In this episode of The World, Kabbalist Dr. Michael Laitman and Norma Livne will continue with a general Q&A session based upon comments and questions from viewers.

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Episódio 213|6 de nov de 2022

O MUNDO - PERGUNTAS E RESPOSTAS DOS INTERNAUTAS 2

O Mundo - 06 de Novembro de 2022 27:57min

TRANSCRIÇÃO:

Norma: Olá. Que bom que estão de novo conosco. E este é o nosso programa O Mundo. Conosco o Dr. Michael Laitman e hoje vamos responder às perguntas que nos enviaram. Dr.Laitman, muito obrigada e seja bem vindo!

Rav: Obrigado. Estou pronto!

Norma: Recolhemos perguntas dos seus seguidores nas redes sociais que juntamos por tópicos e primeiro que tudo gostaríamos de perguntar sobre reencarnação. Este tema é aquele que tem a maior parte das perguntas. A primeira pergunta é: “O que é a reencarnação”?

Rav: A reencarnação da alma significa que a Alma do homem passa de estado a estado, e portanto, agora temos reencarnação das almas, e precisamos relacioná-lo como algo normal, habitual. A pessoa alcança um estado em que tem o seu vaso interno e trabalha sobre ele e quer melhorá-lo a todo o tempo, e portanto, ele tem sempre a capacidade de se elevar para níveis mais altos de doação, e passar de estado a estado chamado de “A Reencarnação da alma''.

Norma: Marco pergunta acerca da reencarnação dos justos. Considerando o número de vezes que uma alma reencarna, em que corpo a alma reencarna?

Rav: Encarnamos sempre de desejo em desejo, em desejo, em desejo, e o desejo em que encarnamos é chamado de “o nosso corpo” e portanto, isso é como encarnamos, de estado em estado, de cada vez um novo desejo de receber, e de acordo com isso a alma é diferente. A alma que preenche o corpo, a luz que preenche o corpo é chamada de Alma.

Norma: Ito quer saber se podemos reencarnar dentro da mesma árvore genealógica em que nos encontramos neste momento. Ou seja, encarnamos na mesma família?

Rav: Não, não tem que ver com família, pessoa, amigos. Está relacionado com o desejo da pessoa. Se o desejo da pessoa se altera a cada momento, torna-se mais qualitativo de acordo com isso, a luz que o preenche torna-se maior, isto é chamado de reencarnação. Que uma pessoa avança dentro do seu vaso interno, no seu desejo de doar, e de acordo com isso, a luz que preenche o desejo muda e torna-se mais elevada, e isso é chamado de reencarnação da alma.

Norma: Então, para clarificar o termo, a reencarnação não se refere apenas quando o corpo físico morre e reencarna a alma numa nova pessoa, mas pode ser ao longo da própria existência?

Rav: Sim, ao longo da mesma existência. A pessoa não precisa morrer tal como o entendemos neste mundo. Uma pessoa que muda as suas qualidades internas para a doação, significa que reencarnou. Se uma pessoa realiza determinadas ações, através das quais melhora a sua situação espiritual, isto é chamado de reencarnação.

Norma: Uma pergunta mais orientada, quando já não nos encontramos neste corpo físico, mas reencarnamos num novo corpo. A pergunta é, pode um estudante de Cabalá reencarnar como um estudante Sufista?

Rav: Não, não está relacionado com estas mudanças. A reencarnação na Sabedoria da Cabalá está relacionado com a pessoa receber a força superior, uma nova força espiritual, e de acordo com isso, o desejo de receber muda dentro dele, recebe uma restrição, um filtro e a Luz Circundante e eleva-se para um nível mais elevado, e pode doar mais do que anteriormente isto significa que reencarnou.

Norma: Outra pergunta, os meus Pais eram católicos. Podem reencarnar como judeus, ou muçulmanos?

Rav: Isso também não é importante. O importante é a medida na qual o desejo de receber de uma pessoa muda, na medida em que se torna um maior doador através disso. Se ele passar pela correção do seu desejo na direção de ser um maior doador, isso significa que a pessoa reencarna, que se eleva para níveis mais elevados de doação.

Norma: Uma outra pergunta sobre quando o corpo morre e reencarna noutro corpo, reencarnamos sempre no mesmo género?

Rav: Quando morremos e abandonamos o nosso corpo físico, não passamos por mudança nenhuma na nossa alma. A alma muda apenas quando nós passamos do desejo de receber, para o desejo de doação, mais e mais elevado. Isso significa que a alma passa por reencarnações. O nosso corpo físico, tal como o sentimos, não tem nada que ver com isso.

Norma: Então, para entender isto, se por exemplo uma pessoa é um homem nesta vida, pode reencarnar como uma mulher?

Rav: Isso também não está relacionado com homem ou mulher. Homem e mulher na espiritualidade é um tipo de desejo que é revelado no nosso desejo de receber, quer seja o desejo de receber, o desejo de doar, o desejo de receber por forma a doar, significa que uma pessoa reencarna, mas não está relacionado com o corpo em que nos encontramos agora, que nos parece que estamos vivos agora. Não tem nada a ver com o corpo que está vivo, e que morre e como que renasce. Não renasce. Também não morreu espiritualmente falando. Anteriormente não tinha vida espiritual porque não se encontrava num grau espiritual, por isso não tinha vida espiritual antes. Sentimos como se vivemos no nosso corpo, no nosso mundo, no nosso estado, mas não é vida e morte espiritualmente falando, porque a luz superior não se encontrava dentro de nós para nos deixar, para que possa ser chamado de morte na espiritualidade. Tal como está escrito, na nossa vida já somos considerados mortos.

Norma: Entendido sobre a parte espiritual. Mas aqui perguntam o que acontece à parte física, o que acontece com a parte física O que acontece com a alma quando reencarna num novo corpo, quando aparece já neste mundo, de forma tangível, e perguntam sobre diferentes aspetos, por exemplo, suponhamos que uma pessoa neste mundo é homosexual, vai reencarnar da mesma forma?

Rav: Não, não necessariamente, porque não tem impacto na sua reencarnação ou na sua vida futura. Não tem influência sobre elas.

Norma: Paty pergunta, algo que tem incomodado a humanidade por milhares de anos, quando algum familiar morre, às vezes dizemos: “vemo-nos do outro lado”, vamos realmente encontrá-los depois?

Rav: Há algum tipo de conexão entre as almas que pertencem à mesma família. Tal como há uma conexão entre pessoas que são próximas umas das outras, mesmo como amigos, parceiros, sim, porque laços de amor é o que aproxima as pessoas, e isto é mesmo o que impacta os seus estados espirituais também. Se as pessoas são próximas, se se entreajudam, sentem que pertencem uma à outra, e as almas também passam pela sua correção de forma próxima.

Norma: Então, Deus nos livre, quando morre algum membro da família, ou todos morreram, há alguma forma de mais tarde se identificarem ou encontrarem? É uma pergunta de quem assistiu ao programa da reencarnação e ficou com esta dúvida.

Rav: Sim. Sim, sim. Se as pessoas eram próximas na vida terrena, e eram muito próximas no seu desejo de interajuda e de apoio mútuo, então esta atitude permanece, permanece espiritualmente.

Norma: Quando o ego está totalmente corrigido, como sabemos se está totalmente corrigido? E isso completa a correção pessoal de um indivíduo?

Rav: Se o ego está corrigido, então obviamente através disso a correção pessoal de uma pessoa está completa e já não precisa de reencarnar neste mundo, nem reencarnar de forma nenhuma. Mas, já passou por todos os degraus na escada.

Norma: É possível sentir vidas passadas?

Rav: Ás vezes sim. Não para todas as almas, mas por vezes sim, uma alma pode sentir as suas vidas passadas, e no geral, passa de estado para estado e aprende acerca de todas as suas reencarnações dessas formas.

Norma: De que depende que a alma sinta as vidas passadas?

Rav: Na medida da sua elevação, dos estados espirituais que alcançou, também pode saber os níveis espirituais por onde passou.

Norma: Paty pergunta, como sabemos se somos uma pequena parte de Adam HaRishon?

Rav: Uma parte da alma geral, de Adam HaRishon? Não há dívida. Cada um de nós é um pedacinho dessa alma geral, homens e mulheres.

Norma: Outra pergunta, se não há ligação do corpo físico à alma, significa isso que não reencarnamos na mesma raiz genética?

Rav: A raiz da alma permanece sempre conosco. É o que resta. A pergunta é se podemos desenvolver-nos ao ponto de sentir todas as reencarnações e estados que a nossa alma passou, por forma a alcançar todas as reencarnações e raízes. Isto significa que uma pessoa alcança a sua origem.

Norma: Pergunta do méxico: o Dr. mencionou no programa Estados Espirituais que não fazia diferença se o número de reencarnações estava pre-determinado ou não, o importante era a medida em que éramos capazes de as influenciar. Como é possível influenciá-las?

Rav: Como é possível influenciar a alma? Apenas na medida em que realizamos ações de doação para com os outros. Tanto no corpo físico, como no grupo, nas ligações às outras pessoas, e também a partir da nossa conexão queremos doar ao Criador, e então, avançamos de estado em estado, por diferentes reencarnações.

Norma: Sobre o tópico da morte, especificamente, Neri e Fabian perguntam: pode nos falar das experiências de quase morte? O que significam e porque acontecem?

Rav: A vida e a morte do nosso corpo físico não estão relacionadas com a alma. Simplesmente, quando não nos encontramos sob a influência do corpo, que é em suma o que governa, podemos sentir qualidades e estados mais sutis. Quando o corpo morre, podemos sentir discernimentos mais sutis, espirituais, e então a pessoa compreende quem é, de onde vem, para onde vai.

Norma: Pergunta relacionada com a experiência de quase morte física, se esta é uma oportunidade que o Criador nos proporciona para refletir?

Rav: Sim, sim. É dada a uma pessoa, é-lhe dada mais uma vez a possibilidade de melhorar a sua situação, e tentar aproximar-se do Criador, da doação.

Norma: Por que acontece a algumas pessoas e não a outras?

Rav: Na realidade acontece a todos, mas nem todas as pessoas são sensíveis a isso. Mas todas as pessoas, em algum ponto, tem a possibilidade de pensar acerca deles próprios e melhorar a sua situação.

Norma: Sobre o tema da vida. Num vídeo sobre videojogos, um particularmente popular chamado minecraft, onde o Dr. disse que a vida é como um videojogo. Na América Latina há um ditado que diz que “não pedimos para nascer, não sabemos viver, e não queremos morrer”, o que nos pode dizer acerca desta filosofia de vida?

Rav: Sim, é na realidade o desejo egoísta do homem que quer que as coisas sejam assim, certamente que o homem não pede para morrer porque tem medo do desconhecido, do que acontece depois, claro que não pediu para viver, porque não existe na sua consciência antes, e o que resta é que a pessoa não tem o que fazer na vida para além de pensar como melhorar a sua alma, o seu desejo de doar. Na medida em que seja capaz de se elevar no desejo de doar aos outros, acima do seu ego, através disso vai obter uma reencarnação da alma mais elevada também.

Norma: Ester, pergunta como pode pedir perdão ao Criador?

Rav: Penso que em vez de perdão é melhor pedir-Lhe a força da doação, a forma do amor aos outros, e dessa forma, de certeza, será capaz de influenciar o Criador, e obterá essa força de doação, amor, conexão com outros para benefício dos outros, e sentirá como está próxima do Criador.

Norma: A pergunta é então, porque é que no dia da Expiação pedimos perdão aos outros? Por que não pedimos perdão ao Criador?

Rav: Porque todas as nossas transgressões são para com os outros. Não podemos magoar o Criador, e todas as nossas transgressões são para com os outros seres criados, que os tratamos de forma injusta, egoísta, e também podemos pedir perdão ao Criador, mas isso é pela nossa incapacidade de pedir pelas correções.

Norma: E, como é que podemos saber que nos foi concedido perdão?

Rav: Porque vamos nos sentir mais próximos do Criador, mais próximo do amor dos outros, mais próximos da qualidade de doação aos outros, que são as qualidades do Criador.

Norma: Se tudo tem origem no Criador, pensamentos, ações, todo o nosso ser, tudo em existência, por que pedimos perdão, se tudo tem origem no Criador?

Rav: Perdão por não usar corretamente todas as oportunidades para ser bom para com os outros, para amar os outros, porque recebemos essa oportunidade do Criador e não a utilizamos corretamente.

Norma: E não ter aproveitado essa situação não é em si mesmo aquilo que foi escolhido para nós pelo Criador? Esta incapacidade de perceber o que era esperado de nós?

Rav: Isso é verdade, e aqui é como se nos estivéssemos a queixar porque não soubemos, porque não fizemos, isso tomamos em consideração quando morrermos. Como? Em que tudo fica claro para nós, o que podíamos ter feito que não fizemos, e então, vamos pedir perdão, vamos ver as capacidades, as oportunidade que tivemos de ser bons para os outros, de alcançar o amor aos outros, e em suma, de alcançar o amor para com o Criador, conexão com ele em forma de doação, e se a pessoa não o realizou, não é bom. Deixamos passar a oportunidade que tivemos de ser como o Criador.

Norma: Então, se percebi corretamente, depois de uma pessoa morrer, há essa perceção, sobre o que poderia ter feito e não se fez? Existe uma consciência depois da morte? Há consciência neste novo estado?

Rav: Sim, sim. Temos consciência depois da morte, consciência de ser capaz de ter uma vida diferente, que não tivemos, e passar por correções.

Norma: E para finalizar, qual é a sua impressão das diferentes perguntas que recebeu tanto neste programa como no anterior? Como é que o mundo latino vê esta sabedoria?

Rav: O mundo latino aceita a Sabedoria da Cabalá como algo muito próximo deles, e certamente que querem realizar as ações corretas. Mas na maior parte dos casos não sabem o que fazer. Penso que a maior regra da Torá é Ama o próximo como a ti mesmo, e se as pessoas tentarem aproximar-se umas das outras, e ser boas umas para as outras, ajudarem-se, e darem bons exemplos, o que fazer, como alcançar estas correções, então certamente estas pessoas farão bem a si mesmas, e o sentirão na sua alma.

Norma: Muito obrigada por tão interessante programa.

Rav: Obrigado também, e a todos os nossos seguidores, espero que alcancem os discernimentos corretos.

Norma: Muito obrigada.