The world. Jewish holidays

O MUNDO - O SIGNIFICADO DAS FESTAS JUDAICAS

O Mundo - 26 de Setembro de 2019 32:05min

Transcrição

Norma: Olá e bem vindos a um novo programa O Mundo. Desta vez vamos abordar um tema muito interessante que são as Festas Judaicas que se aproximam. Vamos analisar este assunto mais profundamente com o Dr. Michael Laitman, muito obrigada por estar conosco e por nos dedicar este tempo. Vamos começar com o tema das Festas Judaicas. Chamam-lhes Yamim Noraim em hebraico.

Rav: Sim.

Norma: A tradução em inglês é “Dias Escuros”. Porque se lhes chamam Yamim Noraim ou Dias Terríveis ao Rosh HaShaná e Yom Kippur?

Rav: A verdade é que tudo depende de como as pessoas se sentem, de acordo com a Sabedoria da Cabala isso assume completamente outro caráter. Cada festividade, cada dia, Sábado, inclusive dias como 9 de Av, ou 17 do mês de Tamuz ou outros dias como esses. Não pensamos neles como dias maus na Cabalá. Eles assinalam coisas do passado, da nossa história, dias muito desagradáveis, com grandes problemas no passado, mas no futuro convertem-se em bons dias. Por isso depende de como a pessoa vive, se vive do passado, muitos judeus vivem assim no passado, porque não sabem sobre o futuro. Mas a Sabedoria da Cabalá que fala totalmente do futuro, fala de bons e lindos dias vamos a ter, como o Rosh HaShaná, o começo do ano Judaico é uma mudança para o bem, e todas as desculpas que pedimos antes de Rosh Hashaná, o início do ano, é para que sintamos que temos uma natureza má e que temos que a corrigi-la. E ao corrigir a nossa natureza, chegamos a um estado em que temos novos discernimentos sobre o que temos que corrigir, e então com isso vamos a converter isso em bem, de fato. Depois de Rosh HaShaná chega a nos Yom Kippur dia que a pessoa faz auto - reflexão, e olha como se pode corrigir e alcançar o nível do Criador, da Força Superior, que não há melhor nível do que o da Força Superior, e tudo isso é possível, e a isso está dirigido Yom HaKipurim, onde analisamos o que é o que temos que corrigir para conseguir alcançar um estado tão sublime e corrigido. E como resultado acontece o dia de Sucot que depois de termos analisado tudo, e pedido todas as correções, já construímos a alma. A Sucah simboliza a Alma. Então, se construímos uma alma geral, a Alma de Adam HaRishon, a alma do primeiro homem da qual todos somos partes, e todos nos juntamos debaixo da Sehach [cobertura feita de palha] que é onde cobrimos todas as transgressões com amor, e isso traz-nos a Alegria da Torá, Simcha Torá, que é o último feriado de Sucot, que nos conectamos a tal ponto que a Luz Superior chamada Torá, nos preenche e assim chegamos à correção. Assim, todas estas celebrações são chamadas “Dias Terríveis”, Yamim Noraim mas esses “Dias Terríveis” advém da palavra “Grandeza”, Dias terríveis como grandeza, como dizemos, o Deus Grandioso e Terrível, Terrível O Grandioso. Assim é um pouco diferente do que pensa o povo.

Norma: Essa percepção de que temos que ter temor, fazem-nos uma lista de como nos comportamos, se fomos bons meninos,então temos uma interpretação…

Rav: Isso são dias de felicidade, alegria, porque o Criador nos preparou tais correções, tais forças, tais oportunidades que nós só temos que utilizar e então podemos chegar a um estado em que tudo é bom.

Norma: Tenho uma pergunta de uns amigos da América Latina e a pergunta é: “Qual é a diferença ou a interpretação, o que significam as Festas Judias para quem é Judeu de nascimento e para quem não é”?

Rav: Aqui novamente temos que nos lembrar quem é o povo de Israel. Que não é uma tribo do Norte ou da América do Sul, ou da Europa ou da Rússia, África, Oceania ou o que seja. Trata-se de uma acumulação de muitas nações que saíram da Babilônia porque quiseram ir atrás do método de Abraão. Abraão era um indivíduo que dizia que as pessoas devem elevar-se acima da sua natureza se querem uma vida boa, porque todo o mal que há em nós é causado unicamente pelo nosso ego. ‘Vamos então, elevarmo-nos acima do nosso ego, sejamos como irmãos, como “ama o teu próximo como a ti mesmo”, que o mesmo manto de amor nos cubra a todos, e assim vamos chegar a uma vida boa’. As pessoas que o entenderam e o seguiram, são chamados de Judeus, da palavra “unificação”, “Yehud”, que para elevar-se acima da sua natureza temos que ser unidos, não podemos estar afastados uns dos outros, mas estar unidos, ser irmãos. E portanto, essa abordagem é apropriada para cada pessoa no mundo. Não é apenas para os Judeus, para os que se chamam Judeus. Chamam-se Judeus pela palavra Yehud, que se unem entre si, mas, de fato, há pessoas das setenta nações do mundo que viviam na Babilónia, por isso, hoje também, e de acordo com a Lei do Judaismo, cada pessoa pode ser Judeu. Pode nascer francês por exemplo, pode dizer que quer ser como todos os Judeus entre nós, para elevar-se acima do ego, para nos unirmos entre nós, já é considerado Judeu. Mas essa pessoa permanece Francês? Não, faz-se Judeu. Não é como as religiões que cada um fica com a sua nacionalidade, mas também pode ser cristão. Não, aqui não. Porque não existe uma nação de Judeus, mas com o tempo essas pessoas, de geração em geração, elas afirmam que querem estar juntas, e alcançar a Força Superior , então elas passam a ser chamados de Nação, mas de fato, não é uma nação. Podemos verificar nos genes. Não existe um gene judeu. Isso fez-se com o tempo, quando as pessoas viveram juntas e se misturaram, então como resultado temos isso. Mas não que isso pertença ao fundamento desse grupo. Por isso tratamos todas essas festas, todas as tradições que tem que ver com o povo de Israel, que são apropriadas para qualquer pessoa porque assinalam apenas união, nada mais do que conexão. Não há nada que seja típico aos costumes de Israel.

Norma: É uma coisa universal, essa conexão, essa união. Significa isso que eventualmente toda a Humanidade terá que reconhecer a importância das festas Judaicas, ou vai ficar sempre dentro de um nicho, dentro de um grupo mais reduzido, seja dentro da Comunidade Judaica, ou para aqueles que estudam a Cabalá, e que entendem o significado destas festas?

Rav: Diria assim, primeiro o Judaísmo está aberto para todos. não há nada secreto. Os livros podem ser adquiridos em qualquer lugar, pode perguntar-se a qualquer pessoa, as pessoas podem juntar-se, e também sair. Não é algo como uma sociedade fechada onde há algo especial ou cerimônias especiais. Eu estive em vários lugares do mundo onde me deixaram entrar, onde filmei, fiz discursos, e vi vamos dizer, como em Itália, Alemanha, estivemos com vários tipos de grupos diferentes de Maçons. Inclusive temos no arquivo o discurso que fiz e as filmagens que fizemos. E há muitos como eles no mundo. Grupos fechados, que não se podem entrar. No Judaísmo não existe tal coisa. Pode ser que não se possa entrar na Sinagoga, bem mulher, homem, há diferença, mas na verdade, não. Tudo está escrito. O único que não está escrito, de forma clara, é a Sabedoria da Cabalá, e eu dedico-me a isso precisamente, até o posso dizer. Posso dizer que ela está de fato aberta para todos. O problema é que a pessoa não a pode entender antes de mudar seu modo de pensar. E apenas na medida em que uma pessoa muda, começa a abrir-lhe os olhos. E então a pessoa começa a ver e a escutar de que se trata. A interioridade e o fundamento do Judaísmo. E mesmo os Judeus não sabem. E então parece-lhes que é algo fechado, não. Não é um clube fechado ou secreto, que não se pode entrar. Mas tudo está aberto, qualquer um pode entrar. E é um feito da nossa organização, Bnei Baruch mundial está aberto para todos, e temos todas as aulas, em todo o mundo, todos os que queiram, África, Ásia, Oceânia, América do Norte e do Sul, Europa, não verificamos ninguém que aqui chega. Pode ser Nazi, pode ser anti semita, se quer conhecer, muito bem, seja bem vindo! Por isso, precisamente, penso que fazemos tudo para publicar a todos de que se trata.

Norma: Recebemos perguntas de todo o mundo que falam espanhol, e uma das perguntas é a razão pela qual, se não há tempo na espiritualidade, há datas específicas no calendário, que definem as festividades como Rosh HaShaná, Yom Kippur, Sucot e outras?

Rav: É uma boa pergunta. Diria o seguinte: primeiro, o nosso mundo é um mundo material, e acima dele está o mundo espiritual, o mundo de forças. Para nós é o mundo físico, da matéria. Esse mundo material é operado por forças. Que operam, que influenciam de cima, de baixo, dos lados, dentro da matéria. O mundo físico é operado por forças, que diria mesmo que a matéria é uma combinação de forças. Por isso temos dois níveis: a matéria e a força. Então, a nível da força, operam forças e nós, os Cabalistas, tratamos de estar aí, de ascender a esse nível . E a partir daí atuar. Por outro lado, no nível físico, a matéria é o resultado da força, portanto, tudo o que se passa na força, descende até à matéria e opera sobre ela. Por isso, essa relação entre força e matéria chama-se a relação entre os ramos e as raízes. Que as raízes espirituais influem nos ramos materiais. Por isso, no nosso mundo há resultados das forças que atuam na espiritualidade. E por isso essas forças que descendem sobre a matéria, elas determinam sobre a matéria todo o tipo de situações, como as festividades, os dias da semana, inclusive dia, noite, sol, lua, tudo o que gira, tudo é o resultado das forças superiores. Então o que fazem alteram todo o mundo material, e o nosso universo está cheio de forças, e essas forças de fato, operam o mundo, e organizam a nossa existência corporal na qual existimos. Por isso, nós, através de regras espirituais, que são forças, adaptámo-las à matéria que são estas tradições de Rosh HaShaná, Yom Kippur, , Sucot, Shabbat, Sábado etc.

Norma: Então sobre a pergunta, tanto o tempo, como o lugar, não há nenhum limite, e cada um pode festejar as festas Judaicas?

Rav: Cada um pode celebrar as festas Judaicas, não vai a ganhar nada com isso, isso é óbvio, mas há um costume, de que se queremos adaptar do mundo físico para a espiritualidade, então primeiro devo converter-me em Judeu, e depois vou poder seguir as regras dessas celebrações. Digamos, eu tive um familiar, francês ou espanhol, não me recordo, e ele fez o processo de conversão, e ele tinha uma regra, que o obrigavam, a cada Sábado, deves fumar pelo menos um cigarro, que é como um símbolo se não observasse o Shabbat. São costumes.

Norma: Então quem tem uma inclinação para a unidade, é esta a condição então?

Rav: Sim, se acordo com a espiritualidade, cada um que deseja unificar-se com os outros, porque entende que essa é a Força Geral e a forma correta da natureza então sim, essa pessoa é chamada de Judeu, mesmo que não tenha passado por nenhuma conversão, nem nenhum processo, nem nada que tenha a ver com isso. Cada um, assim como era na antiga Babilónia, como era no tempo de Abraão, e no geral no período ancestral, não havia tais coisas nessas épocas em que estavam na Terra de Israel, no tempo do primeiro e segundo Templos, depois do êxodo do Egipto. Então não houve aqui todos esses processos como há hoje, com os rabinos, que é preciso fazer toda uma série de operações. As pessoas uniam-se simplesmente, uniam-se ao Povo de Israel. Muitos da Grécia que escreveram sobre isso, Aristóteles e Platão e seus alunos vinham aqui, especialmente na época dos profetas, 800 a 900 AC anos antes de cristo, e eles vinham de Roma, e da Grécia e estudavam, estava tudo aberto. De onde temos Onkelos, e todos os grandes na Torá, que não pertencem ao povo Judeu que sairam da Babilónia e chegaram aqui, ou passaram pelo Egipto, os que chegaram aqui, esses chegaram, ou como Noémia, ou Rute da Biblia que chegaram depois, a Mãe do rei David.

Norma: O Sr. não saiu da Babilónia, mas saiu da Rússia e emigrou até Israel. Como foi a sua infância, o que se recorda, como viveu as festas Judaicas estando já com toda a família, e depois quando chegou aqui, como foi essa mudança?

Rav: De fato, eu não me prendi à forma anterior de vida que havia na Rússia, onde havia todos os costumes Judaicos. Recordo-me que me fizeram um aniversário especial na idade de 13 anos, que convidaram muitos meninos, especialmente. Não sabia porque era tão especial aos 13 anos, porque o meu pai me disse que quando ele era menino, na idade do Bar Mitzva, levaram-no a um lugar onde se rezava, assim em segredo, que não sabiam, e era preciso usar Tefilin. Uma vez na vida que usei o Tefilin. Vários tipos de coisas. O meu avô da parte da mãe era Shochet, fazia o sacrifício dos animais de modo casher,trabalhava numa fábrica, os Russos matam os animais normalmente, mas também vinham pessoas que pediam que matassem os animais de forma Casher. Eles observavam as festividades por um lado. Os avós da parte da minha mãe cumpriam as festividades e da parte do meu Pai os avós eram comunistas que não tinham nada a ver com isto. E vivíamos todos juntos, num pátio enorme, nesta casa e naquela casa e nós no meio. Era verdadeiramente… havia uma atmosfera muito especial, mas eu não me identifiquei com isso em absoluto. Já era moderno, só a ciência e olhava para o futuro.

Norma: Na ceia do Rosh HaShaná sentavam-se ao redor da mesa tanto os que seguiam a tradição como os que não, sentavam-se juntos?

Rav: Quase que não. Eu não sabia o que eles fizeram, os avós, porque o faziam em segredo, mas nesta casa já não havia. Os meus Pais, eram médicos, eram modernos, e já tinham passado todas as mudanças do governo soviético, que impõe sobre todos. Por isso não havia. Para mim, já não havia nenhum conceito das festividades e datas judaicas, nada.

Norma: Quando é que começou esta percepção da importância das festas no Sr., internamente?

Rav: Isso já aconteceu muito tarde, quando tinha… eu senti que sou Judeu, e vi também um tratamento diferente quanto a mim. Na verdade, comecei a relacionar-me com o povo de Israel, somente durante a guerra dos 6 dias, de 1967, quando ouvi que de verdade há um País, e aí se pode viver de forma livre, e que uma pessoa é igual a todos os outros e você pode se comportar igualmente a todos, e isso me influenciou.

Norma: Você já se encontrava em Israel?

Rav: Sim, na guerra dos seis dias eu já tinha 21 ou 22 anos. Eu nasci em 1946, e isso foi em 1967.

Norma: E quando começou a estudar a Sabedoria da Cabalá isso alcançou um novo significado?

Rav: Da Sabedoria da Cabalá não sabia. Era apenas Sionista. Nem religião nem nada. Essas coisas não as recebi.

Norma: Mas as festas, tiveram um significado diferente quando começou a estudar a Sabedoria da Cabalá, então essas festas Judaicas tiveram outra importância?

Rav: No lugar onde estive, Leningrado, São Petersburgo de hoje, não havia memória das festas, nada, por isso não estava relacionado com isso, nem ligava a isso e as pessoas olhavam a religião como algo que já saiu da importância. As pessoas já cresceram acima disso, acreditar nas várias forças da natureza que nos governam, nós é que precisamos dirigir todos. Assim é. Eu era um cientista, estudava na universidade Biocibernética, o funcionamento das pessoas, funcionamento do cérebro, do corpo, como funciona, e por isso, para nada estava conectado com a religião, desprezava todas as religiões.

Norma: E quando conheceu Rabash, as festas então tomaram uma nova direção, uma nova percepção para o Sr.?

Rav: Não. Eu cheguei a Terra de Israel, queria conhecer o Judaísmo, os costumes, todas as tradições, tudo o que há, mas não me atraía nada disso como religioso, mas como algo que pertence a cultura, algo pertencente a historia de minha nação, isso eu preciso. Cada pessoa inteligente tem que conhecer essas coisas, quem é, qual é a sua raiz, como e porquê, e o quê, e por isso me interessei por isso não para o cumprir, observar e ser religioso, mas apenas porque muita gente me disse, o que procuras? Porque eu perguntei, porque senti que no Judaísmo há um segredo, algo secreto, e me disseram que tinha que ir perguntar aos religiosos. E quando fui aos religiosos eles me disseram: “faz isso, já está aqui, não precisas de mais nada.” Rezar, e ser Casher, tudo isso é o Judaísmo. Tudo isso para mim foi como um golpe, um tapa, até que cheguei a Raba”sh. Quando cheguei a Raba”sh, por um lado vi , os Judeus religiosos, vestido de negro, sentados e estudando. Mas por outro lado falavam de uma forma científica, de uma maneira muito clara, nada a ver com crença, rezar, nada. A dizer que nós temos que investigar a natureza e saber, e isso me cativou muito. E apesar de serem religiosos, não os relacionei com a religião.

Norma: O que o Sr. comenta algo que é mais científico. Mas celebrar as festas, significa que parte das famílias vai estar junta, fisicamente, e outras não. Como se pode superar as distâncias físicas, e sentir que toda a família está unida ao redor de uma celebração?

Rav: Isso é impossível. Se as pessoas não entenderem a essência das festividades não terão um ponto em comum. Pode ser que o recebam dos Pais, dos avós, e continuem a tradição, ou então, por isso tem algo, como em cada nação, cada família talvez, em que há algo que os une em comum. Mas se de verdade querem que isso os ligue a eles e ao futuro, é apenas na medida em que vão investigar na medida em que estas coisas estão na interioridade da natureza. Quanto devem observá-lo porque há aí forças especiais que despertam as forças naturais que essas forças nos protegem. E então, assim, observamos e avançamos.

Norma: Para finalizar pode dar-nos o motivo das festas para todos os que estão a ver-nos neste programa?

Rav: Seguramente que no Rosh HaShaná é costume dizer bom ano, que se inscrevam no Livro da Vida, mas eu creio, eu penso que o que temos que transmitir uns aos outros, é que ao conectar-nos uns aos outros, isso é o principal, como está escrito, o amor cobrirá todas as transgressões, e se nos vamos unir uns aos outros, então vamos chegar a um ano verdadeiramente bom, e assim de cada vez. E não que apenas no Rosh Hashaná, no início do ano temos que estar unidos, mas no máximo de dias, e cada vez mais e mais próximos internamente, até que nos sintamos próximos nos nossos corações, que o coração seja como um, até que sejamos como um homem em um coração. Então vamos sentir a força Superior, a natureza geral que preenche o nosso coração comum. Isto de verdade vai ser um bom ano novo.

Norma: Muito obrigada.

Rav: Obrigado a ti.