Connect to the Ten Sefirot

Connect to the Ten Sefirot

Episódio 3|٢٩ مايو ٢٠٢٣

Conectando com as Dez Sefirot

29 de Maio de 2023 27:24 min

Transcrição:

Texto para Legenda

Entrevistador: Olá, caros telespectadores! Olá, Dr. Michael Laitman, Shay!

Rav: Olá!

Entrevistador: No nosso programa anterior dissemos que as Dez Sefirot são as qualidades do Criador e que existem em nós, no nosso coração, de forma oculta, como um potencial, e o que aprendemos é que quando desejamos conhecê-las elas começam a desenvolver-se em nós e construímos uma conexão com a Força Superior chamada de Adesão. Foi basicamente o que falamos no nosso programa anterior. Gostaríamos de começar com uma citação sobre as Dez Sefirot, Baal Hasulam escreve: “Primeiro precisamos saber os nomes das Dez Sefirot, que são Keter, Chochmá, Biná, Chessed, Guevurá, Tifferet, Netzá, Hod, Yessod, Malchut.” Primeiro, vamos começar por quem é que foi o primeiro a revelar estas Sefirot.

Rav: Adão.

Entrevistador: Qual Adão?

Rav: Adão. Havia um indivíduo chamado Adão. Podem chamar-lhe Adam.

Entrevistador: O famoso Adão, da história?

Rav: Sim. E ele descobriu que há uma Força Superior e essa Força Superior opera nele, influencia-o e foi isso que descobriu. Influência nas suas ações, qualidades. E ele tentou mesmo explicar e revelá-lo a outras pessoas.

Entrevistador: Então, ele foi o primeiro a quem estas Sefirot foram reveladas, e escreveu sobre elas.

Rav: Sim.

Entrevistador: Ele não lhes chamou Sefirá número 1, Sefirá número 2?

Rav: Chamou-lhes de acordo com o que sentiu.

Entrevistador: Suponhamos que sinto a Sefirá Tifferet, o que vou sentir?

Rav: Se não a consegue sentir, para você vai ser apenas um nome. Mas para ele era algo. Era Tifferet.

Entrevistador: Então, ele revela um tipo de qualidade, um aspecto do Criador?

Rav: Certo.

Entrevistador: E sentiu que tinha que ser chamada de Tifferet?

Rav: Sim.

Entrevistador: Podia ter-lhe chamado outra coisa qualquer, como sentiu sua vontade?

Rav: Não é como ele gostasse, isto foi o que ele sentiu. Foi como se ele tivesse copiado essa qualidade para ele mesmo, e nas suas qualidades verificou que é assim que esse fenômeno deveria ser chamado.

Entrevistador: O nome Tifferet, é um nome objetivo? Qualquer outra pessoa que alcance o que ele realizou vai chamar-lhe Tifferet também?

Rav: Sim. Ele revelou as Sefirot, plural para Sefirá, os mundos, os partzufim, plural para partzuf. Tudo o que usamos hoje em dia.

Entrevistador: Parece muito estranho! Suponhamos que, mesmo um cientista hoje em dia, ele chama a um certo fenômeno força, ou massa. Aqui este nome é independente da pessoa que o descobre?

Rav: Não está relacionado com a pessoa que o descobre, porque a pessoa descobre e sente e expressa a sua atitude para com o fenômeno dessa forma.

Entrevistador: Portanto, se uma pessoa hoje revelar essa mesma Sefirá Tifferet, e se a revelar dentro dela mesma, segundo entendi, vai dizer que precisa de ser chamada de Tifferet.

Rav: Sim.

Entrevistador: É preciso ser chamada em hebraico Tifferet?

Rav: Sim, mas não é necessariamente em hebraico. Em muitas outras línguas também. O sentimento interno vai ser da forma como expressa em hebraico o nome Tifferet.

Entrevistador: Então, se um americano que não fala hebraico, descobrir esta qualidade, vai chamar-lhe da forma como descreve este sentimento na sua língua?

Rav: Sim.

Entrevistador: Baal HaSulam começa por dizer que primeiro temos que saber os nomes das Dez Sefirot. Uma pessoa que começa a estudar, é importante para ela saber esses nomes, mesmo que não tenham significado para a pessoa?

Rav: Temos que chamar os fenômenos por um determinado nome.

Entrevistador: Suponhamos que começo a ter interesse pela Sabedoria da Cabalá, o que ganho em saber esses nomes, ler esses nomes, o que obtenho disso?

Rav: Que chama uma Sefirot pelo seu nome. Não ganha nada com isso. Não sabe o que isso é. Está apenas a expressar uma palavra.

Entrevistador: Exatamente. Então, qual a razão pela qual Baal HaSulam diz que primeiro temos que saber os nomes das Dez Sefirot?

Rav: Porque uma pessoa começa a ter interesse nisso, precisa ensinar-lhe o alfabeto, e então, depois pode aprofundar todo o resto.

Entrevistador: Suponhamos que vamos através de Keter, Chochmá, Biná. Há alguma importância em tentar conhecer cada uma das Sefirot? O que simboliza?

Rav: Conhecer cada Sefirá, para nós, significa conhecer o seu caráter em relação com o desejo de receber do homem e em relação com os fenômenos que a pessoa revela em cada Sefirá. E é assim que começa a conhecer o mundo espiritual.

Entrevistador: É possível falarmos de cada Sefirá? E o Dr. diz algumas palavras sobre elas?

Rav: Sim, mas não estou certo de encontrarmos as palavras certas.

Entrevistador: Então, vamos começar. Keter, há uma tal qualidade do Criador chamada de Keter.

Rav: Keter é a Sefirá mais elevada e é a coroa. Está acima de tudo e preenche todas as Sefirá abaixo dela.

Entrevistador: Ok. E agora uma pessoa que está a desenvolver-se em relação a essa qualidade, também experiência uma Keter em algum lado?

Rav: Não.

Entrevistador: Ainda não? Então, é algo que existe no sistema, nas leis do sistema espiritual e precisamos almejar por ele?

Rav: Suponhamos que sim.

Entrevistador: É como a origem, o ponto de origem. Compreendido. O que é Chochmá então?

Rav: Chochmá é aquela a quem Keter preenche.

Entrevistador: A ação do Keter? O que sai de Keter?

Rav: Sim.

Entrevistador: E Biná?

Rav: Biná é o que tem origem do Keter através de Chochmá e influência a matéria da criação e desperta algum tipo de resposta na matéria. E portanto, é chamado de Biná. Em Hebraico deriva da palavra Hitbonenut/observação. Observando o que se passa, o que o Keter nos envia enquanto Chochmá, e o que se passa dentro de nós já é Yetzirá, ou Biná.

Entrevistador: Como alguém que já estuda há alguns anos, compreendo que tudo gira em torno da qualidade de Biná. É algo muito sério. Falamos disso o tempo todo. Qual a razão?

Rav: Porque essa é a resposta do desejo de receber, da matéria à influência desde o alto.

Entrevistador: Então, é como a participação da criação relativamente ao Criador? Isso é forte. E Chessed?

Rav: Já começamos a estudar as qualidades particulares que se tornam reveladas no desejo de receber, na matéria. Porque depois de Biná, já encontramos resultados de Keter Chochmá e Biná. Na matéria já existe, já aparece a influência de Keter sobre o desejo de receber que é Netzah, Tifferet, Hod, Yessod. Há seis Sefirot que agem na influência da matéria da criação, o desejo de receber, e a sua soma é expressa em Malchut, a última, a décima Sefirá.

Entrevistador: E o que é Malchut e por que se chama assim?

Rav: Porque aí está o domínio da matéria na criação.

Entrevistador: Então, é como se governasse toda a matéria, que advém do hebraico “moler”, que significa governar. Então, é como se estas Sefirot mais elevadas governassem tudo, e moldam tudo o que se encontra abaixo delas, as sete Sefirot abaixo delas. É possível falarmos um pouco mais especificamente em Chessed, Guevurá, Tifferet como falou acerca de Keter, Chochmá, Biná?

Rav: Não, isso vai confundir as pessoas.

Entrevistador: Ok, quero ler mais uma citação do Livro Yetzirá, o Livro da Criação, que é atribuído a Abraão, o nosso patriarca. Ele diz: “Há Dez Sefirot, e não nove ou onze. Estuda e compreende isso perfeitamente.” Primeiro que tudo compreendo que a primeira vez que o ouvi, houve algo muito excitante acerca disso. Primeiro que tudo, há 4.000 anos ele escreve e está envolvido nas mesmas coisas que nós estamos hoje envolvidos. É como se estivesse desligado do tempo. Eu vim estudar com o Dr. e ele estuda a mesma coisa!

Rav: O que pensa que mudaria?

Entrevistador: Não sei, eu imagino pessoas sentadas no deserto, vestidas com peles…

Rav: Não, não. Não tem nada a ver com isso. As pessoas viveram as suas vidas, comeram, dormiram, tiveram filhos, continuam a sua vida. E ao mesmo tempo, há certas pessoas que recebem um desejo, um desejo muito especial de alcançar a raiz da criação. De onde vim, para onde vou. E tais pessoas começam a fazer perguntas. E não com a ajuda de computadores como você faz hoje em dia, mas dentro delas mesmas.

Entrevistador: O que há de especial é que, mesmo que pegasse em Arquimedes, comparado com um cientista contemporâneo, há uma grande diferença na forma como ele falava e se exprimia, e como os cientistas se expressam hoje em dia. Mas aqui nada mudou.

Rav: Apenas que foi escrito há 5.000 anos!

Entrevistador: Pior ainda! É muito especial!

Rav: Quando se envolve na Sabedoria da Cabalá habitua-se, fica acostumado a uma linha de tempo diferente. Estas pessoas estão próximas de você. Elas agem da sua emoção, das suas sensações. Não precisam de instrumentos para observar a matéria, telescópios, microscópios, e portanto, conseguem vê-los e senti-los. Também se relacionam de diferentes formas e maneiras com os fenômenos naturais, e quiseram aprofundar isso, e pesquisar.

Entrevistador: É engraçado como começa. “Saiba que existem dez Sefirot. Não nove, nem onze.” Onde é que ele está tentando focar aqui?

Rav: Que há tais coisas que pode haver mais de dez. Há seis, há 3. Dez, podemos dividir, dar-lhes uma característica diferente. Porque as três primeiras Sefirot são as principais. São chamados de GAR. Os primeiros 3. E depois temos os sete que vêm a seguir, que são os ZAT. São os sete inferiores, Zein Tachtonot em Hebraico. Há vários fenômenos aqui, como a parte superior e a parte inferior em cada Sefirá. Cada Sefirá tem a capacidade de conectar a sua parte superior com a parte inferior da outra. É como em química, quando investigamos matéria, vemos certos fenômenos.

Entrevistador: E tudo isso está no nosso coração?

Rav: Tudo se encontra nos nossos desejos.

Entrevistador: Há algo que vemos se olharmos para as escrituras sagradas, os escritos de Abraão, o Livro do Zohar. Tudo aparece em forma de história. Está tudo escrito na forma de histórias.

Rav: Para que seja mais fácil para nós percebermos, eles procuraram por uma linguagem, um código para passar a informação de uma geração para a seguinte.

Entrevistador: E então, chega o ARI, de repente…

Rav: Isso foi passado muito tempo. Se estiver a falar de Adam HaRishon, o primeiro Adão que revelou todos as Sefirot, o ARI apareceu no século dezesseis. 5.000 anos depois.

Entrevistador: Mas, o que é especial acerca do ARI é que o que costumava aparecer na forma de histórias, o ARI fala de Sefirot. Faz comparações entre elas, ele pesquisa as Sefirot. Já não há montanha, ou pássaro, ou nação que vai de um lugar para o outro, mas Sefirot, ao longo de muitas páginas.

Rav: E é por isso que respeitamos tanto o ARI, porque ele abandonou a linguagem da história, a linguagem dos ramos e começou a falar, podemos chamar-lhe, de uma forma científica.

Entrevistador: O que lhe permitiu fazer algo assim?

Rav: A realização. É uma pessoa que revelou a realidade de uma forma maravilhosa. Que simplesmente não sabemos. E realmente não sabemos. Está escrito em muitos lugares que nós não sabemos onde, de repente, aparece este fulano, com trinta e poucos anos, que alcançou coisas tão maravilhosas e escreveu de forma tão simples e ensinou e em dois anos revelou tudo o que temos agora como a base, como a fundação da Sabedoria da Cabalá.

Entrevistador: É fantástico! Sempre que lhe pedem para falar do ARI, é como se não tivesse palavras, como se não houvesse forma de descrever a magnitude do ARI.

Rav: E é mesmo assim. Quando falo do ARI sinto-o.

Entrevistador: Isso é fantástico!.

Rav: Porque ele revelou-nos a Sabedoria da Cabalá. Revelou-nos tudo o que sabemos hoje. Não há nenhum homem que tenha alcançado tanto como ele. Nós não sabemos o alcance, se é que podemos dizer isso, o nível de realização de Abraão, os Patriarcas, de Rashbi, mas o ARI, ele é a fundação da Cabalá contemporânea.

Entrevistador: Temos uma citação do ARI, do Livro Árvore da Vida: “Observem, que antes de as emanações serem emanadas, e as criaturas serem criadas a Simples Luz Superior preenchia toda a existência. E não havia lugar livre, tais como ar vazio, um espaço vazio, mas tudo estava preenchido com essa Simples Luz sem Limites. E não havia parte como início ou fim, mas tudo era uma Simples Luz, equilibrada e uniforme, e era chamada a Luz de Ein Sof, infinito.” Até é difícil perguntar sobre isto. Quando leu estas palavras pela primeira vez, o que sentiu?

Rav: Lembro-me que me impressionou. A forma simples como ele escreve sobre isso. Todos os livros que li antes do ARI, eram tão confusos que mais tarde comecei a procurar e a revelar os escritos do ARI, e foi realmente como o céu e o sol.

Entrevistador: O que é que ele escreve aqui? Acerca do momento da criação da realidade, sobre como tudo começou? Mesmo acerca do que existia antes?

Rav: Claro. A criação revela-nos tudo o que existiu e vai existir.

Entrevistador: Como pode ele escrever acerca de algo que aconteceu antes de alguma coisa ter sido criada?

Rav: Sim, não há tal coisa assim. Se aconteceu, aconteceu!

Entrevistador: E ele realizou todas estas coisas e, portanto, pode escrever sobre elas?

Rav: Claro, claro!

Entrevistador: É avassalador!

Rav: Sim.

Entrevistador: Anteriormente disse que não havia tempo na espiritualidade. Que a espiritualidade não é uma questão de uma história sobre alguém que viveu há mil anos, ou o que quer que seja. Quando o revelamos…

Rav: Sim, estamos nesse mesmo ponto.

Entrevistador: Certo, estamos juntos com o ARI ou com Abraão, o nosso patriarca. E gostaríamos de terminar este programa com Baal HaSulam, que escreve acerca da sua profunda ligação com o ARI.

Rav: Sim, ele é a reencarnação da alma do ARI.

Entrevistador: E ele escreve o Estudo das Dez Sefirot. O que nos escreve Baal HaSulam aqui que pode ser uma mais valia para nós?

Rav: Podemos pegar a “Árvore da Vida”, escrita pelo ARI, mas Baal HaSulam pegou este livro e estendeu-o, elaborou, arranjou com capítulos, com coisas diferentes, de tal modo, que podemos abrir este livro, começar a estudá-lo e absorver dele. E, portanto, para nós, o Estudo das Dez Sefirot está mais próximo que o Livro da Árvore da Vida. Mas ainda assim, estes são livros baseados na realização do ARI.

Entrevistador: Tanto quanto falamos do ARI, quando abro o TES e pergunto-lhe sobre isso, parece irracional. Mesmo com computadores e mesmo que se pegue numa equipe, eu não compreendo como criar algo tão bem-organizado, com capítulos, referências, comentários. E ele fez isso sozinho, com uma pequena prensa em Jerusalém. Parece irracional que tenha acontecido. Alguém que não veja o livro não compreende.

Rav: Veja, estamos a falar de pessoas, ARI e Baal HaSulam, nas quais existe a Força Divina, que sentem a natureza, matéria e, portanto, esta é a sua realização.

Entrevistador: Houve quem dissesse que se houvesse espaço na página, que se houvesse espaço para acrescentar algo antes de imprimir, ele acrescentava mais palavras ou letras.

Rav: Claro.

Entrevistador: Para mim isto, a ciência, é um processo que precisa compreender, trabalhar. Para ele, era tipo instinto.

Rav: Sim, ele revela simplesmente aquilo que já existe nele. Ele simplesmente se senta e escreve. Não precisa de pensar enquanto escreve.

Entrevistador: O que quer dizer que ele não precisa de pensar?

Rav: No nosso arquivo temos os seus manuscritos. Ele não apaga nada, nem acrescenta nada. Nada disso. Ele escreve e é isso.

Entrevistador: O que significa que ele não precisa de pensar?

Rav: Porque está dentro dele. Por isso ele despeja-o no papel.

Entrevistador: E nós também vamos alcançar isso?

Rav: Pergunta a mim?

Entrevistador: Quanto vamos descobri-lo?

Rav: Isso chama-se realização. Realização grande, elevada, especial e única. Qualquer um pode. Não é que esteja aberto apenas a alguns. Qualquer pessoa pode alcançar tais coisas e revelar para ele mesmo todos os mundos e escrever sobre isso e saber e compreender, sem problema.

Entrevistador: Penso que talvez seja isso que é especial, que lemos citações que são como se fossem intelectuais e espertas, mas da conversa parece que Abraão disse, investigue, faça perguntas e, de repente, começamos a sentir esta sensação interna que esta Força Superior está a operar mudanças em você, apenas aos estar sentado a falar acerca disso. Vamos esperar que muitos venham.

Rav: Está a acontecer, está a acontecer. Temos esperança de que mesmo nós, vamos descobrir centenas e centenas de pessoas que venham e alcancem a realização, porque em suma, o resultado do estudo é a realização.

Entrevistador: Fiquei com muitas perguntas e isso é bom para que tenhamos algo para a próxima semana. Isto foi fantástico. Muito obrigado Dr. Laitman!

Rav: Obrigado também!

Entrevistador: Até breve! Tudo do melhor!