Connect to the Ten Sefirot

Connect to the Ten Sefirot

Episódio 1|15 de mai de 2023

Conectando com as Dez Sefirot

15 de Maio de 2023 23:14 min

Transcrição:

Texto para Legenda

Entrevistador: Olá e obrigada por se juntar a nós no nosso programa! Olá, Dr. Laitman! Hoje gostaríamos de falar sobre algo que me deixa fascinado e penso que a todos, que são as Dez Sefirot. Gostaríamos de saber o que são, e temos muitas perguntas. Uma breve história: Quando estava em minha busca, lia livros de todo tipo, alguém me disse: “Você devia procurar a Cabalá.” E então chegou a mim um livro de algum autor, e alguém começou a ler sobre as Dez Sefirot, e eu não compreendi nada. E penso que o escritor, também não sabia muito bem do que se tratava, mas eu senti que havia algo tremendo aqui. Fiquei atraído por este tema, mesmo obcecado. Percebi que tinha que compreender o que são as Dez Sefirot. Senti que são parte de mim, como se a minha vida dependesse disso. Portanto, quero perguntar se o senhor se lembra da primeira vez que encontrou o conceito das Dez Sefirot?

Rav: Bem, não posso dizer exatamente quando encontrei, porque eu estava realmente interessado na Ciência, Física, Astronomia, perceção da realidade, e não na Cabalá. Não havia livros de Cabalá à minha volta. Isto por volta dos anos 60. E portanto não sabia. Mas quando cheguei à Sabedoria da Cabalá, comecei a compreender que era provavelmente ali que estava aquela fonte que procurava. A sensação de estar numa floresta e encontrar uma fonte de água. Foi esta a sensação, de que provavelmente incluía tudo.

Entrevistador: Dr. Laitman, de que se lembra mais exatamente? Daquele momento em que pensou que tudo o que estava a ver, era aquilo que sempre procurou?

Rav: Sim, que era a origem da vida. Uma explicação de toda a realidade, que inclui tudo, e não há necessidade de procurar mais nada. Se isto é o que vou estudar, e se conhecer, aqui vou encontrar tudo.

Entrevistador: Quando encontrou os Dez Sefirot no seu estudo, Dr.?

Rav: Em algum lugar, por volta de 1975, 1977, que foi quando ouvi falar da Sabedoria da Cabalá e percebi que poderia encontrar estas coisas aí. E foi aí que encontrei diferentes círculos, que estavam interessados neste tema. Naquele tempo não haviam muitos livros como hoje, procurei em todas as diferentes bibliotecas, livrarias e comprei tudo o que tinham. Mas, não era isso que estava realmente à procura. E depois conheci o meu professor, o grande Baruch Shalom HaLevi Ashlag. Era um homem idoso e religioso. Encontrei-o na cidade religiosa de Bnei Brak e fiquei com ele para estudar.

Entrevistador: O Senhor estudou muitas coisas, estudou muitos campos da ciência na Universidade, sobre como funcionam os diferentes sistemas na ciência. Dr. Laitman, em relação às Dez Sefirot, o que encontrou de diferente relativamente a todas as ciências que estudou?

Rav: O sistema de conexão do homem com tudo à sua volta e com a Força Superior que é Uma, Única e Unificada para toda a Natureza.

Entrevistador: Então Dez Sefirot é o sistema?

Rav: Sim, o sistema de conexões.

Entrevistador: Vou tentar colocar-me no lugar de uma pessoa que está a ouvir isto pela primeira vez. Há uma Força Superior que construiu tudo isto. Dr. Laitman, o que significa que há um sistema de conexões entre eu e essa Força ?

Rav: É um sistema de conexões chamado de Dez Sefirot.

Entrevistador: Então Dr., há Forças na Natureza que são descritas através das Dez Sefirot?

Rav: Suponho que podemos dizê-lo dessa forma.

Entrevistador: Ótimo, Dr. Laitman. Começo a ter interesse. E como é que isso me beneficia? Qual a vantagem que tiro da pesquisa?

Rav: É através disso que se abre a sua conexão com tudo na vida. Suponhamos que aprenda acerca de um certo sistema de conexões entre você e música, ou ciência, aprendendo tudo, seja o que for. Está a descobrir as conexões entre os sistemas. E assim funcionam as Dez Sefirot. Apenas o que descobrimos nas Dez Sefirot é uma conexão mais Universal. Porque inclui dentro delas toda a conexão que existe entre pessoas, desejos, internalidade, observação, o desenvolvimento das pessoas em termos históricos e no geral. Em suma, aqui descobrimos a Natureza que existe nas nossas sensações. E aprendemos como as nossas sensações percebem a Natureza, como a processam, e como nós supostamente devemos perceber esta forma, configuração, qualidade e imagem.

Entrevistador: Por um lado a explicação é clara. Mas por outro lado, onde está, Dr. Laitman? Temos a Natureza, e saio para a Natureza e vejo as Sefirot?

Rav: Não, não vemos tudo na Natureza. Há algumas coisas que estão escondidas de você. E há certas coisas que mesmo que as sinta, é difícil para você conhecê-las e compreendê-las.

Entrevistador: Dr. Laitman, só para ver se eu entendi, há uma certa força que controla a Natureza…

Rav: E essa, em si mesma, também é chamada de Natureza.

Entrevistador: Muito bem, Dr. Laitman. Essa força também é chamada de Natureza, e quando eu quero pesquisar e conhecer esta força, aproximando-me desta força há uma espécie de filtro entre nós chamado de Dez Sefirot?

Rav: Sim.

Entrevistador: E se começar a ter interesse nestas Dez Sefirot, querer conhecer o sistema de conexões, então, é assim que abro o caminho para a conexão com elas, Dr.?

Rav: Sim.

Entrevistador: Então, Dr. Laitman, ao mesmo tempo as Dez Sefirot podem beneficiar na minha vida diária? Eu vou para o trabalho, tenho a minha família, porque também fazem parte da Natureza, as Dez Sefirot também podem me ajudar

Rav: Não compreendo o que quer dizer por ajudar.

Entrevistador: Podem beneficiar-me na minha vida diária?

Rav: Não penso que possam.

Entrevistador: Então, Dr. Laitman, o que uma pessoa que começa a estudar as Dez Sefirot obtém para a sua vida?

Rav: Diria que a pessoa começa a entender todo o sistema que existe à sua volta, ele incluído, e como pode entender, sentir e mesmo organizar o sistema de acordo com alguma das suas circunstâncias.

Entrevistador: O que quer dizer com isso, Dr. Laitman? Que começamos a controlar a Natureza?

Rav: Sim, obtêm controle da Natureza porque o que percebe, a forma como entende a Natureza, acontece do ponto do seu controle sobre ela, o controle egoísta, que é muito limitado. E quando você estuda as Dez Sefirot, também estuda como ligar-se às Sefirot, e à Natureza de um modo que é correto, de um modo em que não corrompa a Natureza e que a Natureza não corrompa a você.

Entrevistador: Dr., há um tipo, parece que é preciso uma mudança de ideia, do controle egoísta para…

Rav: Altruísta! Temos apenas duas formas de relação da pessoa com a Natureza.

Entrevistador: E o senhor disse que o método egoísta é muito limitado?

Rav: Sim, porque quer revelar e alcançar e perceber a Natureza na força em que nasceu, e não possui realmente a capacidade de fazer nada, porque age dentro de forças e leis das quais é composto.

Entrevistador: E quanto mais faço essa transição para uma forma diferente, a forma da Força Altruísta…

Rav: Assim, já escolhe como comportar-se, como sentir e explorar a Natureza. E já é diferente.

Entrevistador: E por que não é limitado, como o ego, por que é aberto, Dr.?

Rav: Porque depende da sua nova atitude para com a Natureza, para com as pessoas.

Entrevistador: O que é revelado, Dr. Laitman?

Rav: Uma conexão especial onde se eleva acima do seu ego, e já não está interessado na forma de conexão através do seu ego com a Natureza, mas pode estar completamente livre dele. Eleva-se acima das suas sensações, emoções, sentimentos, desejos e então começa a ver a Natureza da forma como se relaciona com todos os seres criados e você, de uma forma livre em si mesmo, objetivamente. E isso é realmente um grande benefício. Ver, descobrir, todas as leis da Natureza como elas são, e não como as queremos ver através dos nossos olhos. Vemos isso especialmente em crianças pequenas, como vêem tudo através da sua trajetória. E aqui, ao elevar-se acima da sua trajetória egoísta, começa a descobrir, de uma forma independente, você mesmo, como a Natureza funciona, o que pretende, como exige, como é que estas leis que atuam em toda a realidade estão ou não relacionadas com você. E como pode integrar-se nelas. É assim que funciona.

Entrevistador: Então, Dr. Laitman, para resumir, existe a Natureza, e é como que dois sistemas paralelos: Um deles, governado pelo meu ego e pelas suas leis, e sou uma espécie de escravo ali. E há outro sistema, que obedece a um conjunto diferente de regras espirituais, onde somos livres, onde é possível conhecer as verdadeiras leis da Natureza. E este é o sistema do qual falam as Dez Sefirot, e gradualmente mudamos para esse sistema

Rav: Podemos dizer que também está correto.

Entrevistador: Dr. Cada vez que estudo com o Senhor, é intrigante. Há sempre algo de estranho que percebo e em todas as lições fico com muitas mais perguntas. Quando saio está tudo menos claro de quando entrei.

Rav: Isso é ótimo!

Entrevistador: Sim, mas, nunca encontrei isto em nenhuma outra sabedoria, por um lado compreendo tanto e por outro lado vejo que não entendo.

Rav: Significa que está realmente a tocar um sistema que é imenso, realmente infinito, e que está a alcançá-lo corretamente.

Entrevistador: Então, Dr., é correto sair com ainda mais perguntas?

Rav:O propósito desse conhecimento é que não saberemos.

Entrevistador: Bem, entendo. Agora tenho outra pergunta, Dr. Laitman, a sensação que tive da primeira vez que senti foi que nunca senti nada assim. Por um lado não entendo nada, e por outro lado sinto que preciso possuí-lo. Qual é esta atração que sinto pelas Dez Sefirot?

Rav: Porque sente, da raiz da sua alma, que está a falar sobre a sua raiz, sobre você mesmo, sobre o seu interior, e ainda não o consegue explicar, mesmo assim sente que há aqui qualquer coisa que o prende por dentro.

Entrevistador: É como se estivesse escondido em mim, e eu não sei nada disso.

Rav: Sim, que você não consegue revelá-lo, mas por outro lado, numa espécie de sexto sentido, sente que fala de você, da sua internalidade, daquilo que lhe é mais precioso.

Entrevistador: É exatamente isso. Mas o que é realmente o sexto sentido, Dr. Laitman?

Rav: O sexto sentido é que possuímos cinco sentidos físicos, visão, audição, olfato, paladar e tato, e o sexto sentido é um sentido adicional, como os Cabalistas lhe chamam por vezes. É um sentido que se encontra na força da doação. Não se encontra na força da recepção onde encontramos os outros cinco sentidos, mas na força da doação. Se alcançamos a qualidade de doação, começamos a decifrar, a desenvolver, a sentir, a revelar, toda a realidade em que nos encontramos, no sentido da doação, e não nos sentidos da recepção. E então, o que acontece é que começamos a sentir um mundo diferente.

Entrevistador: Então, uma pessoa que agora escuta isso, e não tem uma base científica, nem uma base espiritual, mas tal como o Danny disse, algo a atrai, internamente, na direção da Sabedoria da Cabalá, o que é, Dr.?

Rav: Não é na direção da Sabedoria da Cabalá, mas na direção de conhecer a si mesmo: quem sou, o que sou para quê existo, o que é este mundo na realidade? Ou seja, algo que parece longínquo, mas que na realidade é próximo da pessoa.

Entrevistador: Dr. Laitman, qual é a sua recomendação para alguém que está neste conflito interno? Como dar um passo na direção certa?

Rav: Uma pessoa deve pensar que tem uma oportunidade de abrir, de revelar algo muito importante, a essência da vida, o centro da vida. E se o sentir, se o compreender, se o revelar um pouco mais, isso vai ajudar a pessoa a compreender o que é o homem neste mundo, o que obtém disto, como pode mudar a sua vida, compreender a sua vida melhor, e gradualmente, pode orientar-se de forma mais correta.

Entrevistador: Nós gostaríamos de fazer uma série de programas a respeito de tudo isto, temos um citação de Baal HaSulam onde ele explica acerca da abordagem ao estudo Talmud das dez Sefirot. “Há um remédio maravilhoso e sem preço para aqueles que estudam a Sabedoria da Cabalá. Apesar de não compreenderem o que aprendem, através da ânsia e do grande desejo de perceber o que estão a aprender, despertam as Luzes que rodeiam a sua alma.” O que significa isso exatamente, Dr. Laitman?

Rav: Significa que estamos num determinado espaço com o qual não estamos familiarizados. Temos ondas e diferentes fenômenos à nossa volta. Não sabemos do que se trata, mas podemos despertar este espaço em que existimos, estimulá-lo agitá-lo, para que nos influencie. E como o fazemos? Ao ter interesse, ao desejar chegar mais próximo desse reino espiritual, a partir daí, começamos a receber toda a sua influência, diferentes forças começam a influenciar-nos. E nós não estamos familiarizados com essas forças, mas após algum tempo, e isso pode acontecer muito rapidamente, sentimos que alguma coisa está a operar em nós, e é especialmente sentido muito rapidamente no que diz respeito ao humor. Pode despertar e o elevar, ou pode dar-lhe uma sensação terrível e a pessoa não sabe o que fazer, um sentimento negativo, e a pessoa não sabe o que fazer. Estas duas sensações começam a operar numa pessoa, de forma alternativa, uma vez assim, e outra da outra maneira, e por meio delas a pessoa se desenvolve.

Entrevistador: Ouvi o Sr. dizer que se eu ansiar, desperto a Força que me rodeia?

Rav: Claro! Desperta agora também está despertando, mas não o suficiente.

Entrevistador: Parece um pouco como ficção científica, Dr. Há forças à nossa volta, a Natureza à nossa volta, e ao desejar, crio alterações ou algo assim.

Rav: Nós estamos sob a influência de diferentes forças, e precisamos aprender como nos relacionarmos com elas. Isto é na realidade o que a Sabedoria da Cabalá ensina a uma pessoa: como agir de tal forma, que todas estas forças que compõem a Natureza nos afetem de uma forma mais efetiva, mais benéfica, para nos trazer a um desenvolvimento o mais abrangente possível.

Entrevistador: Então, torna a pessoa mais eficiente em relação às forças que nos dirigem, Dr?

Rav: Não é que a pessoa esteja simplesmente sob a governança das forças, mas controla essas forças, governa essas forças. A pessoa controla essas forças na realidade.

Entrevistador: Muito obrigada. Tanto Danny como eu gostaríamos de ter mais destas reuniões para elaborarmos um pouco mais sobre o que falamos hoje, para ajudar mais e mais pessoas a compreender e sentir a tremenda Sabedoria das Dez Sefirot. Por isso, muito obrigada Dr. Laitman! Muito obrigada Shai! Até à próxima.