Kabbalist Dr. Michael Laitman and Michael Sanilevich discuss impure forces (Klipot) according to the wisdom of Kabbalah in this episode of Spiritual States.

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Episódio 89|21 авг 2022
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Estados Espirituais

As Klipot

" Forças Impuras"

21 de Agosto de 2022 23:25min

Texto para Legenda

Moshe: Bom dia a todos. Olá, Dr. Laitman.

Rav: Bom dia.

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Moshe: O tema do nosso encontro hoje é "Forças Impuras". Bem, soa um pouco místico. Podemos, na verdade, usar a linguagem cabalística e dizer "Klipot". Talvez possamos dizer assim... Bem, às vezes eu direi "forças impuras", mas até que nossos alunos se acostumem. A primeira pergunta. O que é Klipá no trabalho espiritual e como defini-lo?

Rav: Klipá é, de fato, Klipá. Ou seja, há um fruto ao qual queremos alcançar. E para alcançar o fruto, precisamos limpar sua camada externa, que é chamada de Klipá.

Moshe: Então, Klipá é uma casca dura, certo?

Rav: É a casca, e não uma casca qualquer. Ela permite que o fruto cresça, amadureça e se torne adequado para ser consumido conforme sua finalidade. Se não houvesse Klipá, o fruto apodreceria. Ele praticamente nem cresceria. Tudo depende da Klipá. E a Klipá cresce, cresce e cresce. E praticamente só na sua última

fase ela se forma como uma Klipá fina, uma película fina, e dentro dela há um fruto doce.

Moshe: Ou seja Dr, literalmente, Klipá significa "casca", mas em um sentido mais

amplo, refere-se às forças impuras, certo?

Rav: Talvez sejam forças que não devem ser chamadas de impuras, porque, essa compreensão nos distancia da verdade. São forças que ajudam o próprio fruto a amadurecer. Elas o envolvem, protegem e cuidam para que ele não seja consumido por pragas. Ou seja, a Klipá protege o fruto. E só depois que o fruto estiver

totalmente maduro e pronto para o consumo, a Klipá se revela, mostrando que

sob ela há um fruto bom, saboroso e doce. Então, a pessoa pode

colher esse fruto, limpá-lo da Klipá, dessa película, e consumi-lo.

Moshe: E diga-me, o que exatamente entende por fruto, Dr. Laitman?

Rav: Por fruto, quero dizer, no nosso mundo, por exemplo, uma maçã, mas no mundo espiritual, trata-se do verdadeiro conhecimento. Para alcançá-lo, é necessário cultivar

por muito tempo a árvore e seus frutos, protegê-los e realizar determinadas ações sobre a árvore, cuidar dela, adubá-la, regá-la e assim por diante. E quando atingimos o estado em

que o fruto realmente amadurece, então podemos finalmente consumi-lo.

Moshe: De que conhecimento está falando, Dr.?

Rav: Estou falando de conhecimento espiritual.

Moshe: Sim, mas o que é isso?

Rav: O conhecimento espiritual é o conhecimento de tudo o que nos cerca, das forças externas e internas, e, acima de tudo, de sua fonte: o Criador.

Moshe: Ou seja, há um conhecimento espiritual que, para ser adquirido, exige a Klipá, ou seja, uma espécie de casca, uma série de obstáculos a serem superados, certo?

Rav: Não são apenas obstáculos, mas foram especificamente criados para proteger o fruto.

E, portanto, a pessoa que deseja alcançar exatamente o estado interno, o preenchimento interno do fruto, deve superar essas forças externas que protegem o fruto. Ou seja, ela deve se corrigir de tal maneira que essas forças externas deixem de ser um obstáculo para ela. Ou seja, a Klipá, essa camada externa, protege o fruto da pessoa que ainda não está pronta para saborear o próprio fruto.

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Moshe: Ou seja Dr. Laitman, estamos dizendo que o fruto é o conhecimento, e que esse conhecimento, se fosse revelado antes que a Klipá envolvesse esse fruto, causaria dano à pessoa, certo?

Rav: Claro. Vemos que, sempre que o conhecimento cai nas mãos

de pessoas que não estão moralmente preparadas, elas usam esse conhecimento

de forma prejudicial para si mesmas e para os outros.

Moshe:

Bem, quando você fala de conhecimento, entendo que se refere ao conhecimento

sobre o sistema superior, sobre o Criador, podemos dizer assim?

Rav: Sim, sim,

Moshe: Sobre o mistério da natureza. Dr?

Rav: Sim.

Moshe:Dr. Laitman, seu professor, Rabash, escreve em um de seus artigos que a Kipá é o desejo de receber com a intenção de si mesmo, e isso separa uma pessoa do Criador. Ele sente que é o mestre de seu destino e não há outro poder no mundo, exceto ele mesmo”. Isto está relacionado a este conhecimento do qual estávamos falando antes O desejo

de receber para si mesmo?

Rav: Esse desejo é inerente à pessoa desde o início. Ela nasce com esse desejo.

Assim como um bebê nasce com os punhos cerrados, como se quisesse agarrar

o mundo inteiro para si.

Moshe: E quando morre, pelo contrário, suas mãos estão abertas e relaxadas.

Rav:Sim.

Moshe: Então, mais uma vez, o desejo de receber com a intenção para si, é essa camada que me limita em relação a certos conhecimentos, ao conhecimento do Criador?

Rav: Sim. E, portanto, deve-se fazer de tal forma que tudo o que se recebe seja para o

benefício dos outros, e apenas para isso.

Moshe: Mas, mais uma vez, essa camada, que representa a intenção de agir apenas em benefício próprio, como exatamente ela impede a revelação do Criador,

de todo esse conhecimento da criação? Qual é a razão disso, Dr. Laitman?

Rav: Ela protege todo o conhecimento espiritual, não o material.

O conhecimento material, infelizmente, continua acessível para nós, e podemos

usá-lo para nosso próprio benefício e em detrimento dos outros.

Mas o conhecimento espiritual, ou seja, a compreensão de todo o sistema da

criação, de tudo o que existe, do que nos rodeia e nos preenche, tudo isso nos é inacessível até que alcancemos um nível de desenvolvimento interno em

que possamos utilizá-lo apenas para o bem dos outros.

Moshe: Ou seja, todo o sistema do mundo espiritual está estruturado de

forma que não se pode usar a revelação do Criador, ou seja, o conhecimento

sobre o sistema da criação, para benefício próprio, mas apenas para os outros, se for possível.

Rav: Sim!

Moshe: Quais são os tipos de Klipot que existem?

Quais são os níveis delas?

Rav: Claro.

Nem sei se é necessário nomeá-las.

Moshe: Bem, pelo que ouvi, existem duas principais. Há a Klipá egípcia, que, como seu

professor escreve, é algo mais geral, e há Amalek.

Aliás, a sigla de "Al Minat Le Kabel", que em hebraico significa "receber para si mesmo".

Rav:Sim.

Moshe: Diz-se que Amalek, essa Klipá, essa camada, existe para desviar a pessoa da grandeza do Criador. E Klipa Mitzraim é Klipá geral, o que significa?

Rav: Bem, ela é geral porque encobre de todos nós a verdadeira estrutura da criação.

Essa é a Klipá egípcia.Já a mais particular, interna, cobre ainda mais o próprio núcleo do da grandeza do Criador.

Moshe: O que quer dizer que a grandeza do Criador está oculta de mim?

Rav: Que você não o sente, não o vê, não o compreende e de nenhuma forma pode influenciá-lo. E, da mesma maneira, Ele, em conformidade com isso, parece não influenciar você.

Moshe: Ou seja, como você disse, a Klipá nos protege da Luz do

Criador, podemos dizer assim?

Rav: Sim. Da aproximação com o Criador.

Moshe: E se ela não nos protegesse, o que aconteceria?

Rav: Senão, poderemos nos machucar muito. Assim como temos medo de deixar uma criança sozinha com algum tipo de dispositivo, ou circunstância que possa prejudicá-la.

Moshe: Bem, eu vou raciocinar de forma simples, mas aprendemos em todas

as suas aulas que o Criador é a força do amor, da doação, da unidade.

Então, se essa força do amor me for revelada, será que eu poderia usá-la de alguma forma para me prejudicar?

Rav: Com certeza. Você quererá receber dela mais do que pode usar corretamente.

Moshe: Exatamente.

Rav: Sim. E, então, será necessário limitar você.

Moshe: Então, o amor do Criador pelas criaturas também pode ser usado de forma prejudicial?

Rav: Claro, e como pode!

Moshe: E, por isso, existe a Klipá, que impede isso?

Rav: Sim.

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Moshe: Agora, é interessante, você tocou nesse assunto, e realmente, em nosso mundo,

quantas vezes tentaram os antigos gregos já falavam sobre isso - ocultar o conhecimento

dos que possuem intenções impuras e erradas, mas vemos que isso não funciona.

O conhecimento acaba sendo disseminado...

Rav: Porque esses antigos gregos estavam no mesmo nível dessas pessoas.

Mas os cabalistas estão em um nível acima disso. E, por isso, ninguém pode se

aproximar e pegar esse conhecimento. Porque, para se aproximar dele, absorvê-lo e revelá-lo, para trabalhar com ele, é necessário estar no nível desse conhecimento.

E, por isso, uma pessoa comum, um indivíduo egoísta, não pode fazer isso.

Moshe: Ou seja, Dr. Laitman, se eu entendi corretamente, para adquirir o conhecimento cabalístico, a pessoa deve mudar a si mesma, sua intenção...

Rav: Exatamente.

Moshe: E quando ela muda, não tem outra escolha senão usar esse conhecimento corretamente.

Rav: Sim.

Moshe: Mas, em nosso mundo, a pessoa não precisa mudar a si mesma. E vemos que os cientistas podem continuar sendo egoístas, e ainda assim obter conhecimento, transmiti-lo,

e, naturalmente, usá-lo.

Rav:Sim, certo. E esse foi um grande problema. Porque, no passado, Aristóteles já escrevia :"Não revelem nosso conhecimento ao povo comum." Porque eles não saberão

usá-lo corretamente. E acabarão arruinando o mundo inteiro. E foi exatamente o que aconteceu. Nos tempos atuais, ao contrário, todos os cientistas divulgam conhecimento para todos. E veja o que está acontecendo. Para onde direcionamos todo o poder da ciência? Principalmente para a destruição.

Moshe: Sim, mas ainda assim, podemos esperar que exista algum tipo de sistema superior

que não nos permitirá nos destruir completamente.

Rav:Esse é o sistema superior. Mas também devemos pensar por nós mesmos.

E, por nossa parte, já revelamos tudo o que era possível.

Moshe: Inclusive Dr., em seu blog está escrito que a Klipá é um "simulador" para aprender a distinguir entre bom e mau. E ela nos demonstra todos os tipos de erros e falhas. Foi assim que o traduziram.

Rav: Foi assim que me traduziram, simulador?

Moshe: Você pode explicar com um exemplo como, através das Klipot, é possível estudar

e adquirir conhecimento a partir dos próprios erros?

Rav: Quando a pessoa realmente deseja alcançar o conhecimento da natureza interna, como ela atua, como interagimos com ela e ela conosco, então nos aproximamos do

estado em que nossos pensamentos e sentimentos começam a se voltar contra nós mesmos. Ou seja, começamos a sentir e entender que nossas qualidades terrenas,

egoístas, nos atrapalham. Estamos presos nelas e não conseguimos nos libertar.

Como podemos nos elevar acima delas e perceber o mundo ao nosso redor sem distorções causadas por nossas qualidades egoístas, mas como ele realmente é? Como ele existe por si só? E então tentamos romper essa casca em que estamos, e sair dela para além de seus limites. Esse é o desafio do cabalista.

Moshe: Está escrito que o Criador criou um em oposição ao outro. Ou seja, há os mundos

sagrados, que são nossas intenções de doar, e há as forças impuras ou Klipot.

E também está dito que é essencial que haja um oposto ao outro. Ou seja, sem essas

forças impuras, não seria possível esclarecer as intenções corretas. Isso corresponde à lei

da dialética de Hegel, o princípio da unidade e luta dos opostos. Ou seja, apenas a partir do

negativo podemos compreender o que é a intenção correta.

Rav: Sim, tudo o que descobrimos, aprendemos através da oposição de propriedades.

Se não tivermos uma propriedade oposta a um determinado fenômeno, então nem

sequer conseguimos estudá-lo.

Moshe: Ou seja, somos obrigados a passar por todas essas intenções impuras?

Rav: Puras, impuras, não importa, desde que sejam opostas.

Moshe: Agora, talvez para alunos mais avançados, eles perguntam: que tipo de relação entre companheiros em um grupo pode ser chamada de Klipá? Pode dar um exemplo?

Rav: Bem, praticamente não pode haver relações do tipo Klipá entre companheiros no grupo. Mas Klipá é inveja, ciúme, rejeição, falta de vontade de ajudar. São todas essas qualidades que negam a união entre as pessoas. Seja a união emocional, espiritual ou do coração.

Moshe: E como funciona a Klipá, qual é o seu mecanismo? Pode explicar?

Rav: Existem várias características humanas que formam a Klipá. Em geral, são qualidades egoístas. Mas elas também se subdividem em categorias, por assim dizer.

Isso inclui inveja, ciúme, auto exaltação. Falsidade.

Moshe: Orgulho, talvez?

Rav: Sim, o orgulho é uma característica geral da Klipá. Essas são as qualidades.

Moshe: Ou seja, tudo o que nos separa, certo?

Rav: Sim, na verdade, há muitas delas, mas todas fazem parte de um único todo.Ou seja, o egoísmo do ser humano.

Moshe: Podemos usar essas características que o senhor mencionou agora - inveja, ciúme

como elas se ligam a alguém diretamente na revelação da força superior?

Rav: Essas Klipot continuam atuando até o final da correção.

Moshe: E como se proteger das Klipot? Há algum conselho?

Rav: Apenas através da aproximação com os companheiros.

Somente quando a pessoa se agarra aos amigos e deseja

ser com eles um só todo. Não há outras qualidades que possam ajudar.

Pois a Klipá é, essencialmente, o desejo de se afastar, de empurrar, de se isolar dos outros para permanecer em si mesmo.

Moshe: Ou seja, há uma Klipá geral no grupo, que atua entre os companheiros

apenas para separá-los.Orgulho, inveja.

E há a Klipá específica chamada "Al Minat Le Kabel", Amalek, que age contra

a grandeza da qualidade de doação. Ou seja, contra a força superior do Criador.

Ela diz à pessoa: "Você é mais importante, seu benefício e seu lucro

são mais importantes." Estou entendendo corretamente?

Rav:Sim, sim, absolutamente certo.

Moshe: Então, no final das contas, não há como percorrer todo esse caminho espiritual

e fazer todos esses esclarecimentos sem cair nas Klipot. Isso é impossível, pois dissemos que a pessoa deve passar por elas.

Rav: Isso é impossível, pois dissemos que a pessoa deve passar por elas.

Com certeza, você disse isso corretamente. Ou seja, devemos cair e nos

levantar, cair e nos levantar. E assim, através de nossas quedas,

elevamos um pouco das Klipot conosco. Um pouco dessa casca.

Um pouco de egoísmo, um pouco de inveja, um pouco de nosso ego.

E ao elevarmos esses fragmentos do nosso egoísmo, também os corrigimos.

Moshe: Ou seja, o verdadeiro medo não é cair nas Klipot e depois se levantar, mas sim cair e não conseguir voltar. Esse é o problema, Dr.,?

Rav: Não, isso praticamente não pode acontecer. Não, porque no final das

contas, a força superior do Criador cuida de cada um e eleva todos.

Portanto, não importa se caiu ou não caiu. Sobre isso também está dito: "Mil

vezes cairá o justo e se levantará."

Moshe: Então uma pessoa pode cair e levantar-se hoje, e outra cair e levantar-se num ano?

Rav: Sim. Tudo depende da prontidão em elevar-se novamente.

Moshe: O senhor mencionou certa vez que a

Klipá funciona de maneira inversa. Ou seja, se ela não existisse, não conseguiríamos suportar essa unidade no grupo, nem mesmo a qualidade da doação. Eu sou egoísta, não consigo suportar um estado em que preciso trabalhar sem nenhum benefício para mim mesmo. E, portanto, existe uma espécie de casca que, no fundo, me diz: "Bem, de qualquer forma, você terá algo por isso, certo?" E, assim, me dá a oportunidade de realizar certas ações.

Rav:Sim

Moshe: Ou seja, no fundo, adquirir diretamente a qualidade da doação e amor é impossível.

Bem, parece que examinamos tudo sobre essas Klipot.

Então, mais uma vez, talvez um último conselho. Como, afinal, proteger-se dessas Klipot?

Rav: Cair nelas e imediatamente se levantar

Moshe: Que não leve muito tempo. Para não permanecer nelas por muito tempo

Rav: Eu diria que é assim. Se você está ligado ao grupo, se entende claramente que tudo depende apenas da sua conexão com os companheiros e, juntos, vocês

agem corretamente em relação ao Criador, então sempre haverá

diversos problemas entre vocês, mas vocês se levantarão deles rapidamente, e assim, cada queda será acompanhada por uma elevação ainda maior, do egoísmo ao altruísmo,

fortalecendo a conexão entre vocês. E, no final, vocês alcançarão o objetivo de forma rápida e fácil.

Moshe: Em essência, você mencionou que a função da Klipá é estender o tempo!

Rav: Sim.

Moshe: O que significa estender o tempo? Isso significa...

Podemos dizer, então, que é por isso que existe o tempo em nosso mundo?

A possibilidade de alongar ou encurtar o tempo, sim. E no espiritual, se não há

tempo, como a Klipá funciona lá? Ela não estende o tempo?

Rav: No espiritual, é um estado..

Portanto, não se preocupem, podemos usar o tempo corretamente e encurtá-lo.

Isso depende apenas de quão conectados estamos entre nós, e nossas conexões mútuas

reduzem tanto as quedas quanto as elevações.

Moshe: Muito obrigado. Estivemos estudando Estado espiritual.Klipot.

Até o próximo encontro.

Rav: Tudo de bom!

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