Estados Espirituais
O Hábito transforma-se numa segunda natureza
25 de Junho de 2021 28:44 min
Texto para Legenda
Sanilevich: Bom Dia! Olá, Dr. Laitman! Continuamos com o nosso programa, “Estados Espirituais" com o interessante tema “O hábito transforma-se numa segunda natureza". Estudamos isto há pouco tempo, nas nossas lições diárias. Há traduções praticamente em quase todas as línguas e, hoje, vamos falar para uma audiência mais abrangente. Portanto, não há nada mais poderoso que o hábito. É praticamente impossível mudar hábitos, muito difícil. E nós sabemos. Tal como é difícil mudar o nosso caráter, bem não é que seja difícil, sabemos que é impossível mudar a personalidade do homem. E o hábito transforma-se numa segunda natureza. Sabemos da natureza do homem, e estamos a falar da nossa própria natureza, da nossa substância, que é o desejo de receber, que funciona na base do “prazer máximo com o mínimo esforço, energia mínima”. E como é impossível mudar a personalidade do homem, acontece que é impossível mudar hábitos também.
Rav: É muito difícil mudar hábitos. Muito difícil. Para isto precisamos de uma motivação muito forte, que realmente queiramos adquirir hábitos, ações e gostos. Ou seja, o hábito transforma-se na segunda natureza, isto é, que aquilo que recebemos da natureza é apenas uma fundação da nossa personalidade. Todo o resto é formado sob a influência do ambiente.
Sanilevich: Dr Laitman, sabemos que é impossível mudar a natureza do homem de acordo com a Sabedoria da cabala.
Rav: Sim, o que gostamos, o que desejamos, o que queremos está tudo dentro da estrutura do nosso ego, e é assim que é feito. É assim que somos programados pela atitude dos nossos pais para conosco, da atitude do ambiente para conosco.
Sanilevich: Sabemos que o hábito está diretamente ligado ao prazer ou à dor. Ou seja, vamos usar como exemplo escovar os dentes. Podemos desenvolver este processo em crianças, elas não gostam de escovar, mas, se o comportamento tiver algum tipo de recompensa, a pessoa ganha o hábito de fazê-lo, e eventualmente, mesmo sem receber a recompensa, a ação vai ser a recompensa, e se a pessoa não escovar os dentes, vai se sentir mal. Então, Dr Laitman, pelo processo de dor e prazer é possível desenvolver hábitos no homem?
Rav: Sim.
Sanilevich: Mas, Dr, ainda assim não muda a nossa natureza.
Rav: Não podemos mudar a nossa natureza. Nós, dentro dos limites da nossa natureza, podemos apenas exprimi-lo em vários estilos e mais nada.
Sanilevich: Dr Laitman, é possível ficar habituado a realizar diferentes ações sem recompensa?
Rav: Nada acontece sem recompensa. A natureza, nós, a sociedade, algo precisa nos despertar para realizar as coisas de uma maneira ou de outra.
Sanilevich: Então, Dr, os maus hábitos, podemos mudá-los através do sofrimento?
Rav: Não necessariamente através do sofrimento. Quaisquer hábitos, maus ou não, é tudo relativo. É possível mudar tudo. Apenas depende da medida em que realmente o queremos fazer e o quanto sabemos como o fazer.
Sanilevich: No artigo sete do livro “Shamati”, está escrito que o hábito se transforma em uma segunda natureza. Quando uma pessoa fica acostumada a fazer algo, isso torna-se um hábito e pode tornar-se uma segunda natureza. Uma pessoa pode sentir a sua realidade em qualquer coisa e graças ao hábito, começa a sentir coisas que não sentia antes como prazer etc. Ou seja, podemos ficar habituados a qualquer coisa, podemos sentir qualquer coisa. Dr Laitman, existe algo que não podemos nos acostumar?
Rav: Tudo depende da medida em que treinamos e adquirimos certas formas de pensar, de agir, de nos comportarmos, de reagir etc. E, desta forma, podemos reformular a nós mesmos de maneira a nos satisfazermos com certas ações e objetos. Tudo depende de como nós planejamos e programamos de antemão.
Sanilevich: Então, podemos dizer que a satisfação que obtemos, se olharmos para, qualquer programa, o programa em si mesmo é educação. Funciona sob a influência da educação. Dr Laitman, é possível ensinar uma pessoa a relacionar-se com os outros da forma como se relaciona consigo mesmo? Preocupar-se com os outros da mesma forma que se preocupa consigo próprio?
Rav: Não é simples. Precisa ser acompanhado por determinadas recompensas, recompensas constantes, para que a pessoa se preocupe com o outro, para sentir que ganhou com isso. Está tudo relacionado com certas ações. Não há nada de especial ou único acerca disso. É como educar animais, adestrar animais. Suponhamos que quero ensinar um animal, um cão, um gato, não importa qual. É simplesmente mais fácil porque estão mais domesticados. Modificamos estes animais de tal forma que há uma relação mais flexível nas nossas exigências para com eles. E portanto, podemos educá-los.
Sanilevich: Se dissermos que para revelar a Luz Superior, ou a Força Superior, precisamos corrigir a nossa atitude para com outra pessoa, tal como dizem os nossos textos originais, então, podemos sentir a Luz, ao ficarmos acostumados a sentir a outra pessoa, Dr Laitman?
Rav: Bem, não é assim tão simples.
Sanilevich: É claro que não é simples, mas é possível, Dr?
Rav: Sim. Nada mais do que hábito direcionado...
Sanilevich: Dr Laitman, os esforços que faço para sentir a outra pessoa, para me relacionar com ela como comigo mesmo, e posso examinar como gosto de mim, por forma a sentir esta realidade mais elevada que a Sabedoria da Cabalá menciona, é tudo hábito?
Rav: Hábito, é influenciar a si mesmo ao fazer um esforço interno naquela direção, e também, em troca, suponhamos, de alguém o ajudar. Nesse caso, há uma certa influência da natureza, da chamada Luz Superior, e muda-nos. Não importa quem somos nas nossas ações e qualquer que seja o nível que ocupamos e não estou a falar de algum nível, cósmico ou dimensões. Mesmo as mudanças físicas que fazemos, sob a influência de um estudo orientado, atrai uma certa força da natureza e essa força muda-nos e dá-nos um novo hábito. Este hábito de que falamos, dividimos em dois níveis. Há o nível físico e o nível espiritual. No nível físico, falamos apenas de trocas de um certo hábito por outro. É como mudar um certo paladar por outro. E para isso há todo um sistema na sociedade, há muitos sistemas que funcionam. Mas, também, existem sistemas espirituais, que é quando atraímos forças especiais que existem na natureza, que nos mudam para o oposto. Ou seja, como resultado de um certo objetivo, começamos a despertar em nós certas forças da natureza que nos mudam. Que nos mudam verdadeiramente. Que nos tornam o inverso da nossa natureza inata.
Sanilevich: Dr Laitman, vou tentar interpretar e comentar o que explicou. Então, esta educação é que ensinamos a uma criança um certo pensamento. Vamos supor “não pode ganhar sozinho.” Comunicamos isto à criança, de que só podemos fazê-lo juntos, tal como o fazem no exército, por exemplo, onde as pessoas estão mesmo, dispostas a dar a sua vida para salvar a vida dos outros, da sua equipe. Ou seja, que o coletivo é mais importante para você que a sua própria vida, e isto é algo a que se pode habituar.
Rav: Sim, é feito de forma psicológica, e nós conseguimos vê-lo.
Sanilevich: Como você diz não ser algo natural, mas ainda assim isto não ultrapassa os limites da nossa natureza.
Rav: Sim.
Sanilevich: Então, Dr Laitman, é uma mudança de valores e prioridades. Possível ensinar uma pessoa que o coletivo é mais importante que o eu próprio
Rav: Nós vemos isso no exemplo de pessoas que trabalham em equipes especiais como submarinos, alpinistas. Pessoas que lutam o tempo todo com a situação de sobreviver, estão dependentes do coletivo e sentem os outros de tal modo, que não querem estar vivos se os seus amigos morrem.
Sanilevich: Dr Laitman, todo este processo de educação, de trocar a sua visão egocêntrica do mundo, por uma visão altruísta, se encontra nos limites da Natureza?
Rav: Sim
Sanilevich: Como nos educamos na escola ?
Rav: Não, não deu bons resultados. Pode transformar um ser humano num zumbi. É difícil chamar-lhe zumbi, mas que vai ver-se apenas no serviço da coletividade. E normalmente funciona. Pequenas equipes, em que uma pessoa associa a sua existência à equipe, de tal forma, que se a equipe morrer ele morre também. Ele não pode permanecer fora deles sem eles.
Sanilevich: Sim, Dr Laitman, há tais casos, até em sociedades mais fechadas. Mas não vamos buscar esses exemplos extremos em que precisa abdicar da sua vida, mas, simplesmente para as pessoas serem boas, simpáticas, educar as pessoas como na escola com ética e moral. Mas, nós vemos que não funciona.
Rav: Não. Os nossos sistemas sociais, escolas etc. não funcionam, porque não há apoio. Não há o apoio da sociedade neles. Na medida em que a sociedade se tornar mais e mais aberta, suponhamos a China, é um bom exemplo. Era uma sociedade fechada, viveram sob as suas leis, de forma muito diferente do resto do mundo, abriram-se. Começaram a separar-se e independente de quanto tentam uni-los, não vão conseguir aguentar por muito tempo. E são tantos, e tão diferentes.
Sanilevich: Fomos ensinados a fazer a coisa certa, a pensar na coisa certa. Mas, Dr Laitman, não há um bom exemplo disso?
Rav: Não pode associar-se com tantas pessoas, tão diferentes, que não conseguem sequer perceber as suas sensações. Estamos a falar de milhões, é impossível.
Sanilevich: Mas, o senhor está a dizer que, eventualmente, há um método pedagógico, com o qual é possível educar uma pessoa de tal forma que se desenvolvam os hábitos corretos nela, que vai pensar nas outras pessoas também. E está a dizer, também, que não vai para além dos limites da nossa natureza. O que a Sabedoria da Cabalá diz é que por forma a desenvolver espiritualmente, sendo que “espiritualmente” significa mudar a sua intenção, de egoísta para altruísta, precisa mudar a sua natureza. Qual a diferença, Dr Laitman? Como desenvolver tal hábito?
Rav: Não é hábito, é como uma necessidade, em que a pessoa verifica o quanto a sua natureza é maldosa. E apenas por esta razão, a pessoa pode alcançar conscientemente um estado em que o altera. Mas chega a isto de forma egoísta primeiro, porque vê que isso não lhe serve, quer descobrir acerca da sua vida, acerca da morte, acerca do propósito da vida, acerca de como alcançar algo maior nesta vida, descobrir o mecanismo divino que o muda, que o corrige. A pessoa deseja elevar-se acima de todos os outros, quer compreender e sentir-se criativo. Mas, quando começa a aprofundar isso, descobre que pode alcançar tudo isso e estar realmente acima do mundo, está realmente acima de todos, mas não com um propósito malvado. A pessoa quer apenas alcançar, perceber, realizar e vê, através daquilo que a Sabedoria da Cabalá lhe explica, que isso pode apenas ser alcançado se ele adquirir novas qualidades. E estas novas qualidades são qualidades de amor, doação, qualidades acima da existência do homem. E aqui começa a compreender que realmente, provavelmente, isso é impossível. E então, há um período muito sério no qual a pessoa precisa se forçar para avançar, para governar sobre si mesmo, para atrair da natureza, dos seus estudos com a natureza, uma energia especial da natureza que o vai mudar, que o vai elevar acima do seu ego. E desta forma, construir acima de si mesmo o seu eu espiritual.
Sanilevich: Há uma linha muito tênue entre os hábitos de que falamos no mundo físico, onde a pessoa simplesmente muda os seus costumes, e aquele estado de que fala, onde uma pessoa realmente muda a sua natureza de forma consciente, onde a pessoa vê todo o mundo e todas as pessoas, não a partir da seu prisma egoísta, através daquilo que é bom apenas para a pessoa, mas, através desta intenção altruísta e com isso, alcança o mundo espiritual. Na verdade, ambos são um hábito, e um desliza para dentro do outro, ou seja, tal como dizemos, que uma pessoa vai de Lo Lishma para Lishma, ou seja, de uma perceção egoísta do Criador, em que o quer alcançar apenas para seu benefício, até ao momento em que isso se transforma numa segunda natureza, ver o mundo através da sua intenção altruísta. Isto está correto, Dr Laitman?
Rav: Sim, o hábito transforma-se numa segunda natureza e é assim que a pessoa começa a agir.
Sanilevich: Então, Dr, uma pessoa não pode voltar a pensar de forma egoísta depois disso?
Rav: Não, não posso dizer isso. Há várias opções aqui. Mas estar numa natureza, depois na outra e cair na primeira natureza novamente, também é possível. Tudo depende da medida em que a pessoa se coloca sob a influência da Força Superior, que a segura como um imã segura um pedaço de metal no ar. Este pedaço de metal é mantido no ar com a força do imã. Da mesma forma, uma pessoa pode fazer com que a Força Superior da Natureza, a Força positiva, que dá oportunidade, opções, possibilidades não egoístas, a mantenha acima do chão, acima do ego.
Sanilevich: Então, Dr Laitman, tal como o Criador não pensa acerca de si mesmo, uma pessoa que receba a segunda natureza, isso já se torna um hábito? E essa pessoa também não tem pensamentos acerca de si mesma?
Rav: Na medida em que recebeu essa força do Criador.
Sanilevich: Obviamente que enquanto a pessoa se encontra neste mundo precisa cuidar das suas necessidades básicas.
Rav: Sim, claro.
Sanilevich: Bem, isso é claro. Mas, quando dizemos que o Criador não pensa acerca de si mesmo e que a pessoa recebe a mesma qualidade, o que significa isso, Dr Laitman?
Rav: O Criador é a natureza totalmente oposta à nossa natureza egoísta, e portanto toda a sua essência está direcionada para o outorgamento. Existe somente o desejo de doar e não receber nada.
Sanilevich: Dr Laitman, há algum tipo de conexão entre hábito e a influência do ambiente numa pessoa, no seu desenvolvimento?
Rav: O ambiente exerce uma influência tremenda na pessoa.
Sanilevich: Qual opera mais fortemente, Dr? O ambiente ou hábito?
Rav: O ambiente é mais forte.
Sanilevich: Mais forte que o hábito?
Rav: Sim, o ambiente pode mudar os hábitos da pessoa. Porque numa pessoa há muitas qualidades com as quais pode jogar, como ódio, amor, vergonha, especialmente vergonha, respeito etc. Há muitas coisas. E o ambiente externo pode influenciar estas nossas qualidades, de tal forma, que uma pessoa pode mudar. É a capacidade do ambiente de mudar o homem.
Sanilevich: Então, Dr Laitman, o ambiente é como um meio, ou seja, há hábitos. Desenvolver um hábito, significa realizar uma determinada ação que eventualmente se transforma num hábito. E temos o ambiente, ou seja, podemos realizar estas ações em nós mesmos, mas, o ambiente vai fazer com que as façamos mais depressa.
Rav: Com a influência do ambiente a pessoa pode fazer tudo, de forma mais rápida e corretamente.
Sanilevich: Então, o ambiente acelera as coisas. Podemos ler no livro dos Salmos, Zohar, outras coisas. Dr Laitman, quando uma pessoa se habitua a ler certos textos e a orar, isto pode desenvolver-se na pessoa também?
Rav: Sim. Se é algo que a pessoa faz regularmente, então o livro do Zohar ou outras fontes corretas começam a influenciar a pessoa de tal forma que vemos como a pessoa muda. Esta é a essência. Onde mais podemos receber a influência superior, a energia Superior que nos influencia? Temos que a atrair. E aparece como resultado do estudo, da leitura, estar em esferas especiais, estar organizado em equipes especiais, às quais chamamos de dezenas, pequenos grupos, que podem organizar tal ambiente circundante para uma pessoa. E ela pode cair na sua influência, estar disposta ou mesmo que não esteja, isto é o que acontece no grupo, eles fazem com que assim seja.
Sanilevich: Então, Dr Laitman, recomenda a esses grupos que leiam os textos dos sábios todos os dias, para que se torne um hábito?
Rav: Sim. Está a ler os textos, mas não é a pessoa e os textos, é você e o ambiente humano. E o ambiente humano, são pessoas especiais, um grupo específico à sua volta que demonstra relações, exige as relações corretas de você. E o que acontece então, é que atrai o nível espiritual.
Sanilevich: Há tais métodos onde, desde a infância, a criança é ensinada a rezar, a ler os Salmos e faz isso automaticamente. É dito a ela que fazendo isso vai ter um certo tipo de prazer, neste mundo e no próximo, vai ter saúde, isto e aquilo. E se a criança não aprender desde muito pequena, começa a questionar-se porque lê os textos, pois, não recebe prazer disso, não compreende. Então, Dr Laitman, como desenvolver o hábito aqui? Ou exercer este esforço já é o hábito?
Rav: É tudo relativo. Em suma, tudo depende do ambiente. O mais importante é criar um ambiente correto para todas as pessoas, para qualquer sociedade, para qualquer nação etc., para que qualquer pessoa que esteja disposta, encontre um ambiente para si mesmo, onde possa desenvolver-se corretamente.
Sanilevich: Última pergunta. Dr Laitman, qual é o hábito que recomenda às pessoas, adquirir na vida, que realmente poderia ajudar no seu desenvolvimento espiritual?
Rav: Compreender que todos nos encontramos num único sistema, que dependemos uns dos outros, e que mesmo que não o vejamos, não o compreendamos, devemos imaginar para nós mesmos que somos dependentes uns dos outros. Ou seja, em essência, o hábito vai ajudar cada um de nós, quando sentirmos quão dependentes somos dos outros.
Sanilevich: Então, na verdade, uma pessoa precisa…
Rav: Construir esta imagem para si próprio, de que é dependente de todos, e todos são dependentes da pessoa, e, portanto, não há razão para pensar mal de ninguém, ou tentar afastar-se disso. Mas, compreender que, com todos os nossos esforços, tentamos e gostaríamos que todas as pessoas compreendessem a importância da nossa conexão mútua.
Sanilevich: Para que precisa uma pessoa desse hábito, Dr Laitman?
Rav: Para que atue corretamente para consigo e para com os outros. Que não cometa erros neste mundo, porque desta forma, aprendemos a lidar com a providência, a Força Superior da Natureza e não cometemos erros. E se tentássemos manter esta integralidade global em mente, seria mais fácil.
Sanilevich: Mas, Dr, uma vez que estes são esforços tremendos, teria que receber um prazer tremendo também? Eu posso esperar prazer desses esforços?
Rav: Sim, isso é verdade e apenas o nosso ego nos impede de o ver. Não teríamos destruido a natureza, a sociedade, uns aos outros. Não teríamos desenvolvido meios de destruição maciça. Poderíamos ter uma vida fantástica neste planeta, e apenas imaginamos este estado. Um bom hábito pode levar-nos a uma existência maravilhosa.
Sanilevich: Qual o hábito, Dr Laitman?
Rav: Tal, que podemos imaginar-nos como existindo num sistema mútuo de interconexão infinita em todo o mundo e a nos voltarmos o pensamento a eles e não a nós
Sanilevich: Muito obrigado, Dr Laitman! Vamos esperar que isto se transforme na nossa segunda natureza. Até a próxima