Spiritual states

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Episódio 49|2 de jul de 2021

Estados Espirituais

«Pelos Seus atos Te conhecemos»

02 de junho de 2021 29:18 min

Transcrição:

Texto para Legenda

Moshe: Bom dia! Olá, Dr. Michael Laitman!

Rav: Olá!

Moshe: Estamos a continuar a série de programas «Estados Espirituais». Hoje o tema é «Pelos Teus atos Te conhecemos». Não me recordo de onde foi retirado este provérbio, mas já tem milhares de anos. Este princípio é frequentemente utilizado pelos Cabalistas. Especificamente, está escrito no livro do seu mestre Rabash «Shamati». Na Cabalá, existe esta fórmula: «Pelos Seus atos Te conhecemos». É, na verdade, um princípio de investigação do Mundo. O Criador ou a Natureza estão constantemente a influenciar-nos. E a questão é: como posso reconhecer, decifrar e, com precisão, determinar exatamente que é o Criador quem está a influenciar-me? Conhecer o Criador pelos Seus atos?

Rav: Para realmente sermos capazes de fazer isto, precisamos ser investigadores. Não podemos parar no meio. Quando pesquisamos o Mundo, o fazemos através dos nossos sentidos. Não temos mais nenhuma possibilidade, senão os nossos cinco sentidos. Audição, visão, paladar, olfato, tato, e, para além disso, não temos outras possibilidades de sentir o nosso ambiente circundante e nós mesmos. E a pergunta é se estes 5 sentidos são suficientes para nos providenciar a informação acerca de onde nos encontramos, quem somos? Como podemos modificar a nós mesmos por forma a entender claramente quem somos e onde nos encontramos? Está constantemente em dúvida, mas não temos mais nada. Entendemos simplesmente que não vemos tudo, que não entendemos tudo, que a nossa percepção é limitada a respeito do Mundo em que vivemos, mesmo a percepção de nós mesmos, que não nos conhecemos muito bem. Há todo o tipo de ciências e teorias que nos explicam de alguma forma, ou que nos tentam explicar, tentam completar esta imagem para nós, esta imagem do Mundo partida, incompleta, corrupta. Mas não é o suficiente. E isto é como a Humanidade existe. Como tirar conclusões sobre o hoje e sobre o amanhã e está errada o tempo todo. E todos esses erros custam-nos muito. Portanto, avançamos de sofrimento em sofrimento, de golpe em golpe e, se o escapamos, é apenas temporário. Cada ano que avançamos, cometemos erros ainda maiores. O que podemos fazer? Este é o Mundo em que vivemos. Não há outro Mundo. A Sabedoria da Cabalá diz que temos que mudar a nós mesmos e, ao invés destes cinco sentidos que possuímos hoje, vamos ser capazes de desenvolver um sentido adicional, onde seremos capazes de sentir o que existe fora de nós. Não dentro de nós, mas fora de nós. É uma abordagem completamente diferente. O que existe fora de nós, nós não sentimos. Todos os nossos dispositivos, sentidos, estão construídos de tal forma que absorvemos algo do exterior, e ao lidar com isso, despertamos uma espécie de imaginação individual e subjetiva acerca de que se trata, que nos influencia. Portanto, o que fazemos na Sabedoria da Cabalá, é que estamos a tentar sair de nós mesmos. Desenvolvemos um sentido em nós, que não está construído para absorver o Mundo circundante, mas funciona de uma forma em que sentimos o Mundo circundante sem o influenciarmos, da forma como é na realidade. E na medida em que estendemos, expandimos esta capacidade de sairmos de nós mesmos e sentirmos o Mundo circundante, começamos a perceber que aqui, estamos a lidar com uma única força chamada de Criador, que define todas estas coisas, que desperta todas estas coisas em nós e, quando saímos de nós mesmos, começamos a integrar no Criador, compreendemos que não precisamos de nada disto e, sair de nós mesmos, é realmente a única opção que temos e isto dá-nos tudo o que precisamos por forma a existir corretamente.

Moshe: Na ciência, primeiro que tudo, os cientistas estabelecem uma teoria, fazem experiências e depois começam a revelá-la. Como revelar o Criador na Sabedoria da Cabala, que Ele é aquele que nos influencia? E como começar a conhecê-Lo?

Rav: Estou em algum tipo de campo, isso está claro para mim, dentro de uma determinada influência, isso também é claro. Como alcançar uma interação mútua com esta influência, isso é que não é claro e o que gostaríamos de saber. O que fazemos na nossa existência física, nas nossas capacidades físicas é que estamos a tentar definir o que é que nos influencia. Quais as forças, o que despertam em nós e quais as reações que despertam em nós. Mas tudo isso, é em relação a uma pessoa física comum. Mas se nos desenvolvermos de acordo com a Sabedoria da Cabalá, tentamos influenciar este campo de forças no qual existimos e influenciá-lo de tal forma que vamos compreender, entrar em contato com Ele e nos conectar ver que tipo de ações da nossa parte despertam certas reações nesse campo para conosco. A mutualidade entre a nossa influência e este campo de forças geral muda como este campo nos influencia de volta. E é nisto que a Sabedoria da Cabalá está envolvida. Este campo geral que existe à nossa volta, fora de nós. Na Sabedoria da Cabalá isso é chamado de Criador, porque obviamente que é a Força Superior que criou e que mantém tudo. E nós, para além dos níveis inanimados, vegetativo, animal da Natureza, nós, os seres humanos, somos chamados de seres criados e somos convidados a desenvolver este sentido em que seremos capazes de sentir o Criador e de começar a pesquisar o Criador. E isto é o que a Sabedoria da Cabala estuda e é algo que podemos desenvolver e alcançar.

Moshe: Então, através de que princípio, das Suas ações, ou das ações deste campo sobre mim, podemos vir a conhecê-Lo?

Rav: Podemos mudar a nós mesmos, as nossas reações, a nossa influência sobre esse campo e podemos ver de volta como nos influencia. Através do mesmo método que qualquer outra ciência usa. A Sabedoria da Cabala é uma ciência que ensina que ao mudarmos a nós mesmos podemos sentir essa influência. Através da evolução já acumulamos respostas e ações suficientes deste campo que nos rodeia e, portanto, já temos sobre o que falar. Já temos dados suficientes, podemos tirar conclusões acerca deste campo externo da Natureza, o seu comportamento, como nos influencia, como nós o influenciamos. É disso que trata a ciência.

Moshe: Ou seja, pela Lei da equivalência de forma, não é assim?

Rav: Sim.

Moshe: Então o Criador, Natureza, ou este campo, interagem conosco através destes revestimentos, problemas, podem ser físicos, psicológicos etc. E se quisermos nos conectar com esta força, então, de acordo com a Lei da Equivalência de Forma então temos que nos adaptar a ela, caso contrário não a conseguimos decifrar?

Rav: Sim. Temos que conhecer esta força, este campo é apenas na medida em que nos tornamos equivalentes a Ele. E então, na medida das nossas limitações, podemos sentir as Suas qualidades, gerá-las em nós numa determinada medida, e através disso, tirar algumas conclusões sobre a Natureza do Criador.

Moshe: Então, sem mudarmos a nós mesmos, se continuarmos dentro desta visão egocêntrica do mundo, não seremos capazes de decifrar o que é requerido de nós?

Rav: Sim

Moshe: Então, enquanto aprendemos que Ele emana esta qualidade de doação, nós também temos que ser iguais, e na medida em que a Sua qualidade esteja presente em nós, podemos entender a sua influência sobre nós.

Rav: Claro!

Moshe: Então, da sua influência sobre nós, conseguimos conhecê-Lo, mas não sem antes mudarmos a nós mesmos.

Rav: Não. Não vão sentir que Ele está a influenciá-los. Apenas na medida em que adquire as suas qualidades, começa, nessas qualidades, a compreender, a avaliar, como Ele o influencia.

Moshe: Então, é como forças eletromagnéticas, que não podem ser apreendidas ao absorvê-las num detector a não ser que tenhamos um rádio um instrumento que produza essas ondas internamente na mesma frequência.

Rav: Sim

Moshe: Então, é impossível não só revelar o Criador de forma direta, como alguns fenômenos no Mundo. Precisamos de um intermediário?

Rav: Não se trata de ter um intermediário, mas de como conseguimos criar em nós algo semelhante a esta força. A partir do que é possível gerarmos estes estados. E é nos dito acerca disto que a forma mais confiável para O alcançar, é criar este tipo de detector, ao conectarmos com várias pessoas, e construir entre elas relações semelhantes a estas ou as relações Dele para conosco. Não podemos relacionar-nos diretamente com o Criador porque não possuímos as suas qualidades de doação, mas, se entre nós, num pequeno círculo, pequeno grupo, se criarmos estas qualidades, nelas começamos a revelar a atitude do Criador para conosco.

Moshe: É exatamente o que estou a dizer, por que é que é impossível para cada um de nós relacionar-se com esta Força Superior diretamente?

Rav: Porque cada um de nós é um egoísta e para a pessoa ser capaz de gerar a qualidade de doação, que é oposta ao egoísmo, as pessoas devem se juntar e influenciar umas às outras, de tal forma, que em conjunto, geram a qualidade da doação, do Criador. Não de forma egoísta, forçar a criação da qualidade do Criador. Ao forçar a criação desta qualidade é como começamos a sentir o Criador.

Moshe: Então, não podemos sentir o Criador diretamente, mas Ele possui a qualidade de doação, são as ondas de uma certa frequência, e por forma a senti-Lo também precisamos de emitir as mesmas ondas. Portanto, precisamos de reunir pessoas à nossa volta, podem ser dez ou toda a Humanidade, não importa. Trabalhamos com os outros e no trabalho com os outros, geramos esta qualidade e, na medida que novas qualidades começam a ser criadas em mim, começo a sentir o Criador.Quando já geramos estas qualidades não podemos interagir diretamente com o Criador?

Rav: Somente através do grupo.

Moshe: Mesmo assim? Só através do grupo?

Rav: Somente através do grupo, porque não possui esta qualidade em si mesmo em particular. A pessoa permanece apenas um egoísta. Se está relacionado e conectado com um pequeno grupo de pessoas, mesmo que seja só uma, apesar de que é mais difícil, é melhor ter um grupo de dez pessoas. E então com esse grupo, tal como com o Criador, em doação, em cuidado e preocupação e amor mútuos, tentam relacionar-se com estas qualidades entre eles mesmos e o que obtêm é não apenas um detector, mas um gerador.

Moshe: Então nós construímos Sua personagem, o Criador é um tipo de qualidade coletiva?

Rav: Sim

Moshe: O Criador não nos vê como indivíduos separados.

Rav: Não podemos falar do Criador. Podemos falar apenas através ou em relação ao modelo que geramos entre nós.

Moshe: Hoje em dia, os físicos dizem que o Mundo não são forças nem matéria, mas informação. Mas ela chega até nós com revestimentos, ou seja, há informação, vivemos num determinado Mundo e à nossa volta recebemos informação e esta informação está revestida de formas diferentes.

Rav: Vemos que no nosso Mundo é impossível. Que se quisermos sentir algo, cada sensação nossa consiste em duas qualidades opostas. Temos aquela que sente e o objeto que é sentido. E, portanto, o Criador criou-nos o oposto Dele para que sejamos capazes de O perceber, compreender, alcançá-Lo. Esta é a razão pela qual Ele nos criou desta forma, opostos a Ele.

Moshe: As Leis da Natureza são independentes do observador, não mudam, no entanto, se mudarmos internamente, nas nossas qualidades, sentimos as leis da Natureza de forma diferente? Elas vão mudar?

Rav: Claro que sim, porque vamos sentir tudo dentro de nós mesmos. Se invertermos nosso interior, vamos sentir que tudo à nossa volta irá mudar também.

Moshe: Em relação com o nosso egoísmo inato, as leis não mudam, mas quando começamos a trabalhar com o nosso ego de uma forma diferente, então podemos sentir as leis da Natureza de forma diferente?

Rav: Absolutamente! É a verdadeira realização e implementação da teoria da relatividade.

Moshe: Então é tudo relativamente ao homem, que sente o mundo através dos seus cinco sentidos egoístas?

Rav: E para além disso, os cinco sentidos egoístas, não são suficientes. Através deles sentimos o nosso Mundo. Estas são sensações inanimadas, não humanas e, acima delas, já começamos a sentir as qualidades de doação que são geradas em nós, acima do ego e nelas já começamos a sentir o estado de mudança do Mundo Superior, que é sentido acima dos nossos sentidos inanimados.

Moshe: Na física, suponhamos um fenômeno como uma explosão nuclear, uma detonação. É mais ou menos quando colocamos dois prótons em conjunto e eles rejeitam-se mutuamente. Mas se aplicar uma determinada força, já é possível ultrapassar uma determinada barreira, conectá-los e então há uma explosão tremenda e é libertada uma quantidade massiva de energia. Todos conhecemos uma explosão nuclear, a pergunta aqui é sobre pessoas. Isto é o que acontece com as pessoas também. Quando as pessoas tentam conectar-se entre si, primeiro existe rejeição, mas depois ultrapassam esta barreira, começam a conectar-se e é libertada energia. Que energia é esta?

Rav: Isto já é energia espiritual. Se as pessoas ultrapassarem os seus egos, a rejeição mútua entre elas e tentarem aproximar-se umas das outras, isto já é um estado totalmente diferente entre elas. Entre elas já vão ser capazes de gerar, de construir o Mundo Superior, as relações Superiores, um Mundo de doação, ou seja, a qualidade de doação. Não é atração e rejeição como no nosso Mundo físico egoísta. É a qualidade de atração, que temos que gerar acima das qualidades negativas que existem em nós, as qualidades egoístas. Ou seja, em cada pessoa há uma qualidade e é o que é considerado egoísmo, ou seja, um desejo de benefício próprio. Este desejo pode ser satisfeito quer através da aproximação ou afastamento de algo. Se tentarmos gerar dentro de nós a qualidade do amor, que é o oposto da qualidade do egoísmo, acima das qualidades do ego, então começamos a sentir como podemos existir juntos, como podemos existir dentro das qualidades de doação. E existir na qualidade de doação é considerado que existe dentro da qualidade do Criador.

Moshe: Bem, se os prótons que tentamos conectar-se da mesma forma, compreendermos que não conseguimos conectar dois egoístas, porque possuem o desejo de receber para seu próprio benefício e o outro possui o mesmo e não é possível conectarmos. Mas se percebermos que existe em nós uma espécie de potencial, que é o ponto no coração, se começarmos a unir-nos dentro destes pontos, ultrapassamos essa barreira, onde o nosso ego não nos permite conectar e nos conectarmos acima disso. É semelhante ao que acontece na física?

Rav: Sim, mais ou menos.

Moshe: Na ciência, muitas revelações foram feitas por engano. Por engano, ou seja, que aquela não era a intenção. Estavam à procura de algo e descobriram uma coisa diferente. Suponhamos, a descoberta da América por Colombo, a penicilina, a matéria escura no Universo, foi tudo revelado por acaso. Podemos dizer que a revelação na Sabedoria da Cabalá também aconteceu por acaso, que queremos revelar uma coisa, e descobrimos outra? Porque está escrito, “vi um Mundo ao contrário” nos escritos cabalísticos. Ou seja, quer descobrir uma coisa, mas revela algo diferentes, e não aquilo que pensava que ia revelar quando começou à procura.

Rav: Acontece que a cada momento, coisas inesperadas, novas, são reveladas, no sentido em que é novo a cada momento. Mas, por outro lado, o método em si mesmo, através do qual é revelado, é conhecido e contém apenas uma condição, que é a de se elevar acima do seu ego e é revelado apenas pela pessoa que gera, que cria esta ascensão. E para além disso, ninguém pode ver e compreender que o que é revelado a esta pessoa, a não ser que a outra pessoa alcance o mesmo nível que essa pessoa alcançou.

Moshe: O que significa ver um Mundo ao contrário?

Rav: Um Mundo ao contrário significa um Mundo que existe em qualidades opostas. Em qualidades opostas. Ou seja, a qualidade de amor, doação, atração, trabalhar acima do seu ego, o Mundo Superior. E há um Mundo oposto a esse, o nosso Mundo, que opera apenas em egoísmo, em preenchimento próprio. E o outro Mundo é um Mundo mais elevado e, portanto, considerado oposto ao nosso.

Moshe: Há esta abordagem que fala de Lo Lishma para Lishma, ou seja, das suas qualidades egoístas faz um esforço, faz tentativas e alcança um Mundo oposto, de amor, como o descreveu. Então, cada vez que fazemos esses esforços, a energia que obtemos é um tipo de energia egoísta. Tentamos revelar o Criador para nós mesmos. Mas, a certo ponto, o Criador dá-nos as forças para o fazer de forma altruísta, independentemente de qualquer ligação a nós mesmos e este é o nosso prêmio, ou recompensa. Na física, também encontramos algo assim, em que a pessoa coloca os esforços num lado e revela algo diferente. Este acaso, ou por sorte, também se encontra na Sabedoria da Cabalá?

Rav: Não. Na Sabedoria da Cabalá nada acontece por acaso. A pessoa sabe, a cada momento, o que precisa fazer, como avançar. A pessoa desperta nela, mais e mais, o desenvolvimento da qualidade de doação, da qualidade de amor para com outra pessoa, sair de si mesmo, elevar-se acima de si mesmo, esta é a sua direção.

Moshe: Mas, mesmo que a pessoa diga que quer esta qualidade do Criador, de doação, mas se verdadeiramente começar a explicar a si mesmo, não quer isso!

Rav: Realmente não, mas como resultado de estudar a Sabedoria da Cabalá, atrai sobre si mesmo esta energia especial a que chamamos a Luz Circundante e isso ajuda a pessoa a mudar.

Moshe: Era isso que queria descobrir. Na ciência é chamado de “ao acaso”

Rav: Uma influência externa que aparece de forma necessária e isso é o que almejamos. Se na ciência não aspiramos a algo, mas de repente ao se revelar, mas aqui, nós ansiamos por isto.

Moshe: Então, na Sabedoria da Cabala é feito de forma consciente, compreende qual a característica que pretende obter e, quando a obtém, vê essa qualidade de forma diferente do que a imaginou?

Rav: Claro.

Moshe: Então, há mais um princípio aqui, que é como na ciência, que não existe relação direta entre o esforço que faz e aquilo que revela. Ou seja, coloca o seu esforço num lugar e algo é revelado num lugar diferente.

Rav: Verdade.

Moshe: Então encontramos este princípio na Sabedoria da Cabalá, muito bem. Estamos a concluir o nosso programa. Apenas sobre o tópico em si mesmo, “Pelas suas ações, conseguimos conhecê-Lo”, para aqueles que se juntaram agora a nós, queremos sumarizar como é que através das ações do Criador, sobre este campo que opera em nós, como chegamos a conhecê-Lo.

Rav: Se começarmos a procurar o Criador, então o que acontece em nós, que é a elevação acima de nós mesmos, então, é aí que encontramos o Criador. Em suma.

Moshe: Talvez para completar o que eu compreendi, que a não ser que sejamos capazes de gerar em nós a mesma qualidade através da qual o Criador opera em nós e de acordo com a Lei da Equivalência de forma, não seremos capazes de decifrar as suas ações em nós. Vamos apenas imaginar coisas diferentes para nós mesmos. Ou seja, isto aconteceu porque eu fiz isto e aquilo, por exemplo. Ou seja, se obtermos essa qualidade não seremos capazes de compreender o que ele quer para nós. E tal como o Dr. já mencionou, esta qualidade é alcançada apenas na Sociedade e num pequeno grupo etc. etc.

Rav: Sim.

Moshe: Muito obrigado, foi interessante, e até a próxima! Tudo do melhor!

Rav: Adeus

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