Spiritual states

Estados Espirituais

Guerras de Israel

14 de Maio de 2021 32:02 min

Texto para Legenda

Sanilevich: Olá a todos. Conosco, como sempre, temos o Dr. Michael Laitman. E continuamos o nosso programa, Estados Espirituais. E hoje vamos falar das guerras judaicas. É algo muito atual de momento, mesmo, apesar de ter sido sempre atual, pois sempre existiram guerras. Como parte deste programa, gostaria de lhe perguntar sobre um estado muito comum, onde uma pessoa que se encontra na busca espiritual, que é o estado de guerra. Todos sabemos o que é a guerra. É um conflito armado, entre partes opostas, onde cada um deles quer impor o seu domínio sobre o outro. Na espiritualidade, quem luta contra quem? E se puder por favor explicar também o termo “Guerras Judías”, ou “Guerras de Israel”.

Rav: Nós fomos todos criados na qualidade de egoísmo, e de acordo com o pensamento da criação, precisamos nos elevar do nosso nível egoísta de existência, para o nível altruísta, ou seja, do ódio para com os outros, para o amor para com os outros. E isto é algo que, diria, uma mudança inacreditável, uma mudança para a outra, mas acontece realmente, sob a influência de uma força especial que existe na natureza, que está pronta para nos ajudar a elevar-nos do nosso ego para o nível do amor ao próximo. E é possível fazê-lo, se o quisermos fazer. É possível implementá-lo. A concretização desta condição, a ascensão acima do ego, em oposição ao ego, para o nível de doação e conexão, amor, união, estas são as guerras judaicas. É isso. Mas acontece que estamos sob o controle do programa, o programa da natureza, que nos influencia, e exige de cada um de nós, a cada momento a concretização deste programa. Ou seja, a cada momento temos que gradualmente transformar-nos, mudar, do egoísmo para o altruísmo, do ódio para o amor. Quer entre nós (judeus), quer para com as nações do mundo, como um estado possível, como uma condição possível. E se não o fizermos, se não concretizarmos este programa, a natureza vai colocar pressão sobre nós, ajudando-nos a compreender que nos encontramos no estado errado, na atitude errada. E graças à natureza que nos empurra a lutar contra o nosso ego, podemos nos elevar acima dele, e podemos mesmo substituí-lo por altruísmo.

Sanilevich: Então, há duas forças na natureza, mais e menos, positivo e negativo, toda a matéria, todo o universo, é tudo baseado nestas duas formas opostas. Ao nível humano, estas são as forças do bem e do mal, egoísmo e altruísmo.

Rav: Como está escrito nas nossas fontes acerca das forças do bem e do mal.

Sanilevich: Há vários tipos de guerras, tal como as descrevemos neste mundo, guerra fria, guerra de informação, guerra religiosa. O Dr. diz que uma guerra é uma correção.

Rav: É um meio de alcançar a correção.

Sanilevich: Qual a diferença entre elas?

Rav: A diferença é o nível de ego em que elas acontecem. Acontece que podemos lutar contra o nosso ego, mesmo fortemente, se não for assim tão grande é assim que fazemos. É como quando forçamos crianças, ou nós mesmos, a substituir as más relações entre nós por boas relações. Forçar uma pessoa a aproximar-se dos outros, mesmo que para começar a pessoa não queira. Mas estas são as condições que criamos para que uma pessoa o queira, porque as consequências vão ser muito graves se a pessoa não escutar a orientação para o bom caminho, para o bem e a paz, etc. Portanto, estas são guerras que podem acontecer em diferentes momentos da história, durante milhares de anos, em substituição, mas na realidade, encontramos-nos numa guerra constante.

Sanilevich: Então, estamos constantemente lutando contra o ego dentro de nós, que é de fato a nossa natureza, e como resultado disso, no mundo externo aparecem também guerras, porque esta é a forma como fomos construídos, este é o nosso ego interno, e também o vemos fora de nós?

Rav: Sim.

Sanilevich: Então, se não conseguirmos lidar com o nosso ego interno, também temos que lutar de forma externa?

Rav: Somos forçados, através de razões externas, influências, revestimentos, a fazer este trabalho contra o nosso ego.

Sanilevich: Então, uma pessoa possui desejos internos e externos. Mesmo o ARI, um Cabalista do século XVI fala sobre isso. Há três desejos externos, e dois internos, e por isso mesmo vemos o mundo desta forma, que se estamos lutando uma guerra interna, e não conseguimos lidar com isso, então essa mesma guerra é revelada no mundo externo.

Rav: Sim

Sanilevich: Muito bem, próxima pergunta. Se olharmos para a Torá por exemplo, não como uma história, mas, a caminho da terra prometida, o povo de Israel lutou contra várias nações, e está escrito que é necessário apagar a memória de Amalek completamente. As sete nações que ocuparam Israel precisaram matar os homens, e levar as suas mulheres, e num outro lugar fala da multidão, que não é necessário matar. Ou seja, há vários desejos que precisamos lidar de forma diferente. Pode por favor explicar?

Rav: Todos estes desejos existem dentro de nós. Não precisamos lutar contra ninguém de forma externa. A Torá explica o que acontece dentro de nós. Amalek e as sete nações que viveram aqui em Israel até o povo de Israel chegar e tudo o mais, é tudo acerca das nossas qualidades internas, que precisamos inverter de qualidades egoístas, para altruístas. Todas as guerras são acerca disto.

Sanilevich: Mas também acontece como um evento histórico?

Rav: Sim, isso também, porque cada força espiritual no nosso mundo tem os seus resultados e consequências. A Força superior é chamada de Raiz (origem) e o resultado neste mundo é chamado de Ramo. E portanto, quer no nosso mundo, em que sentimos as nossas qualidades egoístas, temos que acabar com estas condições, destruí-las, etc, se conseguirmos fazê-lo a um nível espiritual. Na realidade, a Torá chama-nos a realizar estas correções a um nível espiritual.

Sanilevich: Essa é a pergunta: quando vemos tudo isto como os nossos desejos internos, e os destruímos, ou seja, não os matamos, ou seja, não os usamos, ou… por exemplo, diz que os filhos de Israel mataram as sete nações, isto é o que diz na Torá, que mataram todos os homens destas sete nações. E quando falamos das nações, estas são as intenções egoístas e as mulheres são os desejos. Portanto, enquanto me preparava para este programa percebi que matar todos os homens significa destruir as intenções egoístas em mim, e as mulheres os desejos podemos manter.

Rav: Uma mulher é o desejo sem intenção, ou seja, que a estes desejos podemos associar novas intenções, intenções egoístas. E portanto, podemos usá-los.

Sanilevich: Está claro, mas quando dizemos que é necessário a revelação disto no nosso mundo, e sabe, houve mortes, e mulheres que foram capturadas. É complicado de entender como a Torá fala de amor e pode dar tais instruções.

Rav: A Torá fala de amor como o estado mais elevado, que acontece quando há equivalência de forma em intenções. Mas quando tal não acontece, temos ódio.

Sanilevich: Quando temos isso dentro de nós, compreendemos.

Rav: Este é o resultado no mundo exterior, é assim que aparece: divisão entre pessoas. No nosso mundo leva a guerras, a aniquilações.

Sanilevich: Então, a nação de Israel não conseguiu corrigir certos desejos dentro deles mesmos, e no mundo externo apareceram e erradicaram estas sete nações. Compreendo que quando alguém nos ataca, há uma lei muito clara que diz que temos obviamente de os matar primeiro. Falaremos sobre isso em breve. Mas o que não compreendo e como é que é possível ocupar e tirar do nosso mundo? É algo que não está claro!

Rav: É o resultado das raízes espirituais. A Torá fala apenas de raízes espirituais, e o que acontece, acontece realmente porque há uma falta de equivalência de forma. Ou seja, não podemos usar os valores e critérios de hoje para dizer se alguma coisa estava certa ou errada. Todas as pessoas agiam dessa forma e não há nada especial acerca disso, pelo contrário.

Sanilevich: Então, o melhor é olhar para tudo isto ao nível espiritual, e olhar para isto em relação aos desejos. O que aconteceu na história eram os costumes da época. Sem liberalismos ou democracia, sem direitos humanos.

Rav: Não, não. Devemos deixar isso tudo de lado. Isso são filosofias dos nossos tempos.

Sanilevich: Muito bem.

Rav: Eu compreendo que o liberalismo, e as pessoas do nosso tempo são estranhas por assim dizer, mas não compreendem que as pessoas no passado eram muito diferentes. Eram tempos muito diferentes e visões do mundo muito diferentes. As atitudes das pessoas eram muito diferentes relativamente a tudo. Se conhecêssemos alguém dos séculos 17 ou 18, ou mesmo do século 19, ficaríamos surpreendidos com as suas ações. Como se comportavam, como agiam. Tudo seria muito estranho para nós, e não poderíamos mesmo aceitá-lo, compreendê-lo.

Sanilevich: Sim, no passado, as pessoas atacavam-se umas às outras, e hoje isso parece maluco. Hoje voa um míssil e meia nação está em depressão. Claro que mudamos muitos, somos pessoas diferentes. Então, de cada vez temos que lutar por unidade. Compreendo, e isso é claro. Mas para começar, é a mesma Torá. Estamos falando de inimigos externos. Mas depois começamos a lutar uns com os outros. Vimos isto no tempo do Império Romano, e antes disso no tempo do império grego. Havia guerras contra os judeus que se tornaram helénicos. Primeiro foi uma guerra entre judeus, e mais tarde, pareciam inimigos externos que fizeram o que fizeram. Mas primeiro, eram apenas guerras contra inimigos externos.

Rav: Não penso que tenha havido inimigos externos. Todas as guerras judaicas aconteceram entre os representantes fundamentais do judaísmo e aqueles que queriam separar-se dessa nação e queriam aceitar outros valores, mas não deixaram esta nação. Queriam convencer toda a nação de que estes novos valores que eram trazidos pelos gregos ou pelos romanos, eram corretos. E contra eles estavam aqueles que eram a favor de proteger os valores básicos e fundamentais da nação, e estas foram as guerras. Não houve guerras sérias entre judeus e romanos, ou entre os judeus e os gregos, mas mais tarde, com os gregos, não foi tanto assim. Mais tarde com os romanos! Mas estas guerras apareceram por todo o país, elas libertaram a forma dos romanos, e as pessoas não sabiam o que fazer. E foram enviados representantes e mediadores, ao ponto de terem que trazer forças para este lugar.

Sanilevich: Então, os conflitos dentro da nação trouxeram a reação da Força Superior expressa na chegada dos gregos e dos romanos que fizeram o que fizeram.

Rav: Sim.

Sanilevich: E então, se mudarmos tudo isto, se perguntarmos acerca das guerras interiores. Suponhamos que em mim existem tais desejos, gregos, romanos, o que são estes dentro de nós?

Rav: Antes de mais nada estes são os nossos desejos internos. Ou seja, o homem consiste majoritariamente de desejo, e todos estes desejos são egoístas e estão divididos em vários níveis. Então, um destes níveis é chamado de romanos, o outro de gregos etc, etc.

Sanilevich: E se não conseguir lidar com… se perder a guerra contra eles?

Rav: Se não conseguir lidar com eles, então fica sob o seu domínio, e experiência todos estes estados de guerra. E então, terá que os erradicar, e eles a você, até alcançar o objetivo desejado como resultado de todas estas guerras. Ou seja, não será capaz de lutar estas guerras de forma ideológica, dentro de você mesmo. Se não o conseguir fazer, terá que o fazer de forma externa.

Sanilevich: Então, se eu não cultivar a intenção altruísta, o que temos que unir?

Rav: Terá que se unir com toda a nação, de tal forma que não haverá nenhuma outra erupção de gregos ou romanos dentro de você. Porque os gregos e os romanos são duas fundações egoístas que existem numa pessoa que aparece nela.

Sanilevich: Então os gregos são a parte ideológica, que quer subordinar as partes egoístas, e os romanos são apenas a governação do ego, sem qualquer ideologia. Então, porque não é apenas possível corrigir os desejos, porque temos que nos unir com outras pessoas que vemos à nossa volta?

Rav: Não. O propósito geral do desenvolvimento da humanidade é para cada pessoa desenvolver individualmente o máximo possível, em relação aos outros. E ao mesmo tempo, a partir do seu individualismo, conectar-se com todos os outros, em amor, ajuda mútua.

Sanilevich: Então novamente, suponhamos que trabalho na minha correção. Não é suficiente corrigir os meus desejos?

Rav: Corrigi-los como? A sua correção vai ser em quê? Apenas na sua conexão com os outros, acima do vosso ego, que os rejeita.

Sanilevich: Então, se não o fizer, ou não o fizer de forma suficiente, outro mecanismo entra em ação, e aparecem estes desejos externos, os gregos e os romanos, e começam a fazer guerra.

Rav: Para o ajudar a ultrapassar a sua preguiça, e para o incluir na guerra.

Sanilevich: Como é que este mecanismo funciona, que este mecanismo entra em ação e aconteceu o começo de uma guerra externa?

Rav: É muito simples. Por exemplo, tem um forno. E determina uma determinada temperatura e começa a funcionar. É como funciona de forma automática. Este mecanismo automático é chamado de “a Força interna da Natureza”, e a cada momento no tempo, precisamos de alcançar uma certa conexão entre nós. A humanidade está se desenvolvendo nos níveis inanimados, vegetativo, animal e falante de tal forma que entre eles, o contato entre eles é criado, há trocas, há diferentes formas nas quais a nossa sociedade se desenvolve. E nessa conexão emocional interna, e mesmo na amizade, e mesmo em amor, tal como está escrito: “ame o próximo como a si mesmo” já é necessário, é clara a necessidade da participação da pessoa com outros ao ponto de amor mútuo para que sejam capazes de se elevar do nível de ódio para o nível do amor. É muito complicado, e aqui, o que parece é um mecanismo adicional da natureza, que mostra às pessoas a medida na qual caem em sofrimento, se não estiverem envolvidos em construir uma boa conexão entre elas.

Sanilevich: Então, existe esta força superior central, e o tempo chegou, e neste nível de desenvolvimento toda a humanidade precisa estar digamos, conectada no nível 38 suponhamos, mas, está apenas conectada no nível 36, então, estes dois níveis que faltam ligam o termostato, e a correção começa, certo?

Rav: Sim.

Sanilevich: Então, se não fizermos a correção dentro de nós mesmos, a Força superior da natureza começa a agir.

Rav: Certo. E começam a fazer este trabalho mesmo que não seja qualitativo, sem incluir o nosso desejo. Não é de acordo com a nossa vontade. E portanto, teremos que passar por um longo período de sofrimento, e compreender porque este sofrimento vem, porquê. É um caminho desagradável e longo. Se soubéssemos como agir para nos aproximar dos outros, mesmo o mais pequeno despertar negativo da natureza seria capaz de nos empurrar e levar a trabalhar.

Sanilevich: Então, a nossa correção pode acontecer nos níveis de desejos e forças, e num instante, se acontecer em matéria, no nosso mundo, pode acontecer por centenas de milhares de anos.

Rav: Isto é o que vemos.

Sanilevich: Está escrito que se alguém viver para o matar, terá que matar primeiro. O que significa isso?

Rav: Exatamente. Se na natureza existe um programa com o objetivo de nos trazer para o amor e conexão, se alguém vai contra isso, então teremos simplesmente que os erradicar. Se essa pessoa vem para o erradicar, e perante você existe um programa claro da natureza para corrigir o mundo e unir toda a gente, e se alguém está contra isso, então mate-o.

Sanilevich: É uma lei interessante. O que acontece é que as forças espirituais precisam ser implementadas no nosso mundo também.

Rav: Verdade.

Sanilevich: Então, se eu não corrigi alguma parte do meu ego, que era suposto, então começa a assumir a forma de um inimigo externo, e começa a atacar-me no mundo físico, há uma lei que diz que tenho que lutar contra ele. E não tenho que sentar e meditar e trabalhar internamente. Tenho que também fazer isso, mas em paralelo, lutar contra esse indivíduo.

Rav: Sim.

Sanilevich: E qual a razão? Qual a razão pela qual a parte espiritual não é suficiente?

Rav: Se conseguir suportá-lo, então por favor, vá em frente. Mas se não conseguir, suplementa, completa esta guerra com uma guerra exterior, e esta guerra tem que ser muito mais poderosa, cruel, que a guerra interna. Porque, de alguma forma, precisa corrigir as suas qualidades.

Sanilevich: Mas isso é em paralelo. Ou seja, obviamente terei sempre que levar uma guerra interna, e em paralelo, também uma guerra externa. O externo sem o interno não adianta.

Rav: Não vai dar nada senão, continuar por centenas e centenas de anos como fomos testemunhas de todas as guerras que estão acontecendo sem resultados. Tenho que dizer que todas as guerras que acontecem no mundo, pode chamar-se de guerras judaicas.

Sanilevich: É algo que vamos falar da próxima vez. Por forma aos judeus serem merecedores da terra de Israel precisam aceitar a responsabilidade mútua.

Rav: Isso é porque não estamos falando da terra de Israel, da Palestina, do governo de Israel. Estamos falando que a Terra de Israel significa um nível espiritual, em que as pessoas se encontram num estado de amor mútuo.

Sanilevich: Está escrito terra em hebraico, significa desejo. Terra significa desejo, e Israel é a qualidade da doação. Tal como está escrito na Torá, que no pé do Monte Sinai, sendo que Sinai significa “ódio”. No pé do Monte Sinai havia uma condição: ou nós nos unimos, ou este lugar vai ser o seu lugar de enterro. Isto é a fundação, a lei fundamental.

Rav: A conexão é a lei fundamental da natureza, e temos que a implementar.

Sanilevich: Então, a pergunta é: está tudo bem, aconteceu tudo há 3000 anos. Há pessoas que acreditam nisso, mas comentam de forma diferente. Cada um tem a sua opinião acerca disso. E há pessoas que não acreditam de forma alguma: qual Criador? qual Torá? Foi ou não escrito? É preciso compreender que existe um espectro externo de visões. Todas as suas explicações são baseadas nisso. E por que é preciso se unir? Se olharmos para a natureza é preciso unir porque a natureza assim o exige, é o que a natureza quer, a Torá! Como explicar tudo isso às pessoas?

Rav: Isso já é outra coisa totalmente diferente. A lei da natureza é uma lei. Precisamos alcançar a conexão. Existimos depois do big bang, depois do estilhaçamento dos nossos desejos, uma imensa quantidade de desejos, e precisamos unir tudo isso. E a natureza deseja a conexão. Devagar, gradualmente, de acordo com as suas leis. O que é exigido de nós é a conexão com os outros num nível físico e humano, no nível mais elevado da natureza, e aqui, aparecem desejos. Não queremos implementá-lo, mas é preciso concretizá-lo de alguma forma, de uma forma boa ou não tão boa!

Sanilevich: Então, nem precisamos de olhar para a Torá como histórias, mas de uma perspectiva científica, de que toda a natureza deseja a conexão, do mais e do menos, equilíbrio! Muito bem, está escrito que a força superior luta por nós, o que significa isso? Que todas as guerras são levadas a cabo pelo Criador?

Rav: Nós não temos forças. Temos um desejo de ser de uma certa forma. E na medida em que existe um desejo de nos elevarmos acima da nossa natureza egoísta, e conectar com os outros, nessa medida, despertamos a força superior positiva da natureza, e ela implementa estas ações e une as forças opostas em uma só força. É assim que funciona.

Sanilevich: A guerra estimula o desenvolvimento, mas não coincide com o desenvolvimento interno do homem?

Rav: Todo este processo impede-nos a um nível físico, e não nos permite avançar espiritualmente.

Sanilevich: Podemos ver todas as guerras como os armênios e os turcos, ou árabes e judeus, sabe, parece aumentar o tempo da conexão.

Rav: Uma guerra santa é uma guerra com o objetivo de conexão.

Sanilevich: Deve um Cabalista justificar as guerras mundiais?

Rav: Não pode justificar a guerra em si mesma, mas o seu objetivo. Se é necessário, se advém da natureza, então sim, mas esta será uma conversa diferente. Uma conversa separada.

Sanilevich: Então a guerra, se já existir no mundo físico…

Rav: Vamos falar disto na próxima vez.

Sanilevich: Muito obrigado. Penso que tocamos muitas coisas aqui, o que é difícil de fazer em 30 minutos, mas penso que se falaram de coisas muito interessantes. Muito obrigado e até à próxima. Tudo de melhor.

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