Introdução do Livro do Zohar
“A Rosa”
04 de Junho de 2023 27:10min
Transcrição:
M. Sanilevich: Olá a todos. Continuamos a nossa série de programas sobre a Introdução ao Livro do Zohar. Olá, Dr. Michael Laitman.
Rav: Olá.
M. Sanilevich: Este é o nosso terceiro programa, e hoje, vamos começar com um artigo muito importante, que é na realidade, o primeiro artigo chamado “A Rosa”. É o primeiro artigo na Introdução do Livro do Zohar. Vou ler um fragmento do livro escrito pelo Grande Cabalista RASHBI e os seus estudantes há cerca de 2000 anos. O livro no geral foi escrito na forma de diálogos, histórias, portanto, o nome dos autores está escrito nos artigos e no livro em si mesmo. Vamos começar. Assim está escrito: “Como uma rosa entre espinhos.” O que é uma “rosa”? “Este é o Knesset Israel” – Malchut. “Mas há uma rosa e há uma rosa. Assim como há vermelho e branco entre os espinhos de uma rosa, também há julgamento e misericórdia no Knesset de Israel. Assim como uma rosa tem treze pétalas, o Knesset Israel também tem treze propriedades de misericórdia que a cercam por todos os lados. (Prefácio do Zohar, artigo “Rosa”)”. Bem, claramente isto é um código, Dr., qual a razão de ser descrito assim no primeiro artigo?
Rav: O que acontece é o seguinte, “A Rosa” significa uma assembleia de almas, que recebem algum tipo de preenchimento desde o alto, do Criador, disseminando-o através das camadas inferiores das almas, até que chega ao nosso mundo.
M. Sanilevich: Mas por que "rosa"? Sabemos que existe uma raiz e um ramo. Isto é, um Cabalista vê algum tipo de raiz (estado espiritual) e suas consequências em nosso mundo. Por que "rosa"? Dr. Laitman?
Rav: A Rosa é o que parece, ou o que lhes foi revelado. O que se tornou evidente para eles. Que todo o sistema espiritual, tal como advém do Criador até à humanidade, é manifestado numa estrutura como uma Rosa entre os espinhos, também a misericórdia do Criador, a sua influência sobre nós, consiste de duas forças opostas, branco e vermelho. Branco é a qualidade da doação, do amor, e o vermelho, ao contrário, é a qualidade dos julgamentos.
M. Sanilevich: Mas, Dr., julgamentos, ou misericórdia em relação a quê? Ao sistema espiritual, àquelas almas?
Rav: Ambas as propriedades são consideradas em relação ao sistema superior que governa as almas, ora por misericórdia, ora por julgamento. E isso depende das pessoas. É por isso que eles são informados sobre isso.
M. Sanilevich: Então, Dr. Laiman, às vezes, em julgamento, e outras vezes em misericórdia e eles viram a assembleia das almas no nosso mundo sob a forma de uma Rosa?
Rav: Sim, sobre a forma de uma Rosa. Falando em reunião de almas, queremos dizer pessoas que estão conectadas internamente, embora não percebam isso. E essa consciência de sua conexão comum é chamada de “rosa”.
M. Sanilevich: Como descende e é governado por estas duas forças, Dr. Laitman?
Rav: Isso depende do seu estado interno, que as Forças Superiores descendem sobre ela e sobre toda a humanidade.
M. Sanilevich: E quando diz almas quer dizer pessoas, Dr.?
Rav: Falando em reunião de almas, queremos dizer pessoas que estão conectadas internamente, embora não percebam isso. E essa consciência de sua conexão comum é chamada de “rosa”.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, cada um tem uma alma, ou é a conexão geral de todas as pessoas no mundo?
Rav: O vínculo comum de todas as pessoas no mundo é “como uma rosa entre espinhos”. E isso é chamado de alma.
M. Sanilevich: E isso é chamado de alma. E o que são os espinhos, Dr. Laitman?
Rav: Os espinhos simbolizam julgamento, gestão rigorosa. Se você não quer ser como uma rosa - florescer, espalhar-se, então sentirá o controle vindo de cima com a ajuda do julgamento, do controle rígido.
M. Sanilevich: Então, falando em linguagem cabalística, as almas são os nossos desejos interiores, que estão sempre com algum tipo de limitação. Por que essas restrições são necessárias, Dr. Laitman?
Rav: Para nos direcionar para um melhor desenvolvimento. Porque depende da pessoa. Como usar as qualidades “negativas”, as qualidades de julgamento, os espinhos. E precisamente, por a rosa crescer entre os espinhos, nós também temos a capacidade de usar a governação severa, que parece estar apontada contra nós. Mas, isso acontece, para que possamos a todo o tempo corrigir-nos através de melhores relações entre nós.
M. Sanilevich: Então, Hitzkia pergunta o que é uma “rosa” e responde que é a Assembleia de Israel “Knesset de Israel”, Malchut. O que quer dizer, Dr. Laitman?
Rav: Bem, rosa, é a semelhança externa, e a qualidade mais interior é a assembleia daqueles que desejam se conectar uns com os outros, chamada de Israel, e na sua conexão querem direcionar-se ao Criador, por isso são chamados de Israel, das palavras hebraicas Yashar-El, aqueles que estão direcionados ao Criador, e dessa forma, chegam mais perto de se elevarem ao Criador através das propriedades de bondade, de conexão.
M. Sanilevich: Então Knesset, Assembleia em hebraico, advém da palavra Kinus, Assembleia, e Israel, Yashar-El, significa “direto ao Criador”, e portanto, a Assembleia de pessoas que estão apontadas ao Criador, é chamada de Rosa. E qual a razão de se chamar Malchut, Dr.?
Rav: Porque é o mais baixo, e ao mesmo tempo a parte mais definida da sociedade. A conexão ao nível mais inferior, que se pode elevar ao nível mais elevado, é chamada de Malchut.
M. Sanilevich: É a nossa conexão, em nossos desejos mais básicos, Dr. Laitman?
Rav: Sim, ao nível dos nossos desejos mais egoístas.
M. Sanilevich: Nem mesmo aos mais básicos, mais inanimados, mas aos mais egoístas, Dr.?
Rav: Sim.
M. Sanilevich: Muito bem, Dr. Laitman. O texto fala que há 13 qualidades de misericórdia, ou seja, estes que aspiram alcançar o Criador têm 13 qualidades que os rodeiam de todos os lados. Qual a razão do número 13?
Rav: Uma reunião de pessoas que desejam ascender ao Criador em conexão umas com as outras abre tais possibilidades de conexão entre elas que as elevam ao Criador. E existem apenas treze dessas possibilidades.
M. Sanilevich: Baal HaSulam explica-o no estudo das dez sefirot, está tudo relacionado com as sefirot, certo?
Rav: Sim.
M. Sanilevich: Certo, não vamos aprofundar isso agora, mas é um número especial, Dr.? Porque vemos muito este número.
Rav: Claro que é um número especial. Diz que as pessoas usam todas as suas oportunidades, opções, para que na relação entre elas sejam capazes de se tornar como o Criador.
M. Sanilevich: No Judaísmo o número 13 é um número muito feliz, mas no resto do mundo, o número 13 é visto de forma negativa, és assim Dr. Laitman?
Rav: É o número mais egoísta. É a maior qualidade egoísta no homem, que pode mudar de um significado negativo, para uma implementação positiva.
M. Sanilevich: O artigo “Rosa” no Prefácio do Livro do Zohar diz que uma rosa tem dois estados: um pequeno e um grande. Ou seja, o Katnut, a pequenez, é o começo da sua formação, onde apenas existe nela a sefirá Keter, e depois diz que o Katnut, infância ou pequenez, é chamado de Rosa entre os espinhos, uma vez que os seus 9 inferiores foram esvaziados da Luz de Atzilut e permanecem como espinhos e Gadlut, grande, é chamado simplesmente Rosa, ou a Assembleia de Israel. Por quê Dr.?
Rav: É onde todas estas qualidades negativas crescem e são invertidas em boas qualidades.
M. Sanilevich: Muito bem, não queremos aprofundar muito, mas ainda assim, nos explique Dr.?
Rav: Espinhos simbolizam nossas propriedades negativas. Querendo enfrentar uns aos outros com nossos espinhos, começamos a entender que nosso crescimento positivo reside em tratarmos uns aos outros adequadamente com nossas pétalas.
M. Sanilevich: E o estado de Katnut no estado espiritual, Dr. Laitman?
A cessação do uso das propriedades negativas é um estado pequeno. É chamado de pequeno porque em tal estado não podemos receber a Luz Superior. E um grande estado Gadlut é quando florescemos como uma rosa, e desejando bem um ao outro, amor, ajuda mútua, subimos ao nível do Criador.
M. Sanilevich: Tal como Rabi Akiva diz, “ama o próximo como a ti mesmo”. Este é o estado de grandeza, e Gadlut, quando podemos usar todos os nossos desejos para beneficiar os outros?
Rav: Sim.
M. Sanilevich: E quando é apenas para não magoar os outros, então esse é o estado de Katnut, em que fazemos uma restrição. Podemos dizer que fazemos a restrição através destes espinhos, Dr. Laitman?
Rav: Sim.
M. Sanilevich: Qual a razão de ser Vermelha e Branca, Dr.?
Rav: Porque há misericórdia e julgamentos. O vermelho são os julgamentos, e o branco, pelo contrário, onde, nós, através das nossas relações empurramos os julgamentos, onde nos relacionamos uns com os outros apenas com a ajuda, através da amizade, amor, cuidado.
M. Sanilevich: Aqui é onde o Cabalista sente que revela todo o amor e doação sob a forma de Luz Branca, Dr.?
Rav: Sim.
M. Sanilevich: Dr. Laiman, e todos os julgamentos?
Rav: Sim, as más relações entre nós, os julgamentos, são revelados através da luz vermelha.
M. Sanilevich: Isso possui algum tipo de impacto no nosso mundo? Que as pessoas se relacionam ou respondem à Luz Vermelha de algum modo, Dr.?
Rav: Sim. Na realidade pode haver, como dizemos, Luz Branca, ou Luz Vermelha.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, Julgamento e Misericórdia são as qualidades do Criador, ou do homem?
Rav: Estas são as qualidades do homem, com a ajuda das quais despertamos estas qualidades no Criador, na relação do Criador para conosco. A forma como nos relacionamos uns com os outros, é a forma como o Criador se relaciona conosco.
M. Sanilevich: E depois diz no Zohar algo completamente diferente. “No início, Deus criou 13 palavras para rodear a assembleia de Israel e para a manter: O, CÉU, E A, TERRA, E A TERRA, ESTAVA, VAZIA, E CAÓTICA, E A ESCURIDÃO, SOBRE, A FACE, DO ABISMO, E O ESPÍRITO DEUS PAIRAVA SOBRE A ÁGUA.” Qual a conexão entre todas estas palavras, Dr.?
Rav: Quando você começa a ler a Torá, começa a compreender que nela está contida, de uma forma muito verdadeira. Nela estão codificadas todas as relações entre nós, e entre nós e o Criador. Isto na verdade é a única coisa de que fala a Torá.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, o que significa que Deus criou o Céu e a Terra?
Rav: O céu significa a relação superior das qualidade de Rachamim, misericórdia, para beneficiar um ao outro, e a terra é o oposto, são as qualidades severas. E desta forma existimos entre estas duas qualidades.
M. Sanilevich: Então existem duas forças, Dr., a positiva e a negativa?
Rav: Sim. Duas forças opostas que operam em nós, e podemos usá-las para alcançar uma maior conexão com o Criador.
M. Sanilevich: Está escrito que a “TERRA, ESTAVA, VAZIA, E CAÓTICA, E ESCURIDÃO SOBRE A FACE, DO ABISMO” se é que, se pode imaginar tal imagem, Dr?
Rav: Bonito, não é?
M. Sanilevich: Sobre o que fala tudo isto, Dr. Laitman?
Rav: “A Terra estava vazia e caótica” significa que ainda não começou a absorver em si a propriedade do Criador Supremo. “E o espírito do Criador pairou sobre ela”, ou seja, ele se aproximou dela e começou a influenciá-la de longe.
M. Sanilevich: “E o Espírito do Criador pairava sobre ela.” se relaciona a Terra (desejo) na Sabedoria da Cabala certo, Dr?
Rav: Sim. O desejo geral do homem.
M. Sanilevich: Que portanto “A terra estava vazia” indica que o desejo não estava preenchido com os prazeres de dar ao Criador? O que significa que o Criador pairava sobre ela, Dr?
Rav: “E o espírito do Criador pairava sobre as águas”, isto é, ainda não havia começado a agir nas profundezas das almas humanas.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, a segunda parte deste artigo A “Rosa” no Prefácio do Livro do Zohar diz que uma rosa é uma taça de bênção, indicando a extensão de cinco Chassadim sobre os cinco Guevurot”, o'que significa?
Rav: Significa que ao comentar este artigo, Baal Hasulam gradualmente desce do nível do Criador para o nível do ser criado, e explica como as almas inferiores estão organizadas para receber a influência do Criador, a doação do Criador sobre elas.
M. Sanilevich: E também está escrito sobre a forma como devemos segurar a taça, o artigo diz que a tigela deve ser levantada com as duas mãos e depois segurada com a mão direita com cinco dedos e dizer bênçãos?
Rav: Sim, sim, há cinco dedos. Estes exemplos explicam que a bênção com a qual você deve recorrer ao Criador deve consistir em cinco propriedades: Keter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e Malchut. E eles devem estar conectados entre si. Assim como uma mão une cinco dedos, você deve pegar uma taça de vinho e, levantando-a, abençoar o Criador por lhe dar tal oportunidade.
M. Sanilevich: Qual a razão, Dr.?
Rav: Por Ele lhe ter dado tal oportunidade.
M. Sanilevich: Também é interessante que seja necessário segurar na taça com a sua mão direita, para não despertar desejos egoístas com o lado esquerdo. Dr. Laitman, quais são estes desejos que não devemos despertar?
Rav: Há o lado direito e o esquerdo. O direito é o bom e o esquerdo o mau. E portanto precisamos de abençoar usando a taça na mão direita.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, no nosso mundo, quando uma pessoa realiza uma ação simples, como abençoar o vinho, faz alguma coisa?
Rav: E O que faz?
M. Sanilevich: pergunto por que fazê-lo se estamos a falar de coisas internas, e a benção é apenas uma tradição?
Rav: Sim, é apenas uma tradição, mas na realidade estas são ações muito profundas através das quais despertamos a governança superior.
M. Sanilevich: Então na realidade, Dr., se uma pessoa compreender o que está a fazer, pode despertar uma força sobre os seus desejos e ser corrigido dessa forma?
Rav: Sim.
M. Sanilevich: E então, Dr. Laitman, diz no final do artigo: “tal como a forma do pacto estava constituída em 42 Zivuguim, copulações, da semente da representação do pacto. O nome gravado e explícito foi constituído e construído nas 42 letras do ato da Criação.” Até é difícil pronunciar estas palavras. Nem compreendo como as dizer juntas, o que nos diz?
Rav: Quando uma pessoa lê O Livro do Zohar, talvez até mais de uma vez, e passa por si mesmo, ela gradualmente começa a entender algum tipo de conexão entre as sentenças, e aonde elas levam.
M. Sanilevich: Se pudéssemos analisar o que são as 42 letras do ato da criação, ou os 42 Zivugim. De que semente estamos a falar, Dr.?
Rav: O artigo “Rosa” refere-se à união entre o mundo superior e o mundo inferior. Diz-se que a forma da união foi concebida em quarenta e dois Zivugim (combinações) a partir desta semente, ou seja, da luz superior, que carregava a propriedade da unificação universal.
M. Sanilevich: E de que unificação estamos a falar relacionado a 42?
Rav: Quarenta e duas propriedades devem se unir para criar o contato correto, a conexão correta entre o mundo Superior (Atzilut) e o mundo inferior.
M. Sanilevich: Dr., e qual a razão de 42, se existem apenas 22 letras em hebraico?
Rav: Bom isso veremos mais tarde.
M. Sanilevich: O que podemos perguntar mais. De que 42 letras estamos a falar? Ainda assim quero aprofundar. Há 22 letras no alfabeto, de onde vêm as outras vinte, Dr. Laitman?
Rav: Estas não são letras, são qualidades.
M. Sanilevich: Então não são letras, são qualidades, Dr.?
Rav: Sim. E são dez de Luz direta e dez de luz refletida. A tradução correta da palavra “letra” é “sinal”. Ou seja, 22 sinais de conexão do mundo espiritual com o nosso mundo e mais cinco letras adicionais: kuf, reish, shin, tav, que são escritas apenas no final das palavras.
M. Sanilevich: É complicado, mas seria possível analisar, exemplo: a letra Bet, que o Dr. diz que não é uma letra, mas um símbolo? Como é escrita. Tem uma linha horizontal superior, e uma linha vertical e outra linha vertical. E isso representa o céu e a terra, ZA que liga entre os dois. Os céus representam a qualidade de doação, e a terra a qualidade de recepção etc etc. É assim que estão incluídas todas as letras do alfabeto na letra Bet, Dr?
Rav: Sim, falaremos disto pouco a pouco, para que chegue de forma mais natural e fácil.
M. Sanilevich: Então o que essas 22 letras…
Rav: Símbolos na realidade.
M. Sanilevich: Símbolos. Com estes 22 símbolos o Criador criou a assembleia de Israel, Knesset Israel, ou seja, a conexão entre todas as almas.
Rav: Sim.
M. Sanilevich: Então se entendi bem, tudo o que foi criado foi em potencial. É como se nossos genes encontrassem toda a informação do desenvolvimento do homem em potencial.
Rav: Sim.
M. Sanilevich: E depois o homem desenvolve? Uma pessoa revela-o ao longo da vida. É o mesmo aqui, que está tudo em potencial, mas precisamos passar por estes estados e revelá-los.
Rav: Sim.
M. Sanilevich: Muito bem, Dr. Laitman, estamos quase no final do nosso programa sobre o artigo “A Rosa”.
Rav: Vamos lê-lo mais vezes. Não o artigo em si mesmo, mas acerca das letras, da conexão, dos grupos de letras, porque todas elas falam da estrutura do mundo inferior, que recebe um despertar, uma governança do mundo superior.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, o que querem dizer-nos os estudantes de Rashbi?
Rav: Precisamente isso. Como o nosso mundo está construído, como recebemos a governança e preenchimento do mundo superior, levando uma pessoa a aproximar-se de ficar semelhante ao mundo superior, até uma boa e completa conexão com o mundo superior.
M. Sanilevich: Bem Dr. Laitman este é o primeiro artigo do livro. Quando alguém escreve um livro, ele tenta torná-lo compreensível para todos, para que haja algum tipo de conexão na história relação de causa e consequência. Mas aqui, no início ele fala de uma Rosa, e depois fala de Deus pairar, e das letras, ou seja como se fossem três histórias diferentes?
Rav: Tudo depende do estado em que o leitor se encontra. Não podemos imaginar o que sente uma pessoa que sente a conexão entre os mundos superior e inferior e recebe essa informação.
M. Sanilevich: Dr., os alunos de Rashbi escreveram especificamente de uma forma que ninguém conseguisse entender nada?
Rav: Não, eles apenas viam dessa forma. Não podiam escrevê-lo de outra forma.
M. Sanilevich: Dr. Laitman, eles não tinham um propósito por trás disto?
Rav: Não, de modo algum. E para além disso, não foi escrito para principiantes. Imagine um cientista contemporâneo que gostasse de explicar algum fenômeno. Usa palavras e definições que são claras apenas para pessoas como ele.
M. Sanilevich: Claro. A teoria da relatividade de Einstein também não é clara para ninguém.
Rav: Certo.
M. Sanilevich: Eu gostaria de compreender tanto quanto entendo. Muito obrigado.
Rav: até lá, tudo do melhor!
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