo. E também é desejável que o País de Israel invista um pouco mais na infraestrutura, nesses lugares, e não confiar somente nas pessoas que vêm para ver a arqueologia que podem caminhar por essas pedras sem nenhum auxílio ou serviço e deve ser um serviço bom.

Norma: Quando falamos de turismo em Israel qual deveria ser o eixo principal que nele gira a apresentação de Israel para o Mundo? Como Israel deve se apresentar para o Mundo?

Rav: Deve girar como centro de todas as religiões, de todas as crenças, de todas as pessoas. Centro onde se encontra o contato entre o Mundo material e o Mundo espiritual e que as pessoas que vieram sintam o quanto é certo e o quanto o País de Israel fornece todas as condições para que elas alcancem e sintam e descubram isso. Eu desenvolveria muitos lugares de forma ampla para todos os turistas. Também é possível chegar a outros lugares santos, diferentes, a Merom, ao todo o Norte onde se encontram lugares dos Cabalistas. Não tenho o que dizer, quando chego a esses lugares e vejo o que foi feito deles, como eles desaparecem ou se arruinam durante o passar do tempo, não há especialistas para tratar deles, e na verdade sinto muito., me provoca tristeza.

Norma: Para finalizar qual o pensamento, ou ideia a fim de resumir esse assunto da apresentação de Israel ao Mundo, e que todo o Mundo sinta que há algo especial em Israel, que os Israelenses também recebam os visitantes de forma digna quando tudo estiver aberto.

Rav: Precisamos trabalhar nisso desde a educação nas escolas e em todos os lugares, fazer muitos filmes e investir muito mais em propaganda em todo o Mundo, que é possível vir aqui e receber bons serviços, seguros, e por outro lado ficarem impressionados da Terra Santa, e realmente se ligar ao passado e ao futuro. De um lado mostrar de onde vem a origem da humanidade e do outro lado de onde esperamos a vinda de Messias. Tudo se encontra aqui.

Norma: Dizer que o papel do Povo de Israel é também parte desse plano, de disseminação?

Rav: Claro, precisamos saber, precisamos nos orgulhar disso, facilitar isso e precisamos estar prontos em todo lugar que temos contato com pessoas estranhas não Judeus, sim Judeus, de fora de Israel ou dentro de Israel, precisamos transferir essa admiração pela Terra de Israel.

Norma: Muito obrigada por suas impressões, interessantes como sempre, Dr. Laitman até o próximo programa.

Rav: Obrigado a você!