Conceitos Básicos da Sabedoria da Cabalá
Shechiná
12 de Março de 2024 27:38min
Oren: Olá, e obrigado por se juntarem a nós no nosso programa, Conceitos Básicos da Sabedoria da Cabalá com o Dr. Michael Laitman. Olá, Dr. Laitman.
Dr. Laitman: Olá a todos.
Oren: Olá, olá! A cada episódio neste programa, selecionamos um conceito do tremendo oceano da “Sabedoria da Cabalá” e tentamos explicá-lo de forma simples, para uma pessoa que começou a interessar-se pela “Sabedoria da Cabalá”. E hoje gostaríamos de falar sobre o conceito de “Divindade” (“Shechiná” em hebraico). E antes de começarmos, gostaria de compartilhar que quando esta palavra “Divindade” me vem à ideia, surgem diferentes frases. Por exemplo, um casal que quer se casar, dizemos “um homem e uma mulher, se forem recompensados, a “Shechiná” está entre eles”. Ou mudam-se para uma nova casa, e aí dizemos: “nós os abençoamos e esperamos que a “Divindade” habite em sua casa.” Do outro lado da vida, quando alguém morre, dizemos “que a sua alma esteja sob as asas da “Divindade ". E por todas estas associações, quando ouço a palavra “Divindade”, parece como um lar eterno de todos nós que nos envolve e abraça. Esta, então, é a minha primeira pergunta: Quando o senhor escuta este conceito de “Divindade” o que o senhor sente?
Dr. Laitman: Sinto a presença do “Criador” no nosso mundo. E que Ele desce, paira sobre todos nós juntos como uma nuvem. E mesmo que não sintamos essa nuvem, não a vemos, não “O’ identifiquemos em nada, mas entre nós habita a “Sua” força, que preenche tudo, que direciona tudo. E a presença do “Criador” entre nós se chama “Divindade”(“Shechiná” em hebraico). Ou seja, é uma presença da qual não se pode fugir, da qual não se pode esconder. Mas isso é algo que precisamos descobrir, sentir, aproximar, compreender, conviver com ela cada vez mais.
Oren: Que tipo de nuvem é esta?
Dr. Laitman: É uma nuvem de amor, uma nuvem de presença. A força do “Criador” que nos envolve e está sempre sobre nós.
Oren: E o que significa revelá-Lo?
Dr. Laitman: Revelar o “Criador” significa que podemos realmente descobrir esta força, realmente como uma nuvem que paira sobre a terra. E é assim que devemos sentir o “Criador”, descendo sobre nós, existindo entre nós, nos realizando, nos governando, sempre, em tudo.
Oren: Tomemos esta palavra, “Divindade”. A palavra “Divindade”, (“Shechiná” em hebraico), parece derivar da palavra habitar. Há alguém que habita?
Dr. Laitman: A isto se chama “Presença do Criador”, significa que o “Criador” existe sobre nós, nos preenche, nos inclui e preenche toda a realidade.
Oren: E a “Divindade” é o lugar onde o morador habita?
Dr. Laitman: Sim.
Oren: Então a “Divindade” é um lugar?
Dr. Laitman: A “Divindade” é também um lugar.
Oren: O habitante, (“Shochen” em hebraico), esta é a “Força Superior”?
Dr. Laitman: O habitante é o “Criador”.
Oren: Então, o que significa quando se diz que o “Criador” habita? Ele habita num determinado lugar?
Dr. Laitman: Sim, num determinado lugar que está pronto para receber a “Divindade”, e por isso o “Criador” descende e pousa nesse lugar, preenchendo e projetando nele as “Suas” forças.
Oren: Eu pensava que o “Criador” está em todo o lado.
Dr. Laitman: É o que eles dizem.
Oren: Então, quando dizemos “Divindade”, que essa divindade chega a um determinado lugar, isso não limita as coisas?
Dr. Laitman: Bem, sim e não. É claro que o “Criador” existe em todo o lado. Mas se queremos identificá-Lo, aproximarmo-nos d’Ele, nos relacionarmos com Ele, mostrar-Lhe o nosso amor e sentir o Seu amor, então precisamos realizar aqui várias ações que revelam o “Criador” que está em todo o lado, para nós. E é assim que nos tornamos incluídos d’Ele.
Oren: A palavra “Divindade”, “Shechiná”, está na forma feminina.
Dr. Laitman: Sim.
Oren: O “Criador” está mais na forma masculina.
Dr. Laitman: Sim.
Oren: Então, o que significa isto, “Divindade”?
Dr. Laitman: “Divindade” significa o lugar, um lugar que está corrigido para a recepção do “Criador”.
Oren: E por quê na forma feminina?
Dr. Laitman: Porque é o “Desejo de Receber” que existe na natureza. E se este “Desejo de Receber” ganha a capacidade de revelar o “Criador”, então se chama a isso “Divindade”.
Oren: Não entendi muito bem o que disse sobre o “Desejo de Receber” que existe na natureza.
Dr. Laitman: O “Criador” criou um “Desejo de Receber” porque Ele é completamente o “Desejo de Doar, dar e realizar os seres criados".
Oren: Esse é o “Criador”, sim?
Dr. Laitman: E para que os seres criados quisessem recebê-Lo, Ele os criou no “Desejo de Receber”. E assim, este “Desejo de Receber”, de revelar o “Criador”, se chama “Divindade”.
Oren: Então, na forma feminina,”Divindade” ( “Shechiná” em hebraico), o que é que isto quer dizer?
Dr. Laitman: Que ela tem uma carência de revelação do “Criador” e de “O” sentir para que “Ele” “A” realize.
Oren: Portanto, temos “Aquele que habita” , e a “Divindade”?
Dr. Laitman: Certo.
Oren: Pode nos dar uma definição simples do que é “Aquele que habita”, e o que é a “Divindade”, e onde estão?
Dr. Laitman: A “Divindade” está em todo o lado. Em todos os lugares. E também o “Criador” existe em todo o lugar. Mas quando o “Criador” é revelado na “Divindade”, é a isto que chamamos de : “estar juntos.”
Oren: O que significa que “Ele” se revela?
Dr. Laitman: Tornar-se revelado, significa que quem consegue aproximar-se das qualidades do “Criador” sente de acordo com a “Lei da equivalência de forma”, que o “Criador” se revela nesse alguém.
Oren: Que qualidades possui o “Criador”?
Dr. Laitman: Doação e amor.
Oren: Então, quem constrói dentro de si qualidades de doação…o que é isso exatamente?
Dr. Laitman: Doar.
Oren: Então, quem constrói dentro de si qualidades de amor e doação, então pode revelar … pode revelar o “Criador” ?
Dr. Laitman: Certo.
Oren: Esta pessoa pode se tornar “Divindade”?
Dr. Laitman: Certo.
Oren: É algo consciente, esta revelação?
Dr. Laitman: Sim. É revelado na pessoa de uma forma que ela sente que a “Força Superior”, o “Criador”, a preenche.
Oren: Por vezes se diz que a “Divindade” reside em certas pessoas, que a “Divindade” habita em certos lugares. O que isso quer dizer?
Dr. Laitman: Que há pessoas que alcançam o “Desejo de Doar”, como o “Criador”, que é o “Desejo de Doar”, e então a “Divindade” habita nelas.
Oren: Hoje o senhor citou “identificar”, o verbo identificar. E que o “Criador” está em todo o lado, e a “Divindade” está em toda parte, e o que falta é revelar, identificar. Por quê a “Divindade” depende de alguém para revelá-la? Ela não tem existência em si mesma?
Dr. Laitman: Não, ela não deseja. O “Desejo de Receber”, no qual o “Criador” nos criou, este “Desejo de Receber” que nos constitui, necessita de correção para que possa haver “Doação”.
Oren: O que isso significa?
Dr. Laitman: Para que seja doar, uma doação, um amor, não dentro de si mesmo, como o “Desejo de Receber” que quer engolir e receber dentro de si, é assim que se sente a ser realizado, mas pelo contrário, deseja deleitar os outros, realizar os outros. E isto, se uma pessoa faz este tipo de mudança em si mesma, então torna-se digna da revelação da “Divindade”.
Oren: Por que não sentimos a “Divindade” agora?
Dr. Laitman: Nascemos e nos desenvolvemos pelo nosso “Desejo de Receber”, que é o oposto da “Divindade”.
Oren: A “Divindade”, “Aquele que habita”, todos estes conceitos exaltados, todos estes são conceitos de “Doação”,”Amor”, mas nós somos como se fossemos o oposto disso…
Dr. Laitman: Sim.
Oren: Ou ao recebermos para nós, não estamos na mesma frequência?
Dr. Laitman: Certo. Não sentimos na frequência, e é assim que vivemos, num mundo que está inteiramente no “Desejo de Receber”.
Oren: Então, quem eu preciso realmente de revelar, sentir: a “Divindade” ou “Aquele que Habita”?
Dr. Laitman: Precisa de revelar “Aquele que Habita” que está em você, e a isso se chama revelação da “Divindade”.
Oren: Algumas palavras, mas me parece que tem uma profundidade infinita. Precisamos descobrir “Aquele que Habita” que existe em nós, e a isso se chama “Divindade”?
Dr. Laitman: Sim.
Oren: E onde é que “Ele” se encontra em mim?
Dr. Laitman: Nesse mesmo lugar onde você permitirá que “Ele” entre e seja revelado. Ou seja, os seus desejos que são todos em forma de recepção, que são todos egoístas, precisam se inverter gradualmente, pouco a pouco, de leve para pesado, cada vez mais, e ser o oposto, em doação e amor, e depois nessa medida vai sentir que está preenchido com a revelação do “Criador” em você, chamado “Divindade”.
Oren: Também ouvi dizer que a “Divindade” é a totalidade da “Alma de Israel”.
Dr. Laitman: Sim.
Oren: O que significa?
Dr. Laitman: Que uma pessoa quer ser como o “Criador”, doar, em vez do seu desejo inato, com o qual nasceu, o “Desejo de Receber”. Então, se uma pessoa conseguir inverter o seu “Desejo de Receber”, para “doar”, isso significa que até certo ponto, na medida em que inverteu o seu desejo do “Desejo de Receber” para o “Desejo de Doar”, com isso a pessoa fez um “lugar”, um espaço para a revelação do “Criador”, e este lugar é chamado “Divindade”,(Shechiná” em hebraico). E então sente que o “Criador” habita nela.
Oren: E a totalidade da “Alma de Israel” : - Como está relacionada a isso?
Dr. Laitman: Em resumo, se todos os seres criados se corrigirem de modo a que o seu “Desejo de Receber” se inverta ao “Desejo de Doar”, então se tornarão “Divindade”, se tornarão “Divindade” em sua plenitude.
Oren: Existem diferentes níveis? Suponhamos que se eu apenas devo e faço este processo, então revelo a “Divindade”em menor grau, e se todos o fizermos juntos, então vamos revelá-la completamente?
Dr. Laitman: Sim?
Oren: E será como um discernimento, uma consciência coletiva ?
Dr. Laitman: Sim, então todos sentiremos que estamos dentro da “Divindade”, na presença do “Criador”.
Oren: Qual será o meu lugar específico nesse esquema?
Dr. Laitman: Aquele que quer que ser corrigido.
Oren: É específico, é particular só para mim.
Dr. Laitman: Sim.
Oren: E se não corrigir esse lugar?
Dr. Laitman: Então permanecerá escuro, vazio.
Oren: Por que há necessidade de todos? Não podemos nos dar bem se faltar alguém. Disse “ao máximo”, que quando todos o fazem, revelamos a “Divindade” na sua plenitude. E se alguém não quiser?
Dr. Laitman: Se alguém não quer, não sente a medida em que a vida o pressiona, exige algo dele e aos poucos vai descobrindo a necessidade disso.
Oren: E outros vão sentir sua falta?
Dr. Laitman: Os outros carecem dele, ele carece de si mesmo, o “Criador” precisa de todos.
Oren: Cada pessoa é assim tão importante?
Dr. Laitman: Sim.
Oren: Por quê?
Dr. Laitman: Porque é assim que fomos feitos, cada um tem um “Desejo de Receber”, e cada um precisa de inverter o seu “Desejo de Receber” em “Desejo de Doar”. Em vez de odiar os outros, precisa amar os outros e, por conseguinte, todos e cada um.
Oren: Então, quando dizemos que a “Divindade” é a totalidade da “Alma de Israel”, o que dizer das outras nações? Não estão envolvidos nisso?
Dr. Laitman: Eles também estão envolvidos nisso, só que dependem de nós. Precisamos corrigir isso primeiro e depois as “nações do mundo”.
Oren: A “Sabedoria da Cabalá” se refere, se relaciona com o “Criador” e a “Divindade” como “apaixonados que Se Amam”. De onde vem isso ?
Dr. Laitman: A revelação do “Criador” no “Desejo de Receber” corrigido é chamada “Divindade” (“Shechiná” em hebraico), e por isso é aqui que o amor é revelado entre eles.
Oren: Então, quem ama quem?
Dr. Laitman: O “Criador” ama a “Divindade” e a “Divindade” ama o “Criador”.
Oren: Há um trecho que gosto muito, do Cântico dos Cânticos, onde ele diz: “à noite na minha cama peço o que a minha alma anseia”, coisas diferentes que se relacionam com o desejo de me unir ao “Criador”. Do que se trata isso?
Dr. Laitman: É sobre ser verdadeiramente… que existe um desejo realmente forte de conectar o “Criador” com os Seus seres criados a “Divindade”.
Oren: Tenho a sensação de que é ela, a “Divindade”, a todo o momento que anseia a “Ele”, mas “Ele” nunca chega. “Ele” tem outras coisas para fazer. “Ele” não vem ter com “Ela”. “Ela” “O” anseia o tempo todo, mas “Ele” nunca vem. Por que razão é descrito desta forma?
Dr. Laitman: Talvez seja descrito desta forma porque somos realmente responsáveis pelo estado em que a “Divindade” estará em relação ao “Criador”, e precisamos tomar medidas para “A” aproximar d’Ele.
Oren: Portanto, é como um triângulo. Há uma “Divindade” à espera da chegada do seu esposo. Isso nunca acontece porque estamos atrasando a sua conexão, o seu acoplamento(“Zivug” em hebraico)
Dr. Laitman: Sim. Nós não os acoplamos.
Oren: Sei que os Cabalistas fazem restrições antes de cumprirem um certo preceito “Mandamento” (“Mitzvá” em hebraico”), para a unificação do “Criador” e da “Divindade”. O que é isso? O que isso significa?
Dr. Laitman: É exatamente sobre isso que falamos, que todo o nosso trabalho consiste em aproximar o “Criador” e a “Divindade”.
Oren: Suponhamos que isso aconteça. Qual o resultado disso? O que acontece quando a “Divindade” é revelada?
Dr. Laitman: Nós, todos nós, somos partes da “Divindade” partes da “Shechiná””. Se queremos nos aproximar do “Criador”, cada um aproxima a sua parte, a parte destinada a ele, “Aquele que Habita”, ao “Criador”, até que se unam.
Oren: E depois o que acontece?
Dr. Laitman: Então é chamado de “Zivug” acoplamento entre a “Divindade” e “Aquele que Habita”
Oren: Quais as implicações disso? Que tipo de efeito terá em nós?
Dr. Laitman: Que todo o bem e abundância que existe no “Criador”, que ”Ele” tanto deseja dar a todos os seres criados, se revela na “Divindade”.
Oren: E que efeito terá isso no “Criador”?
Dr. Laitman: “Ele” ficará realmente satisfeito por lhe doar.
Oren: E como isso afeta a “Divindade”?
Dr. Laitman: “Ela” receberá esta realização.
Oren: Então todo o sistema está apenas à minha espera, esperando por nós?
Dr. Laitman: Todo este sistema depende da medida em que a “Divindade” poderá receber “Aquele que Habita”, para habitar nela. E nisso todos vão sentir que estão no melhor estado possível.
Oren: Então, essa é exatamente a minha próxima pergunta. O que se sente nesse lugar onde a “Divindade” é revelada?
Dr. Laitman: Sente realização, prazer, perfeição em todos os tempos e em todos os estados.
Oren: Que tipo de prazer é este?
Dr. Laitman: É como... é indescritível, é indescritível. É simplesmente um prazer de perfeição. Um prazer perfeito.
Oren: Vale a pena revelar este estado?
Dr. Laitman: Sim, muitíssimo. E se não quisermos nos aproximar disso (dessa revelação), sentiremos diversos problemas, tormentos, guerras, aborrecimentos, tudo, tudo o mais. Isto vai acontecer até que nos obrigue a nos aproximarmos do “Criador” e ficarmos preenchidos d’Ele.
Oren: Como isso vai mudar a nossa vida?
Dr. Laitman: Através disto, chegaremos a uma vida do “Mundo Superior”, e não há nada melhor do que isso.
Oren: Por que é superior?
Dr. Laitman: Superior porque vemos tudo, compreendemos tudo, percebemos tudo. Vemos desde o início do mundo até o seu fim, e é isso que alcançamos.
Oren: Diz no “Livro do Zohar” que a “Divindade” não habita num lugar de tristeza, mas apenas num lugar onde há alegria.
Dr. Laitman: Certo.
Oren: O que significa?
Dr. Laitman: Que anseia por isso, pela ligação entre “Aquele que Habita” e a “Divindade”, que se liguem e depois se satisfaçam com este acoplamento(“Zivug” em hebraico), conexão.
Oren: Existe uma expressão chamada “Tristeza da Divindade”. O que significa?
Dr. Laitman: Que existem muitas forças e luzes que estão prontas para se aproximarem e realizarem a “Divindade”, mas os inferiores não realizam esta ação.
Oren: Os inferiores, somos nós?
Dr. Laitman: Sim.
Oren: Então, a tristeza é sobre quem? Quem está triste?
Dr. Laitman: O “Criador” que nos espera. Espera até chegarmos a um estado em que seremos capazes de preencher a “Divindade”.
Oren: É possível deleitar a “Divindade”?
Dr. Laitman: Sim, aproximando-A do Criador?
Oren: Existem diferentes conceitos relacionados à “Divindade”. Dizem sobre “O Brilho da Divindade”. O senhor poderia nos explicar o que significa? “O Brilho da Divindade”
Dr. Laitman: O “Esplendor da Divindade” significa que se o “Criador” cria a “Divindade”, a “Divindade” começa a brilhar. Então, esta iluminação, este brilho que vem da “Divindade” para os seres criados, que já podem elevar-se até “Ela”, que podem incluir-se n’Ela, isto é chamado “O Brilho da Divindade”.
Oren: Existe outra expressão chamada: “Estar sob as asas da Divindade”. O que significa?
Dr. Laitman: Significa que a “Divindade” que habita nos seres criados, aqueles que podem ser iguais a “Ela”, semelhantes a “Ela”, que se aproxima deles e preenche-os, e habita neles.
Oren: Existe um conceito chamado : “Divindade que foi para o exílio”.
Dr. Laitman: Certo.
Oren: Do que se trata?
Dr. Laitman: Sair da ligação dos seres criados, da ligação entre os seres criados, e elevando-se mais alto.
Oren: Existe o conceito de: “Levantar a “Divindade” do pó”.
Dr. Laitman: Isso significa que no tempo do exílio, sentimos que a “Divindade” não existe em nós, e então dizemos que está no pó. E desempenhamos o nosso papel de elevar a “Divindade” do pó, elevando-A a um nível em que estará pronta, adequada para a revelação, para a revelação do “Criador” n’Ela.
Oren: O que significa a frase dos escritos: “Um homem e uma mulher, se forem recompensados, a “Divindade” estará entre eles.”
Dr. Laitman: Se um casal se relaciona com amor, incessantemente, de uma forma de amor total e completo, então a “Divindade” os preenche e habita entre eles.
Oren: O que significa : que a “Divindade” habitará em sua casa?
Dr. Laitman: Isso também. Quando um homem e uma mulher, ou ainda toda a família quiserem aproximar-se da “Divindade” e permitir, abrir espaço para a “Divindade” através das suas relações, a “Divindade” habita entre eles.
Oren: É lindo! O nosso tempo está quase acabando. Quero voltar à imagem da nuvem com a qual começamos, onde se sente a “Divindade” como uma nuvem que desce.
Dr. Laitman: A “Divindade” desce de acordo com as nossas orações, pedidos, desejos de que habite entre nós. E depois desce cada vez mais sobre nós e começa gradualmente satisfazer os nossos desejos, relações. E é assim que nos tornamos filhos da “Divindade”. E é assim que nos tornamos filhos da “Divindade”.
Oren: Assim como uma mãe?
Dr. Laitman: Como uma mãe.
Oren: Isso é extraordinário. Resumindo, a definição mais simples para “Divindade”, quando a “Sabedoria da Cabalá” fala em “Shechiná”, o que significa, “Shechiná”?
Dr. Laitman: O Amor, que é a expressão do “Criador” aos Seus seres criados, que desce d’Ele e preenche todos os seres criados, habita entre eles e os leva a um estado completo e perfeito.
Oren: O que o senhor deseja para mim, como pessoa que acabou de começar a estudar a “Sabedoria da Cabalá” em relação a este conceito, “Divindade” (“Shechiná” em hebraico)?
Dr. Laitman: Desejo que abra o seu coração e deseje apenas doar, conceder e amar a todos, e então sentirá a medida em que se aproxima do “Criador” até sentir que a “Divindade” o preenche. Boa sorte!
Oren: Amém. Obrigado. Obrigado, Dr. Laitman. Obrigado a todos por estarem conosco, em Conceitos Básicos da “Sabedoria da Cabalá”, Episódio a “Divindade”. Até à próxima, tudo de melhor á todos!
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