Connect to the Ten Sefirot

Connect to the Ten Sefirot

Episódio 6|18 de jul de 2023
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Conectando com as Dez Sefirot

18 de Julho de 2023 24:53min

Transcrição:

Texto para Legenda

Entrevistador: Olá a todos! Olá Dr. Laitman!

Rav: Olá!

Entrevistador: Olá Shai! No nosso programa anterior conversamos que tentamos conectar com os nossos amigos em algo chamado “dezena”, com a orientação dos escritos cabalísticos. E podemos gerar entre nós as condições que existem entre as dez Sefirot, tal como existem na realidade Superior. E isto é como alcançamos equivalência de forma com a qualidade de doação. E dissemos que acontece quando mudamos a atitude para com a dezena, que são os dez Sefirot perante nós. E, também, dissemos que muitas das mudanças acontecem como resultado de algo chamado de oração. Gostaríamos de começar com a fonte, e depois aprofundar. Rabash escreve: “uma vez que o Emanador deseja doar e espera que os inferiores deem os vasos (kelim) apropriados para a recepção da abundância, quando as orações sobem, quando as orações estão organizadas de uma forma apropriada para aceitação são chamadas um vaso (kli) para a recepção da abundância.” No geral, na Sabedoria da Cabala, o que é este conceito de oração?

Rav: A oração é o que se eleva do desejo de receber de uma pessoa, que o Criador, a Força Superior vai corrigir, organizar e posicionar de tal forma o desejo de uma pessoa, para que ela seja capaz de receber a abundância Superior, a Luz, através da oração, é a forma principal da pessoa ser influenciada com a Luz da correção e, então, com a Luz do preenchimento. Isto é na verdade a oração.

Entrevistador: Então, a oração é a forma como ativamos o sistema?

Rav: Sim.

Entrevistador: E falamos de um sistema infinito?

Rav: Sim, sistema infinito, que inclui todos os mundos e, a pessoa, ao voltar-se para o Criador, ativa esse sistema.

Entrevistador: E podemos fazer o que desejarmos? É como se nos dessem as chaves do carro e pudéssemos partir nele?

Rav: Não. Foi-lhe dado por forma a familiarizar-se com o sistema e o que pode esperar dele.

Entrevistador: Então, não se trata do que eu quiser, como uma varinha mágica?

Rav: Não, porque não sabe aquilo que deve pedir. Primeiro precisa aprender o que vai fazer com o que vai receber, para onde vamos avançar e com que propósito. A oração, o pedido para nós, abre uma conexão mútua com a Força Superior.

Entrevistador: Muitos dizem que uma oração é algo que, sabe, todo o mundo ora. Mas quando eu vim para a sabedoria da Cabala, e vemos isto em muitos estudantes que começaram agora a estudar, vêm com um certo conceito sobre o que é a oração, como orar, o que precisamos de fazer, a, b, c. Mas na sabedoria da Cabala falamos de forma diferente. Qual é a diferença principal entre o que o mundo considera que é uma oração, e o que a Sabedoria da Cabala diz que é uma oração?

Rav: Todo o mundo ora. O inanimado, vegetativo, animal, cada uma das pessoas, cada um dos seres criados têm uma carência. E esta carência, este desejo, quer receber a satisfação para o que lhe falta. Portanto, podemos dizer que a oração é toda a existência de cada um dos seres criados. Que isto é na verdade a oração.

Entrevistador: O fato de estarmos aqui sentados é uma oração?

Rav: Certo, porque quer algo. E de forma inconsciente eleva a sua oração a essa força que o ativa, que o preenche e que o leva até um determinado objetivo.

Entrevistador: Ouvi que, também, o inanimado tem um tipo de oração.

Rav: Todos e todas as coisas.

Entrevistador: Então, posso dizer que a diferença entre potenciais é uma oração?

Rav:Isso Mesmo.

Entrevistador: Quem quer que queira atrair algo, isso é uma oração. Mesmo esta mesa que esta é a sua oração, permanecer desta forma.

Rav: Sim.

Entrevistador: Mas estamos a falar de uma oração para ativar o sistema num novo nível.

Rav: Esta não é uma oração simples. Não é a oração dos níveis inanimados, vegetativo, animal, mas é a oração do homem, de uma pessoa que estuda a forma que pode alcançar e o que precisa saber para ativar o sistema. Não de forma instintiva, mas ativá-lo para alcançar o estado preferencial. Alcançar o estado ótimo. Alcançar o sistema para chegar ao sistema e ativá-lo de forma mútua, que é chamado, “Eu para o meu amado, e o meu amado para mim”. Nós na direção da Força Superior, e a Força Superior na nossa direção.

Entrevistador: Então não é instintivo? As outras orações vêm de forma automática, através da natureza, e esta é uma oração que ativo no meu interior?

Rav: Certo.

Entrevistador: Então, é como uma atualização da oração?

Rav: É a diferença entre o homem e todos os outros seres criados.

Entrevistador: Eu sei que quando os estudantes chegam até nós e ouvem uma lição sobre a oração é muito emocionante, talvez a lição mais emocional que temos. As pessoas irrompem em lágrimas. E lemos citações acerca de como uma oração é o trabalho no coração, que não é uma cerimônia. Por um lado, há muita admiração, mas por outro lado é intrigante, porque estamos habituados a orar pelas nossas necessidades básicas, pela nossa saúde, para que o nosso amigo se case. Não podemos orar por essas coisas?

Rav: Não, não é que não possa ou que seja proibido, mas há uma oração que é pelo seu destino, pelo propósito principal que existe perante uma pessoa. Acerca da sua conexão com a força Superior. Que a pessoa se volta para a força Superior e então desperta esta conexão mútua. Isto é chamado “nós para o nosso amado, e o nosso amado para nós”. E então, dessa oração, a pessoa já começa a direcionar-se, a mover-se na direção do seu objetivo principal na vida, que é conhecer a Força Superior e conectar-se com Ela.

Entrevistador: Sem dúvida que é incrível, mas também temos muitas perguntas. Suponhamos que fui despedido. E sinto desespero. Claro que o propósito da criação é maravilhoso E, também, o queremos, mas também precisamos de encontrar um trabalho, é uma necessidade básica. Posso pedir ao Criador para me ajudar a encontrar um trabalho?

Rav: Qualquer coisa que sinta que lhe esteja a faltar pode pedir. A pergunta é como pedir e em que medida aquilo que vai pedir é um pedido para avançar.

Entrevistador: Como é que peço por um trabalho?

Rav: Sim, pode pedir ao Criador que lhe dê um trabalho, porque certamente que tudo o que acontece advém dEle, “Não Há Nada Além dEle”, que ativa e opera toda a realidade, incluindo o seu estado futuro, o seu emprego.

Entrevistador: Então não está excluído, apenas preciso encontrar a forma correta de o fazer.

Rav: Por forma a ser Bem-sucedido.

Entrevistador: Podemos dizer que vai ser Bem-sucedido se encontrar aquele lugar puro em que vamos tentar conectar com Ele?

Rav: Certo. O principal é que a sua oração seja adequada ao propósito do Criador.

Entrevistador: Então, posso dizer que o pedido não vai ser apenas algo ganancioso: “Faça-me rei do mundo!” Mas queremos encontrar um tipo de adesão com Ele, queremos alcançar o propósito, o significado da minha vida. “Ajude-me a provir pelas minhas necessidades básicas para que eu seja capaz de continuar no caminho certo.”

Rav: Isso é mais correto.

Entrevistador: E, também, dissemos que as orações instintivas, ou seja, talvez todas estas, quando pedimos pelas necessidades básicas, isso é algo que simplesmente irrompe de dentro de nós.

Rav: Sim, a cada momento sai uma oração da pessoa.

Entrevistador: E podemos mesmo encontrar onde é que é instintivo, e quando é que controlamos a oração?

Rav: Preferencialmente, sim.

Entrevistador: Há muitos estudantes que advém de vários métodos, New Age, outras coisas e, não lhe chamam oração. São pessoas que dizem que despertam algum tipo de imaginação guiada. Estas coisas funcionam?

Rav: Tudo funciona. Tudo o que se eleva do coração da pessoa, do desejo da pessoa, o coração é o desejo na Sabedoria da Cabala. E, portanto, funciona. A pergunta é em que medida funciona.

Entrevistador: Como podemos saber em que medida funciona?

Rav: Isso já é uma pergunta diferente, mas funciona.

Entrevistador: Então, oramos por conexão com a força Superior, para alcançar o propósito das nossas vidas. Algumas orações funcionam e outras não. Mas a pessoa precisa encontrar, por experiência própria, como combinar tudo. Mas ainda assim, ficar focado na Força Superior.

Rav: Sim.

Entrevistador: Outro ponto surpreendente é quando as pessoas ouvem falar de oração, o que é a oração de acordo com a Sabedoria da Cabala é o fato de que estamos habituados a orar ao Criador, à Força Superior, para mudar a realidade. Pensamos que algo não é adequado para nós, vamos supor, tenho aqui água e quero que seja chá, então oramos para a realidade mudar, que eu tenha o que quero. Na Sabedoria da Cabala o foco é orar pela nossa mudança interna, não em mudar o que está fora de nós. Pode explicar a diferença?

Rav: Sim, a realidade que criamos é o que imaginamos no interior. É imaginado dentro de nós. E, portanto, acontece que tudo depende de nós, de como percebemos a realidade. A Sabedoria da Cabala diz-nos que a realidade é a Força Superior que preenche toda a realidade. E nós, nessa Luz Superior, sentimos de acordo com o nosso desejo. Portanto, o que é importante para nós é mudar o nosso desejo de uma tal forma, direcioná-lo de tal forma, apropriá-lo à realidade de tal forma que vamos estar o mais próximo possível da realidade mais elevada que podemos alcançar. E, então, o que acontece é que todas as nossas orações são sobre como nos aproximarmos do Criador.

Entrevistador: Um Cabalista que vê a sua realidade, vê o que se passa na sua vida, não está à procura do que pode corrigir na sua vida. Mas como pode fazer correções dentro dele mesmo, que mais tarde sejam expressas no exterior.

Rav: Certo.

Entrevistador: Mas é o oposto. Todos pedem para que o mundo seja corrigido, mas o Cabalista pede para que ele seja corrigido, e como resultado, o mundo vai ser corrigido.

Rav: Sim, o mundo que ele vai ver vai apresentar-se corrigido de acordo com a correção do Cabalista.

Entrevistador: Há algo que é muito confuso. Vamos supor, Deus nos livre, que alguém que amamos, fica doente. Deus nos livre. O Criador deu-lhe esta situação. Aprendemos que Não Há Nada Além dEle, o Bom que faz o bem. Quem sou eu para interferir nos planos de D’us? Talvez seja o melhor, que a pessoa que eu amo, precisa entender algo, para a sua alma, não sei. Quem sou eu para pedir pela sua saúde agora? Estou a destruir os planos de D’us?

Rav: Sim. O Criador faz isso de propósito para nós lhe pedirmos. E de tal forma que sejamos capazes de nos aproximarmos dEle, do Criador, e pedir abundância para todos.

Entrevistador: Então, a situação, para começar, não é para que a doença desapareça, mas para causar uma conexão com a força Superior.

Rav: Sim.

Entrevistador: É como que algo aconteceu aqui para alcançarmos conexão com Ele?

Rav: Certo. E que na nossa conexão com Ele, pedirmos que tudo seja bom para todos.

Entrevistador: E por que é tão confuso?

Rav: Para corrigir o homem! Para que o homem veja que desde o alto, do Criador, advém apenas coisas boas e, o que nos parece a nós, que sentimos que não é bom. É para que, com a nossa intervenção, possamos pedir que as coisas mudem para o melhor.

Entrevistador: Isto entendo completamente e é maravilhoso. E às vezes é como se estivéssemos numa confusão relacionada a este esclarecimento. É como se nos encontrássemos num estado de exaustão, como correr uma maratona, a tentar descobrir o que é a oração. Esta confusão às vezes esgota a pessoa.

Rav: Sim.

Entrevistador: Então, de volta à pergunta, por que é que Ele fez isto tão confuso, por que é que é impossível conectar com Ele de uma forma racional, que compreendemos? Precisamos fazer isto e aquilo e essa é a correção?

Rav: Isso é como acontece. É como funciona. Mas em suma, precisa mudar a ti, não o mundo. Para ver que todo o mundo é bom. Que, também, as pessoas ou casos que vê, vão parecer bons.

Entrevistador: Então, suponhamos que há algum tipo de confusão no exterior. Preciso pedir ao Criador para me mudar para eu ver por que é que isto é a coisa certa? Ou preciso pedir ao Criador para, por favor, fazer a paz naquele lugar do mundo?

Rav: Primeiro que tudo, o pedido precisa ser para que nós sejamos capazes de ver todas estas coisas da forma correta. Todo o mundo e todos os seres criados em boa forma. E, eventualmente, alcançar um estado onde não temos mais nada a fazer, senão agradecer ao Criador por ter criado todo o mundo de uma forma correta.

Entrevistador: Muito bem, vamos passar para a próxima parte do nosso programa, no tempo que nos resta. Gostaríamos também de ler uma citação de Rabash: “O Criador escuta a oração dos justos. Ou seja, aqueles que oram e querem ser justos, ou seja, pedir ao Criador para os ajudar a inverter a qualidade de Malchut para a qualidade dos nove Superiores.” Aqui, já estamos a conectar verdadeiramente com os dez Sefirot, acerca de como a oração é que nós, enquanto Malchut, conectamos com os primeiros nove. Pode explicar acerca da conexão especial aqui? Por que é que isso é uma oração?

Rav: Malchut que se liga aos primeiros nove, Tet Rishonot significa que, o desejo de receber, que o Criador criou, se conecta às nove influências sobre ele tendo que se organizar de uma tal forma, que ao se adequar aos primeiros nove, começa a doar. O desejo de receber no ser criado, para receber todas as qualidades dos primeiros nove, e tornar-se um doar, como eles.

Entrevistador: Então, todas as interações entre as Sefirot são na realidade orações?

Rav: Claro.

Entrevistador: Então isso é o que acontece entre eles, orações e movimentos de Luz e Vaso.

Rav: Sim.

Entrevistador: Disse que, bem esteve muito tempo com Rabash, e num dos vossos passeios, quando se queixou acerca das coisas, ele respondeu-lhe de uma forma muito simples dizendo: “Por que é que não pediu? Por que é que não orou?”.

Rav: Sim.

Entrevistador: Pode dizer-nos acerca desse estado, sabe, que é tão simples por um lado, mas não podemos fazê-lo?

Rav: Precisamos pedir ao Criador que organize a lição para nós. As lições que recebemos da natureza, de nós mesmos, das mudanças pelas quais passamos, como aprendemos mais e mais a aproximar-nos da natureza do Criador, da doação, da conexão, do amor. E isto é na verdade toda a correção que o homem precisa fazer. E, portanto, não há nada aqui que seja difícil para além de ser sensível às mudanças pelas quais passamos. E nessas mudanças, pedir para que Ele nos ajude, nos salve, nos traga para mais próximo da verdade. Dar-nos a capacidade de ver a verdade, de ver, de a querer, e este é na verdade todo o trabalho do homem.

Entrevistador: Quando ouviu o seu professor dar-lhe este conselho: “Por que é que não pediu?”, o que tirou daquele momento?

Rav: Que a oração é o principal, que é realmente assim. Que em cada momento a pessoa precisa se voltar para o Criador, falar com Ele.

Entrevistador: Enquanto uma pessoa que cresceu num lar secular, eu não tenho muita consideração por isso. Ah e tal, oração, o que é isso! Quem vai pensar que se pode voltar para o Criador e as coisas realmente acontecem? Mas, vemos que na verdade isto é a única coisa que podemos realmente fazer enquanto ser criado e, às vezes, é difícil acreditar quanto poder existe na oração, que isto é realmente a força que move a realidade. Como é que a pessoa pode jogar fora todas as dúvidas e envolver-se nisso?

Rav: De forma gradual. E, eventualmente, toda a humanidade vai chegar a isso, depois de alcançar o desespero de todas as suas ações.

Entrevistador: E se eu quisesse fazer um sumário do que ouvimos na primeira parte da lição. Então, temos a Sefirá de Malchut, que constantemente atrai para dentro dela, e a correção é como tentar inverter-se para mudar o benefício para as outras Sefirot e não para ela mesma. E isso é chamado equivalência de forma ou mudar a intenção.

Rav: Certo.

Entrevistador: E, então, as mesmas leis que se aplicam às dez Sefirot, isto é o que tentamos fazer com os amigos na dezena. Ao invés de estarmos à procura de benefício próprio, invertemos o nosso coração para eles. Então, o que pedimos para os nossos amigos?

Rav: Precisa pedir pelos outros. Que tenham uma conexão boa, correta e agradável com o Criador, que compreendam a forma como o Criador os opera e que sejam capazes de se voltar para eles corretamente.

Entrevistador: Então, podemos dizer que a forma como gostaria que o Criador me tratasse, isso é o que preciso pedir para eles?

Rav: Sim. Pode dizer isso.

Entrevistador: Faz lembrar o “ame o próximo como a si mesmo”, quando Malchut pede para si próprio, precisa na realidade de doar aos outros!

Rav: Certo!

Entrevistador: Mais uma pergunta. Estamos tão entusiasmados com isto, e quando estamos envolvidos nisso, pensamos que os outros deveriam estar envolvidos nisso. E gostaríamos que as outras pessoas ouvissem isto também, mas não os incomoda. Como podemos passar isto aos outros?

Rav: Infelizmente não é algo pelo qual as pessoas anseiam ou que a maioria das pessoas no mundo sentem como algo necessário. Mas, ainda assim, estamos a aproximar-nos disso, de uma geração para a próxima estamos a aproximar-nos, e vai chegar uma altura em que as pessoas vão entender que esta é a única forma de mudar o mundo, ao voltarmos para a Força da Natureza, o Criador é a natureza. E ao voltarmos para a Força da Natureza, para que fique mais revelado e que nos ensine como estar em equivalência de forma com Ele, em reciprocidade.

Entrevistador: Bem, estou satisfeito! Muito obrigado Dr. Laitman!

Rav: Feliz por vocês, boa sorte para todos!

Entrevistador: Sim, vamos nos encontrar no nosso próximo programa. Obrigado Dr. Laitman! Tudo do melhor!