Root and branch

Conceitos Básicos na Sabedoria da Cabalá

Raízes e Ramos

29 de Maio de 2022 27:58min

Transcrição:

Oren: Olá e obrigado por se juntarem a nós no programa Conceitos Básicos da Sabedoria da Cabalá com o Dr. Michael Laitman.Olá Rav Laitman.

Dr. Laitman: Sim Oren, Olá.

Oren: Olá, Olá. Hoje gostaríamos, como sempre, de trazer um dos conceitos da Sabedoria da Cabalá e discuti-lo. Hoje vamos falar sobre o conceito de : “Raízes e Ramos” e gostaríamos de explicá-lo da forma mais simples, para alguém que começou a estudar esta maravilhosa Sabedoria. Daquilo que li sobre o conceito de: “Raízes e Ramos” na Sabedoria da Cabalá, entendo que é a revelação de algo que está oculto, que nem todos nós conseguimos ver neste momento e que os Cabalistas revelaram, é isso o que chamam de “Raízes e Ramos”. Então, eu gostaria de perguntar: o que o senhor sentiu, quando começou a estudar essa Sabedoria, já há muito tempo, e de repente compreendeu que estava mesmo lendo e falando de um mundo que está escondido das pessoas? O que o senhor sentiu?

Dr. Laitman: Descobri que as pessoas não sabem, não são familiarizadas com isso e, não sabem que existe esse mundo, o Mundo Espiritual. E não tenho como explicar isto a ninguém. Quero, mas não consigo. É como um bebê que abre a boca e faz “ahahah”, quer falar com você, mas não consegue, e também não tem o que dizer porque não tem capacidade. Portanto, estes são esforços acima do abismo entre os dois.

Oren: De que é feito este abismo?

Dr. Laitman: Este é um abismo muito especial. Entre nós e o mundo espiritual. No nosso mundo há muitos níveis de realização, sentimento, compreensão, formas de conexão, que trabalhamos o tempo todo. Como saltar, ultrapassar barreiras por não ver, não ouvir, não sentir, não compreender e mais e mais. Ou seja, existem algumas formas de comunicação de conexão entre pessoas que estão em estados diferentes. E, com o “Mundo Espiritual”, não é que não existam diferentes estados, o problema é que nós não sabemos. Esse é o problema. Não sabemos o que falta para sentir o “Mundo Espiritual". Mas, está escrito em muitos lugares que podemos acreditar, porque estas são pessoas sérias, que não têm o objetivo de nos confundir ou dizer absurdos. E portanto, precisamos compreender o que querem dizer. Assim sendo, eles(os cabalistas) nos explicam que a nossa natureza é o desejo de receber, e que olhamos para tudo através do nosso desejo de receber. Da perspectiva de como melhor estar nesse desejo de receber, e sentir, e atrair para nós mesmos o tempo todo. Mas, a natureza do “Mundo Espiritual" é precisamente o oposto. Portanto, se somos tão ‘anti-espirituais’ que não o conseguimos sentir, é compreensível. Estudei muito sobre tecnologia e ciência no geral, portanto, compreendo coisas no nível deste mundo. Se uma pessoa pensar o oposto do que eu penso, não consigo compreendê-la. Então o que fazemos? Se quisermos compreendê-la, como podemos nos revestir disso, como adquirir a mesma sabedoria, conhecimento, emoção que essa pessoa tem. Necessitamos estar no mesmo comprimento de onda, é um problema.

Oren: Do que entendi, é que existe um mundo que é o oposto do nosso mundo, o completo oposto, e é chamado o “Mundo Superior”, ou “Espiritual”, certo? Compreendo que tudo que vejo neste mundo, tudo o que vejo, possui uma raiz no “Mundo Espiritual”. O que significa isso?

Dr. Laitman:Tem uma raiz. Uma origem da qual advém uma força que no nosso mundo, notadamente no que sentimos, sente na forma de seu ramo.

Oren: O que quer dizer?

Dr. Laitman:Tudo, tudo. Suponhamos, aqui tenho esta caneca de chá com água quente. No Mundo Espiritual há uma raiz tanto para a caneca como para o chá,para a cor do chá, para tudo o que tem aqui. E tudo o que temos aqui descende em cascata para este mundo, e no nosso mundo torna-se um “Ramo”.

Oren: E onde está este “Mundo de Raízes”?

Dr. Laitman: São forças. São forças que agem na realidade. Mas não vemos as forças. Há forças que podemos identificar, revelar. E existem outras forças que não conseguimos revelar, nem descobrir porque ainda não temos a capacidade para isso.

Oren: Muito bem, vamos pegar esta caneca. Eu compreendo qual a sua origem, a fábrica produz o vidro ou cristal. Cheguei ao supermercado e comprei. O que significa, que há uma raiz, uma força que não vemos e que criou esta caneca?

Dr. Laitman: Significa que tudo no nosso mundo possui uma raiz no “Mundo Espiritual”, no “Mundo Superior”. Tudo o que temos aqui existe ali na forma de uma força. E no nosso mundo torna-se matéria. Ali existe em potencial, como uma força, e no nosso mundo transforma-se numa ação.

Oren: Então, vamos supor que isto é feito de cristal.

Dr. Laitman: Certo.

Oren: Pegamos o cristal e criamos uma caneca. Essa mesma fábrica provavelmente também pega o mesmo cristal e faz pratos. A Caneca tem uma raiz diferente do prato no mundo espiritual?

Dr. Laitman: Claro. De outra forma, como teríamos um prato, que é diferente da caneca no nosso mundo?

Oren: Mas, quando o senhor me deu o exemplo com a caneca, disse “tudo o que existe”, ou seja, não apenas objetos.

Dr. Laitman: Tudo o que existe no nosso mundo, e para além dele mesmo, possui uma raiz no “Mundo Espiritual”. De outra forma, estas coisas não teriam sido reveladas no nosso mundo.

Oren: Então são fenômenos, casos, eventos, objetos?

Dr. Laitman: Tudo.

Oren: Ok. Como é o conhecimento de que tudo neste mundo possui uma raiz no “Mundo Superior", eu não compreendo nem esse mundo, nem a “Raiz”. Não vejo nada disso! Mas, os cabalistas falam sobre isso. Como isto irá influenciar a minha vida? O que posso fazer sobre isto? Por que eles me dizem isso?

Dr. Laitman: Porque podemos alcançar as “Raízes".

Oren: O que significa alcançar “Raízes”?

Dr. Laitman: Viver nas “Raízes", estar nelas, realmente senti-las. E então chegamos a um “Mundo Superior”, onde tudo se encontra em potencial. E se estivermos no nível dessas forças, já sabemos o que acontece neste mundo. O que se passa e o que é, o que será. Tudo está em aberto. Nada se encontra dividido em tempos. Não há tempo. Tudo existe. E apenas aqueles que estão conectados com o “Mundo Superior” e sentem o que desce sobre eles do “Mundo Superior", então, sentem o que descende sobre eles.

Oren: Sinto que o senhor está me levando para uma sala de controle escondida e mostrando de onde tudo é operado?

Dr. Laitman: Sim, tudo advém daí, descendo sobre nós. Somos operados desde acima e é assim que funciona.

Oren: Então, como podemos penetrar a barreira do “Mundo Superior”, o “Mundo das Raízes”?

Dr. Laitman: Antes de tudo você tem que o desejar. E também tentar receber a força que te eleve.

Oren: Que tipo de força?

Dr. Laitman:A força de doação. Porque no “Mundo Superior”, a conexão entre coisas e a operação de todos os detalhes, ocorre apenas na força da doação mútua.

Oren: E o que é a doação mútua?

Dr. Laitman: Doação é dar. É uma ação de doação, uma boa ação para com alguém, para com algo com o qual se relaciona. E Deus nos livre, não pode haver uma má atitude. Mas, é sempre uma atitude de doação! Sempre, uma atitude de doação, de conexão, de ajuda, de amor.

Oren: Então, se eu desenvolver este tipo de abordagem de amor, de doação para com tudo o que está fora de mim, este vai ser o meu bilhete para o “Mundo das Raízes"?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: As “Raízes" relacionam-se umas com as outras com amor?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Então, por que é que o nosso mundo está cheio de coisas más, se o Sr. disse, que tudo neste mundo é o resultado das “Raízes Superiores"?

Dr. Laitman: E é o resultado das “Raízes Superiores”, mas o resultado oposto. Tal como tudo o que se vê aqui no nosso mundo, o que se vê aqui é o resultado oposto de tudo o que existe no “Mundo Superior”.

Oren: E onde é que acontece a inversão se no “Mundo Superior” tudo é doação e amor, e o nosso mundo é cheio de guerras e colisões entre países. Onde está o ponto de virada?

Dr. Laitman: Na transição entre os “Mundos”. Entre o “Mundo Superior” e o nosso mundo.

Oren: E por que é que existe um ponto de virada?

Dr. Laitman:Existe porque nós, neste mundo, somos o oposto do Mundo Superior.

Oren: E qual a vantagem disso para nós?

Dr. Laitman: Dá-nos a oportunidade de mudar a nós mesmos, de nos invertermos de negativo para positivo.

Oren: E qual é o propósito disso?

Dr. Laitman: Ficaremos corrigidos, se quisermos estar no Mundo Superior.

Oren: E então seremos corrigidos e não corruptos?

Dr. Laitman: Mas, se assim não fosse, não seria feito a partir do nosso livre arbítrio, de nossa própria escolha. Essa é a diferença. Não teria o que me orgulhar, para onde me voltar, pois, é desta forma que somos o oposto. Assim, todos têm a oportunidade de mostrar que estão interessados em elevar-se ao “Mundo Superior", e serem bons e benevolentes para todos, tal como a “Força Superior”, a “Força Superior Geral”. E é como todos alcançamos a doação.

Oren: Isso é muito bonito. É como uma jornada de desenvolvimento da percepção humana

Dr.Laitman: Toda a humanidade está passando por um processo de desenvolvimento, em que todos estamos nos aproximando de um estado em que compreenderemos que de todas as formas possíveis, precisamos passar por esta inversão entre o desejo de receber e o desejo de doar, do ódio para o amor, da rejeição para a aproximação.

Oren: Na humanidade há milhões de pessoas, cada um tem uma raiz própria?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Pode uma pessoa descobrir a sua raiz?

Dr. Laitman: Sim. Precisamente se uma pessoa trabalhar sobre si mesma, encontrará a sua raiz.

Oren: Vamos supor que sou eu. Qual é a minha raiz?

Dr. Laitman: A Força do bem, que neste momento é o oposto daquilo que você é neste mundo.

Oren: Muito bem, eu existo. O "Oren" , com o qual sou familiar, eu. Se compreendi a explicação, então, tenho uma raiz espiritual que é a minha parte boa?

Dr. Laitman: Sim, sim.

Oren: Então, vamos pensar no meu "bom eu", e no meu eu atual. O "bom eu" é a “Raiz Espiritual” para o meu eu atual?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: E qual deles teve origem primeiro?

Dr. Laitman: O bom "Oren", o seu eu bom.

Oren: Muito bem, então o meu 'eu bom' criou o outro eu "não tão bom"?

Dr. Laitman: Sim. É como causa e consequência.

Oren: O meu "eu não tão bom" pode conectar-se com o meu "eu bom" para me influenciar, para me modificar?

Dr. Laitman: O seu eu atual pode apenas pedir ao seu "eu bom" para que se inverta, para se corrigir de mau para bom.

Oren: Como é que me ligo ao meu "bom eu"?

Dr. Laitman: Através de oração, pedir, boas ações que pode realizar nesse mundo.

Oren: Então, eu preciso olhar para a minha raiz, para o Oren bom em tudo o que procuro?

Dr. Laitman: Não o vai encontrar dessa forma, por que onde ele está?

Oren: Mas o Sr. disse que essa era a minha raiz.

Dr. Laitman: Não, não não! A mais próxima sim, mas dentro do "bom Oren" só pode ser revelado se pedir a Ele (o Bom que faz o bem) que ele 'Oren' seja bom.

Oren: E como sabemos que é bom?

Dr. Laitman: Porquê lhe pede para ser benevolente com os seres criados.

Oren: Peço-Lhe que me torne bom, que me faça ser benevolente com os outros? Quando peço?

Dr. Laitman: O tempo todo. Não há tempo específico para isso.

Oren: E Ele está acessível?

Dr. Laitman: Sempre.

Oren: Está como que à minha espera? Posso dizer que sim?

Dr. Laitman: Sim, sim, exatamente. Pode dizer isso, está correto.

Oren: Tenho centenas de perguntas sobre isso. Por que é que os Cabalistas escolheram descrever esta bonita relação entre o Ramo e a Raiz usando esta imagem precisamente o “Ramo e Raiz”, do Nível Vegetativo?

Dr. Laitman: Porque é verdade, é como a humanidade e toda a natureza está construída. O que você tem acima é a “Raiz”, e o que existe abaixo, no nosso mundo, é o seu Ramo.

Oren: Mas, aqui é o oposto, a raiz está no solo, e a planta brota e cresce, e desenvolve os ramos.

Dr. Laitman: Aqui é o oposto.

Oren: Também, por que é descrito como “Raízes e Ramos”?

Dr. Laitman: Podemos dizer claramente que pelo caminho há tudo, todo o processo de desenvolvimento, caso contrário não pode existir no nosso “Mundo”.

Oren: E por que escolheram a raiz e não a semente?

Dr. Laitman: Há uma semente também, mas a raiz é mais tangível, mais real.

Oren: Muito bem. Para resumir: como é que definiria o conceito de “Raízes e Ramos” na Sabedoria da Cabalá?

Dr. Laitman: É muito simples, existe uma “Raiz", origem para tudo na criação, a “Força Superior” , que é “Boa” e benevolente para todos, para que todos avancem. Todo o mundo, todas as pessoas, todos os estados, tudo o que existe, e quer desenvolvê-los para o melhor nível possível.

Oren: Essa é a “Raiz".

Dr. Laitman : Sim, esta é a “Raiz”

Oren: E como definiria o “Ramo"?

Dr. Laitman: O “Ramo” é o que somos, oposto da “Raiz". Somos maus, desconectados, tolos e com discernimentos ruins. Resumindo, estamos imersos no nosso ego. Para mudarmos, precisamos descobrir que queremos mudar e não há escolha senão pedirmos à “Raiz”, e implorar que Ela nos torne em algo semelhante a Ela.

Oren: Quando vejo coisas diferentes à minha volta, diferentes objetos, agora que me ensinou que tudo tem uma “Raiz”, preciso olhar à minha volta e pensar qual é a raiz de tudo o que me rodeia? Suponhamos, vejo aqui uma prateleira com livros. Preciso pensar qual é a raiz dos livros, da prateleira, da tela da televisão? O que quer que aconteça, preciso perguntar pela sua “Raiz”?

Dr. Laitman: Não, não se trata disso, mas apenas sobre as correções que existem no nosso mundo e no “Mundo Superior" em um nível mais elevado.

Oren: E o que são?

Dr. Laitman:Estou falando sobre relacionamentos entre pessoas. Que precisamos descobrir o nosso relacionamento com as outras pessoas. E desejar estar com elas numa conexão boa, benevolente e benéfica, e desta forma chegar mais próximo da “Raiz”.

Oren: E nesta boa relação precisamos procurar as “Raízes Superiores"?

Dr. Laitman: Sim, primeiro de tudo precisamos procurar os relacionamentos com as pessoas.

Oren: Suponhamos que tenha ocorrido um incidente desagradável com alguém, com o sr., por exemplo, preciso depois pensar qual foi a “Raiz Espiritual”?

Dr. Laitman: Na medida em que prejudicou alguém, incluindo eu, através disso se afasta da tua “Raiz”.

Oren: E por que é que isso me aconteceu?

Dr. Laitman: Foi-lhe dada uma oportunidade de se aproximar de mim, e da “Raiz”. Eu estava aqui, como um meio prá você se elevar à “Raiz”, e você não compreendeu este convite, não o aceitou corretamente e não o concretizou.

Oren: Então, está me dizendo que tudo o que me acontece é um convite para me elevar para mais próximo da Raiz?

Dr. Laitman: Sim, claro. É a única razão pela qual acontece.

Oren: O que o senhor está me dizendo faz com que eu fique do avesso! Temos a minha vida, o filme da minha vida, mas em cada cena preciso procurar o “Oren bom”, e como é que ele deveria se comportar?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: A “Raiz” me dá pistas?

Dr. Laitman: Ela te permite ver onde você se encontra, em relação com o que precisa para ser uma boa pessoa. Isso já é algo que precisa aprender dos livros de “Cabalá”.

Oren: Então, quando me mostra onde estou, está mostrando o quão mau sou? É disso que se trata?

Dr. Laitman: Sim.

Oren: Como é que os livros de “Cabalá” me ajudam a encontrar a minha Raiz, o "Oren bom"?

Dr. Laitman: Eles lhe dizem sobre o comportamento do "Oren bom" e das pessoas semelhantes a ele, e como se tratarem , e como chegarem a se tratar bem.

Oren: Mas, se eu abrir um livro de Cabalá, não está escrito especificamente sobre a minha Raiz!

Dr. Laitman: Certo, mas a partir daqui, vai compreender quais são as ações de uma pessoa que alcança correções.

Oren: E as correções têm a ver com a “Raiz”?

Dr. Laitman: Tem a ver com aquele que quer corrigir o seu mal e alcançar a sua “Raiz”.

Oren: O senhor disse que há uma “Raiz” para toda a realidade, que é uma força “Boa” “Benevolente”, o Criador. Se há uma “Raiz”, então por que há tantas pessoas, ocorrências, tantos casos?

Dr. Laitman: O Criador, esta força do bem, nos criou e nos separou. Ao invés da força do bem, colocou em nós a força do mal. E nós precisamos investigar qual é o nosso mal, e como corrigi-lo para melhor.

Oren: E qual a razão disso?

Dr. Laitman: Para trabalharmos…Para trabalharmos na correta inclusão entre nós.

Oren: Rav Laitman, suponhamos que cada vez mais pessoas vão começar a revelar a sua “Raiz”. Como é que isso afetaria nossa vida?

Dr. Laitman: Nos tornaremos melhores. Teríamos muitas pessoas entre nós que falariam do bem, contariam sobre o bem, sobre o propósito da criação que é trazer às pessoas bons relacionamentos entre elas, com ações de doação, e então, o Mundo mudaria.

Oren: Pensa que é relevante no mundo que hoje está cheio de caos e guerras?

Dr. Laitman: Precisamente, por falarmos sobre a forma correta, que deveria ser revelada. Porque ninguém pensa que vivemos num Mundo bom. Já alcançamos um estado a partir do qual podemos começar a mudar o Mundo e, tudo depende do nosso desejo, nada mais.

Oren: E que desejo precisamos exatamente?

Dr. Laitman: Que queiramos ser bons uns para os outros, e ver o outro, e ver o outro como um bom amigo.

Oren: Infelizmente o nosso tempo está quase acabando. O senhor falou de muitas coisas muito emocionantes hoje sobre as “Raízes e Ramos”. Na sua opinião qual é a coisa mais importante que devo lembrar sobre este tema?

Dr. Laitman: A “Raiz” é a Força “Boa e Benevolente” da natureza, e o “Ramo” é tudo o que acontece neste mundo, que deriva apenas do desejo de receber prazer. Dos prazeres mais físicos, em que cada um trabalha para beneficiar a sua situação, passando pelos vegetativos, animais e humanos, em que cada um quer beneficiar o seu estado. Portanto, a partir deste estado, em que cada um pensa apenas no seu próprio benefício, precisamos pensar no bem estar de todos. É isso. Esta é toda a correção do “Mundo”. E através disso, o “Mundo” vai receber uma forma diferente.

Oren: O que deseja para mim, enquanto estudante iniciante da “Sabedoria da Cabalá", sobre “Raízes e Ramos”?

Dr. Laitman: Este é o propósito desta Sabedoria, que ao estudar, atraímos uma “Força Superior” que nos influencia e que nos inverte da recepção para doação, do ódio para o amor, e para que as coisas sejam boas. Desta forma, nada de mau pode acontecer. Por isso, façam coisas boas acontecerem a vocês, e venham estudar!

Oren: Muito obrigado Dr. Laitman. E obrigado á vocês por terem estado conosco. Até à próxima. Tudo de melhor á todos.